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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

Agora é Gláuria

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Agora é Gláuria. A pré-candidata é o nome que pode construir a unidade das oposições em Pesqueira com vistas ao pleito municipal de 2020

Agora é Gláuria

      Sua luta, sua trajetória, seu jeito, sua leveza, sua forma de fazer política prova a cada dia que está mais que preparada para o grande desafio das eleições municiais do próximo ano.

      Com o apoio incondicional da deputada federal Marília Arraes e de grandes nomes da política de Pernambuco, Gláuria deve ser o nome mais viável para 2020.

      O candidato do PT à presidência da República em 2018, Fernando Haddad, veio ao Recife e agradeceu a votação expressiva que teve em Pesqueira: 84,44%. Gláuria trabalhou incansavelmente por este índice gigante, um dos maiores do estado. Desprendida de qualquer aspiração pessoal, foi a campo e segurou a campanha de forma eficaz e com muito sucesso.

      Saiu às ruas e reverberou o grito “Lula é Haddad, Haddad é Lula, e Haddad é o povo brasileiro. Com esse refrão, a psicóloga e ativista política provou por A + B que Pesqueira abraçou em sua maioria absoluta, um candidato que representava as massas.

      Agora, Gláuria com todo esse prestígio, tem a missão de unir as forças de oposição em 2020. Esse será o grande mérito do conglomerado de partidos que vai disputar a eleição. E Gláuria é a única que está apresentando com transparência e responsabilidade um Plano Popular para o Desenvolvimento de Pesqueira.

      O plano, que tem trechos explícitos logo abaixo, aponta saídas políticas e econômicas para Pesqueira seguir seu caminho de desenvolvimento. Sem atacar ninguém, sem vinganças pessoais, Gláuria Simões é o nome mais encorpado das oposições. Ela realmente se preocupa com o município.

      Em entrevista exclusiva ao Site, a pré-candidata mostra pontos importantes de sua plataforma administrativa:

 

Site: O que a levou a aceitar o desafio de ser pré-candidata a prefeita de Pesqueira?

 

Gláuria: Respondo com uma pergunta e uma afirmação.

      Quais obras estruturadoras foram implantadas nos últimos 30, 40, 50 anos em nossa cidade? Me refiro a obras que geram emprego e renda para nosso povo. Fecharam-se as nossas fábricas e ficou sem emprego uma legião de profissionais qualificados. Pesqueira dispõe de mão de obra especializada o que pouquíssimas cidades de Pernambuco possuem. O Estado de Pernambuco possui o PRODEPE, programa de renúncia fiscal que as empresas deixam de recolher até 90% de impostos para se localizar em cidades do nosso estado. Faltou força política para atrair indústrias para nossa cidade.

Afirmo:

      As elites jamais permitirão alterações como distribuição de renda, reforma agrária, empoderamento das classes trabalhadoras. Na verdade, eles nunca aceitaram a Presidência da República ser ocupada por um semianalfabeto, pobre e nordestino. Faziam de conta que aplaudiam Lula, mas o apunhalaram na primeira oportunidade. Só existe mudança real através da mobilização do povo. Ou seja, de baixo para cima. Pesqueira precisa de mudanças que favoreçam os menos favorecidos. Como católica praticante, encontro inspiração no próprio Evangelho e vejo a política como missão. Se enxergamos as necessidades do povo e sabemos como resolvê-las, não podemos nos omitir.

Site: Quais as suas prioridades emergenciais?

Gláuria:

1° -  Ataque prioritário a corrupção.

      Transparência absoluta na Prestação de Contas em Tempo Real de cada centavo que entre e que saia dos cofres municipais utilizando todas as plataformas de mídias sociais, rádio, tv, jornais, etc. A transparência total e irrestrita, acompanhada de medidas complementares como a criação de uma Central de Compras e Distribuição de Materiais e Serviços usando um Pregão Eletrônico em que os preços, prazos e todas as condições tratadas, também com absoluta transparência e em tempo real, tudo supervisionado pelo Diretor de Licitações escolhido em lista tríplice a ser indicada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pesqueira. Ou seja, articulando a sociedade civil para combater a corrupção.

2° Participação efetiva do povo no poder público municipal através da criação do Orçamento Participativo.

      Até hoje, os prefeitos decidem suas ações entre quatro paredes.

      Nós devemos ouvir o que o povo considera prioritário para sua comunidade opinando sobre o funcionamento das escolas, postos de saúde, transporte escolar, manutenção de estradas e calçamentos, saneamento, segurança e iluminação pública e áreas de lazer. Quem mais conhece o seu bairro, o seu povoado e o seu distrito é quem mora no local.

      O município deve ser dividido em regiões administrativas em que todos os bairros, distritos e povoados escolherão seus representantes em eleição direta e o número de destes representantes será proporcional à população de cada região. 

      Tenho a acrescentar que discutirei o nosso Plano de Governo com o povo nas associações, nos bairros, povoados, distritos, com as entidades civis, igrejas, sindicatos, e ao final Registraremos em Cartório como Documento Público para que, juntos, possamos acompanhar a sua execução.

 

Site: Quais propostas a senhora oferece para iniciar o debate político-administrativo?

Gláuria:

Educação. Em caráter de urgência precisamos valorizar os profissionais da educação municipal com uma remuneração digna adotando critérios que os motive a uma permanente atualização através de cursos, palestras e treinamentos. Ou seja, uma melhor remuneração e uma melhor capacitação. Tudo depende de vontade política, visto que o Estado do Maranhão, paga em torno de R$ 5.000,00 aos seus professores, a segunda maior remuneração do Brasil.

      A implantação desta nova política será facilitada pela escolha dos diretores de escolas em pleito direto por professores, pais e funcionários administrativos através de lista tríplice.

      No entanto, a importância da Educação faz com que não a vejamos apenas dentro das paredes das escolas.

      Precisamos implantar uma política para a Educação e Cultura, discutida com os profissionais desta área no âmbito municipal, estadual e federal, além dos responsáveis pelos museus, fundações, academias e outras instituições da sociedade civil. Nós temos o privilégio de contar com o Campus Pesqueira do IFPE e que até hoje não foi devidamente explorado.

      Devemos articular a instalação de:

       Centro Tecnológico da Indústria e da Produção de Doces e Laticínios - vocação da nossa cidade.

      Centro Tecnológico da Moda, da Renda e da Renascença - explorando a proximidade e estreitando as relações comerciais com o Polo Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe - também atividades vocacionadas em nossa cidade.

      No Campo Científico, devemos buscar apoio junto aos senadores, deputados federais e deputados estaduais mais votados em nossa cidade para trazermos Cursos Superiores compatíveis com a vocação local.

      Ainda no Campo Científico, devemos articular com a rede de ensino pública e privada, além de instituições da sociedade civil, a instalação do Espaço Ciência para experiências lúdicas e interativas do Conhecimento Científico para crianças e adolescentes. No Campo Cultural, além do estímulo às manifestações tradicionais como as festas juninas e o nosso carnaval, devemos instalar o Centro de Preservação da Memória de Pesqueira também estimulando a manutenção e divulgação de nossa cultura.

Saúde. Pesqueira não conta com uma Política Municipal de Saúde.

      As atividades na área são emergenciais, resumindo-se quase sempre a transferências dos pacientes para outras cidades. Uma simples comparação da estrutura disponível em Pesqueira com as existentes em Belo Jardim e Arcoverde demostra uma diferença gritante. Nossa estrutura é precária. Até hoje não foi concluída a instalação da UPA iniciada a cinco anos. Não contamos com uma única UPA Especialidades. Necessitamos de um Plano Municipal de Saúde. Buscaremos ouvir os profissionais de saúde com experiência no serviço público, não importando coloração partidária. Temos urgência em todos os setores, mas não podemos transigir com vidas humanas.

      Não podemos esquecer que a cerca de quatro anos nossa população foi vítima de uma epidemia provocada pelo mosquito Aedes Aegypti. Assistimos a cenas horríveis. O hospital fechado. A mortalidade se multiplicando. Nós não podemos esperar que haja uma nova epidemia.

      Devemos enfrentar o problema da falta de saneamento. Este é um mal silencioso. Nosso sistema é precaríssimo. O canal do Bairro de São Sebastião foi construído há mais de cinquenta anos e não se faz limpeza permanente. É apenas paliativa. A cidade é cortada por um esgoto a céu aberto desde a Estação Rodoviária até a Pitanga. O setor público não faz obra de saneamento porque não dá voto. Não se tem visibilidade. Temos que acionar o Poder Judiciário e o Ministério Público porque esta é uma obrigação da Compesa. Em cada conta de água que a população paga está embutida uma taxa para o saneamento. Temos que mobilizar nosso povo e lutar pelos nossos direitos. Como diz o poeta “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Agora é Gláuria

      Outras ações complementares são necessárias. As prevenções reduzem gastos com a saúde, melhoram a qualidade de vida e devem ser valorizadas. Devemos estimular as atividades físicas formando núcleos em todos os bairros, distritos e povoados. A prevenção às doenças decorrentes do sedentarismo como hipertensão, diabetes, doenças coronarianas e respiratórias passam necessariamente pela prática de exercícios físicos e de esportes. O combate à Violência e ao uso de Drogas também deve ser prioridade na Saúde Pública. Devemos estabelecer ações de apoio e integração com a Polícia Militar de Pernambuco. Ouvirmos o Ministério Público, O Judiciário, as Igrejas, a Sociedade Civil e a experiência do Conselho Tutelar. O policiamento na área urbana ainda é deficitário. Na zona rural é inexistente. Todos somos responsáveis. As drogas corroem o tecido social. É um câncer da sociedade atual.

 

Trânsito:

      Tentou-se instalar o sistema denominado “Zona Azul” mais isso funciona mais. Para melhorar nosso trânsito algumas ações se fazem necessárias:

      As ruas e avenidas responsáveis pelo maior fluxo de veículos não comportam estacionamento nos dois lados.

      A Praça Dom José Lopes e a Rua Duque de Caxias, em todas as suas extensões, dispõem de calçadas largas o suficiente para o trânsito de pedestres e para construir um recuo capaz de instalar um estacionamento diagonal (tipo espinha de peixe), o que duplicaria as vagas existentes atualmente.

      Pesqueira necessita de uma avenida perimetral para desafogar as vias principais, especialmente quando coincide a realização de eventos com os dias de feira. A opção viável para este fim é complementar os trechos construídos desordenadamente às margens da antiga linha férrea, alongando-se do Pontilhão do Prado até a subida do Cemitério.

      Os gastos com esta requalificação e as complementações necessárias não seriam elevados e a cidade ganharia uma avenida de mão dupla.

       

Zona Rural

      No atual modelo de gestão municipal, as populações residentes nos sítios, povoados e distritos ficam a margem das prestações dos serviços públicos. Se no centro urbano as periferias são penalizadas, fora delas o povo mais carente é desassistido. Estradas, saúde, escolas de qualidade, segurança, emprego, lazer, água.

      O que é oferecido é muito pouco e através de ações assistencialistas, por cabos eleitorais que quase sempre cobram a fatura pelos votos.

      Se uma pessoa adoece, a família tem de bater à porta do chefe político para mendigar um transporte para o paciente. A dependência das pessoas na Zona Rural é muito mais gritante.

      A nossa proposta de implantação do Orçamento Participativo visa reduzir esse fosso social e político.

      O Poder Municipal, prefeita e secretários(as) devem fazer reuniões mensais abertas às comunidades, ouvindo as reclamos e escolhendo com o povo as prioridades de cada região administrativa.

Emprego e Renda

Desenvolvimento Sustentável e o Meio Ambiente

Turismo

      Abordamos estes temas conjuntamente por estarem interligados. Necessitamos gerar Emprego e Renda para minorar as necessidades, principalmente dos menos favorecidos. É necessária a inclusão dos jovens no mercado de trabalho. Para tanto, precisamos oferecer formação e especialização profissional. No entanto, não podemos gerar empregos a qualquer preço.

      Devemos buscar o desenvolvimento sustentável sem agredir a Mãe Natureza, isto é respeitando o Meio Ambiente.

      Neste contexto, a Indústria do Turismo desempenha um papel preponderante. Atualmente é o ramo industrial que mais movimenta recursos ao redor do mundo. Se adequa a regiões de baixíssimos índices de precipitação pluviométrica.

      Quanto menos chuva melhor para atividade turística.

      Essencialmente é necessário compatibilizar esta atividade com nossa cultura, nossas aptidões, nossas vocações.

      Para tanto, devemos estabelecer parcerias com o Banco do Nordeste, Cáritas Diocesana, CEDAPP, a sociedade civil, a CNBB, Embratur e até organismos internacionais.

Turismo Religioso

      Já faz bastante tempo que se discute a implantação de um projeto neste sentido em nossa cidade.

      O que Deus nos concedeu como privilégio com a aparição de Nossa Senhora das Graças, até hoje não foi devidamente reconhecido. Houve algumas tentativas no passado.

      Não houve êxito porque vivíamos um momento conturbado pelos conflitos sociais que envolviam irmãos brancos e irmãos índios.

      Graças ao nosso Deus, Senhor de brancos e índios, vivemos hoje harmoniosamente.

      Contamos com quatro vereadores índios na Câmara de Vereadores, ou seja, mais de um quarto da composição da câmara é indígena.

      Salientamos que a algum tempo, uma equipe do SEBRAE esteve em nossa cidade discutindo as bases deste projeto.

      Não houve apoio político.

      Lembro que Dom José Luiz, nosso Bispo Diocesano é um homem de grande articulação na CNBB, podendo dá grande contribuição a este projeto.

      Contamos ainda com a vasta experiência do Padre Adilson Simões que realiza romarias por santuários ao redor do mundo.

      Em termos econômicos, a implantação de um santuário bem estruturado no Sitio Guarda, representará um grande salto no desenvolvimento não só de Pesqueira, mas de toda a região, a exemplo do que ocorre no Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Portugal e do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes na França.

      Destacamos ainda que Pesqueira já conta com uma rede hoteleira capaz de iniciar a recepção do turismo religioso.

      É necessária uma articulação com deputados e senadores votados em nossa cidade, independentemente de partidos políticos para destinar emendas parlamentares para os projetos de nossa cidade.

Implantação de Dois Grandes Centros Comerciais às Margens da BR 232.

      Atualmente, há um crescente fluxo de veículos na BR 232. As pessoas passam mas nada, ou quase nada deixam em nossa cidade. As administrações municipais nunca enxergaram esta potencialidade.

      A construção de um Centro Comercial na BR 232, dentro do perímetro urbano, dotado de estacionamento, restaurante, lanchonete, sanitários, lojas e boxes para as vendas de renascença, bordado, confecções, laticínios, doces, artesanato e, em especial, a arte indígena gerariam muitos empregos e renda para nosso povo.

      A Prefeitura de Pesqueira possui um excelente terreno com área de 10.000m², no primeiro acesso da cidade, ao lado da imagem de Nossa Senhora das Graças.

      Uma parte com aproximadamente 5.000m² fica na esquina e não tem uso.

      A outra parte, seguindo o alinhamento frontal da BR 232, com área também aproximada de 5.000m², está ocupada pelo Corpo de Bombeiros, que poderia ser transferido para outro local. Os galpões seriam facilmente readequados e a parte atualmente sem uso, seria destinada a construção do estacionamento e demais instalações necessárias ao uso dos visitantes.

      Um outro Centro Comercial, também na BR 232, no acesso do Distrito de Mimoso contando com estrutura semelhante e explorando os mesmos ramos, especialmente para a venda dos tradicionais doces vendidos em nossas feiras livres. Com certeza trariam melhoria de vida ao povo do querido Mimoso.

      Estes Centros Comerciais seriam administrados em regime de condomínio pelos seus locadores, garantindo uma manutenção dos equipamentos em nível de bem acolher os visitantes.

      Para orientação aos empreendedores, poderemos estabelecer parcerias com SESC, SENAC, e SEBRAE, com o objetivo de melhorar a qualificação de mão de obra, orientar o fracionamento dos produtos e o formato das embalagens, além de identificação de fontes de financiamento, entre outros.

 

A PRÉ-CANDIDATA

 

      Ao final da entrevista, Gláuria revelou que esse projeto político-administrativo é totalmente viável o qual possibilitará a melhoria da qualidade de vida do povo pesqueirense.

      Se havia alguma dúvida de que Gláuria Simões emprestaria seu nome como pré-candidata a prefeita de Pesqueira em 2020, esse assunto termina agora. Gláuria está firme e forte e, bem relacionada, deve ser o nome de consenso entre as forças das oposições de Pesqueira.

      A pré-candidata construiu uma liderança junto aos movimentos populares, nas comunidades de base e na área rural. Sua participação ativa em movimentos sociais comprova sua desenvoltura no meio do povo. Ela demonstra sintonia com as demandas populares e sempre deu importância a “se dar vez às bases”. 

      Esse período até as eleições de outubro de 2020, vai mostrar a todos que Gláuria tem condições de lutar de igual para igual. Ela nunca desistiu e nem vai abandonar as bases dos movimentos populares. Seu nome cresce, aparece e prova a cada dia que é capaz de solidificar essa unidade em Pesqueira.

 

TRAJETÓRIA

 

      Gláuria Maria Simões Maia Almeida é Psicóloga e sempre fez um trabalho social na região. Em 2002, foi candidata e deputada estadual e, em 2004, candidata a prefeita de Alagoinha.  

      Em seu trabalho, ocupou vários cargos públicos, a exemplo de Chefe do Setor de Adaptação Funcional da Secretaria de Educação do Estado, Chefe do Gabinete na Assembleia Legislativa do Estado e Diretora de Ensino do CEFET (Atual Instituto Federal de PE – IFPE).

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