Voltar ao topo

FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

A Luta após o Luto.

A Luta após o Luto.
  • Compartilhe
  • Compartilhar no Linked In
  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no WhatsApp
  • Compartilhar no Twitter

A Luta após o Luto. Lindenberg Filho torna-se um exemplo no país na defesa dos Conselheiros Tutelares.

A Luta após o Luto.

A Luta após o Luto.

A Luta após o Luto.

      Uma dor sem prazo de validade para acabar. Há quatro anos, Lindenberg Filho sobrevive a perda do pai em um crime brutal. A Chacina de Poção, como ficou conhecida a morte de três Conselheiros Tutelares em ação, chocou o país, enlutou toda a cidade e despertou não ódio, mas a força para lutar em Lindenberg.

      Nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro deste ano, o município de Poção transformou-se na Capital da Luta dos Direitos dos Conselheiros Tutelares. Há exatos quatro anos, uma chacina chocou toda a sociedade e todos os conselheiros tutelares do país.

      O Dia Estadual de Mobilização e Fortalecimento dos Conselheiros Tutelares de Pernambuco é em memória aos conselheiros assassinados. Segundo Lindenberg Filho, o objetivo foi lembrar que a luta continua para evitar que episódios como esse não se repitam.

      Desde o crime bárbaro, Lindenberg, que atualmente é Conselheiro do Direito da Criança e do Adolescente do município, trabalha em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, e realiza várias manifestações para não deixar o episódio cair no esquecimento.

      Este ano, o 4º Encontro ganhou repercussão nacional. Além da importância do evento, o evento homenageou os três Conselheiros Tutelares assassinados covardemente em uma emboscada em Poção. Carmem Lúcia da Silva, de 38 anos, José Daniel Farias Monteiro, de 31, e Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, de 54, foram mortos no exercício de suas funções.

      Com o tema “Conhecer, Sensibilizar e Fortalecer para Intervir”, o debate teve como objetivo homenagear os Eternos Conselheiros Tutelares: Carmem Lúcia, Daniel Farias e Lindenberg Nóbrega, além de reunir e capacitar, construindo um local de formação para Conselheiros Tutelares e todo sistema de garantia de direitos.

      “O Luto virou LUTA. Queremos que a Justiça seja mais ágil para dar exemplo às outras pessoas e, que todos os acusados sejam condenados pelos crimes que cometeram. Esperamos há quatro anos isso acontecer! Quatro anos de medo, rancor, tristeza! Queremos que a justiça pernambucana dê exemplo a todo o Brasil”, disse Lindenberg Filho no encontro, que atraiu dezenas de pessoas de todo o país.

      A luta de Lindenberg Filho agora é que haja andamento ao caso da Chacina dos Conselheiros Tutelares de Poção, e que o processo vá a júri popular. “Aí sim, a justiça realmente será feita”, frisa.

      Lindenberg Filho clama pela quebra do segredo de justiça do processo, para que todo o Brasil e o mundo possam acompanhar a brutalidade que aconteceu em Poção. “Luto pela vida dos Conselheiros Tutelares. É pela vida dos Defensores dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes que clamo. Quantos mais irão ter que morrer?”, questiona.

A Luta após o Luto. 

ENTENDA O CASO

 

      Três conselheiros tutelares e uma mulher de 62 anos foram mortos em uma chacina Na noite do dia 6 de fevereiro de 2014 em Poção, no Agreste pernambucano, a 240 km de Recife. As vítimas estavam em um carro do Conselho Tutelar do município junto com uma menina de 3 anos, única sobrevivente do crime.

      Eles vinham da casa da avó paterna da criança, situada em Arcoverde, no Sertão, a cerca de 70 km de Poção. Segundo o avô materno, João Batista, as famílias dividiam a guarda da criança. O pai e a avó paterna cuidavam dela durante a semana e, nos fins de semana, a menina ficava com os avós maternos. A senhora que morreu na chacina era Ana Rita Venâncio, esposa de João Batista e avó da criança.

A Luta após o Luto.

 

      As primeiras informações obtidas pela Polícia Militar apontaram para uma emboscada contra as vítimas, na estrada do Sítio Cafundó, por onde os cinco passavam de carro. Segundo a perícia, primeiro atiraram no motorista, depois nas mulheres que estavam no banco de trás e à queima roupa em um dos conselheiros que tentou escapar.

      Os conselheiros eram Carmem Lúcia da Silva, de 38 anos, José Daniel Farias Monteiro, de 31, e Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, de 54. Os moradores de Poção ficaram horrorizados com a barbárie.

      O velório das quatro vítimas foi no Centro Catequético da paróquia e o sepultamento foi realizado, sob forte comoção, no domingo, 8 de fevereiro daquele ano, no cemitério local.

      O governo do estado designou quatro equipes da Polícia Civil especializada em homicídios, cada uma com um delegado, para apurar o caso. A força-tarefa foi comandada pelo delegado Erik Lessa, gestor operacional à época da Diretoria Integrada do Interior I, e também pelo delegado Darley Timóteo, que era diretor daquela área.

 A Luta após o Luto.

 

Símbolo da luta, Lindenberg Filho não para.

 

      Símbolo da resistência e luta por Justiça, Lindenberg Filho tornou-se uma voz ativa pelos direitos das crianças, dos adolescentes e dos Conselheiros Tutelares. Ele já enumera alguns momentos marcantes da sua trajetória em defesa desses direitos.

      Atualmente, é Articulador Municipal de Políticas Públicas do município de Poção e Secretário Executivo do COMDICA, onde trabalha efetivamente pela garantia de políticas públicas para crianças e adolescentes, também participou de vários encontros, simpósios e reuniões, onde o foco era a defesa da criança e do adolescente como também dos Conselheiros Tutelares.

      Lindenberg Filho se tornou uma voz ativa da classe. Vem dedicando sua vida à defesa das crianças e adolescentes e pela justiça social.

      Devido à sua luta, sua insistência para que a Justiça seja feita, ele é referência no trabalho dos Conselhos Tutelares no Brasil. Também recentemente, recebeu uma homenagem, das delegações do Nordeste em Luziânia – GO, mas é uma referência permanente.

      De personalidade forte, questionador, como ele sempre diz: sempre sou do “contra”, mas com diálogo contínuo, Lindenberg Filho é um incansável e destemido lutador pelos direitos humanos e pelas famílias dos mártires de Poção.

      Ele segue os passos do pai e, após o episódio que marca a luta dos Conselheiros Tutelares do país, é visto como um defensor dos direitos das crianças e dos adolescentes, como também dos profissionais que trabalham na área.

      Construiu, com a sua experiência e combatividade (adquirida após a triste chacina), as ferramentas de luta da organização da classe na busca de direitos e cidadania para os conselheiros tutelares que se dedicam às crianças e adolescentes.

      Mesmo com a lentidão da Justiça, não esmoreceu ou se intimidou. Enfrenta dificuldades nesse objetivo, mas sempre lembra do pai quando os momentos são mais tortuosos. Com essa trajetória, luta e vontade de vencer, Lindenberg Filho tem muito a contribuir com o município de Poção e toda a região.

      Provou que de um sentimento tão triste, a morte, o luto, pode nascer uma Luta onde se busca Justiça e melhores condições de trabalho para os conselheiros tutelares de todo o país. E quando questionado sobre o futuro, sobre possíveis postulações a cargos seja nos conselhos, no legislativo, ele é direto: “Trabalharemos as bases e ouviremos o povo sempre! Não é um objetivo, tenho planos futuros de estudar e escrever, mas estaremos sempre à disposição da LUTA! Avante sempre, e firme na LUTA! Faz escuro, mas eu CANTO!”, afirma Lindenberg Filho.

A Luta após o Luto.

A Luta após o Luto.

A Luta após o Luto.

A Luta após o Luto.

A Luta após o Luto.

 

Publicado por
em

Deixe seu comentário Sua opinião é muito importante!

  • Compartilhe
  • Compartilhar no Linked In
  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no WhatsApp
  • Compartilhar no Twitter

Veja Também:

Artigos Relacionados