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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

AIRTON MONTEIRO: CÉREBRO E MENTE

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AIRTON MONTEIRO: CÉREBRO E MENTE. Todo mundo tem, sabe que tem, mas não conhece: a mente! Demente! Desmente!

AIRTON MONTEIRO: CÉREBRO E MENTE

Pra nós é tudo cabeça. Enquanto não doer, tá tudo bem. Depois a gente vai ficando velho e danado pra esquecer-se das coisas. Às vezes bate com a cabeça na parede ou a esmurra tentando fazer com que funcione melhor. Perda de tempo! Não é feito os velhos aparelhos de rádio ou TV que com uns murros ou uma lã de aço se resolvia o problema.

 

Mas, afinal, o que é a cabeça? Essa parte do corpo que a gente leva pra todo lugar e que, facilmente, muita gente a perde e outros nunca a acham?

 

A gente não compreende bem, às vezes nem mesmo os cientistas, a diferença entre a mente e o cérebro. A gente só sabe que juntos ou separados, estão na cabeça.

AIRTON MONTEIRO: CÉREBRO E MENTE 

Algumas coisas já foram descobertas, o cérebro é formado por uma rede de neurônios, sinapses e substâncias químicas, naquilo que a gente já se acostumou a ver em acidentes, uma massa cinzenta, parecida com um repolho bastante enrugado. Mas é aquilo que pensa? É aquilo que me faz tomar tantas decisões equivocadas? É com aquilo que eu amo e com que tenho tanta raiva?

 

A mente, por outro lado, pelo que já podemos entender até aqui, é um fluxo de experiências subjetivas, tal como a dor, a simpatia, o prazer, a raiva, o amor, o ódio.

 

Para os biólogos, em suas mais recentes descobertas, a mente é um produto do cérebro. Será?  Eles acham que as reações bioquímicas dos neurônios produzem o amor ou o ódio.

 

Uma coisa é certa, ninguém nunca viu ou deduziu de forma pragmática, essa mente nascendo ou saindo do cérebro. É muito mais fruto da imaginação (fruto da mente) do que da ciência, a lógica do cérebro.

 

“Como é que quando bilhões de neurônios disparam sinais elétricos num determinado padrão eu sinto dor e quando disparam num padrão diferente eu sinto amor” pergunta Yuval Harari, em 21 Lições para o Século 21. e só para complicar, eu pergunto: como esses neurônios disparados conseguem, ao mesmo tempo, produzir, dor e prazer, simultaneamente, em certas pessoas, como nos casos de sadomasoquismo? Como é que o cérebro distingue entre uma chicotada por agressão a uma chicotada por amor, com o mesmo chicote e a mesma intensidade? Coitado do robô que tiver de interpretar isso!

 

A mensagem de Natal do Grupo Itaú nesse final de ano, de 2019, trouxe um diálogo muito interessante, entre uma criança e um robô. O robô explica para a criança que, maravilhosa mesmo é a mente humana, que faz com que um maratonista sacrifique sua vitória para ajudar um outro corredor. Isso foge de qualquer lógica algorítmica. Uma mãe catadora de lixo aprender a ler para ajudar o filho, nos deveres escolares, ou uma jovem, desenganada pelos médicos, conseguir sobreviver.

 

Cientistas do cérebro, da mente, da biotecnologia e da Inteligência artificial ainda terão que pesquisar muito para chegarem a alguma conclusão razoável. Mesmo que seja verdade que a mente emerja do cérebro, por enquanto, estudar a mente é trabalho muito diferente daquele de estudar o cérebro. Mas diferente ainda de programar computadores!

 

As universidades e os grandes laboratórios de ciências dispõem hoje de um arsenal poderosíssimo, como scanners cerebrais, microscópicos poderosíssimos, computadores quânticos, para detectar as atividades bioquímicas e elétricas do cérebro. Afinal está todo mundo à procura de criar um computador que supere a mente humana!

AIRTON MONTEIRO: CÉREBRO E MENTE 

Porém esses instrumentos não conseguem perceber as atividades mentais da mente, por mais simples, rotineiras ou corriqueiras que sejam. Acessar a mente? Só a própria mente! Só posso saber alguma coisa da mente das outras pessoas, mesmo as mais próximas, se elas me disserem. E como os caminhos e as conclusões da mente são muito subjetivos e particulares, temos sempre informações de segunda mão e distorcidas, mesmo que não seja de propósito ou mal-intencionada.

 

Claro que todos os estudos feitos até agora, os milhões de relatos das pessoas, as projeções estatísticas mais retumbantes dão aos cientistas a possibilidade de inferirem ou estabelecem certos padrões recorrentes e até medir o nível de inteligência, o QI, das pessoas e outro montão de coisas. Esses métodos possibilitaram a psicólogos e neurocientistas compreender muito melhor o cérebro, criar medicamentos e até salvar vidas. 

 

Com a mente é diferente. A única mente que posso observar e estudar é a minha.

 

Existe um método antigo de observação da mente (a sua, é claro!) que é a meditação.

 

Praticamente, a meditação existe em todos os povos, cada um à sua maneira. Algumas pessoas conseguem realizá-la com mais facilidade, outras mais despanaviadas ou destrambelhadas não vão conseguir nunca! Ficam de olhos grelhados olhando para o nada e a mente parece uma abelha zunindo por toda parte.

 

Com a continuação, a Meditação se transformou em exercício espiritual, em experiência mística, mas, isso não a faz exclusiva das religiões.

 

A concentração mental é uma atividade muito difícil e exige muita disciplina, de quem a pratica. Talvez por causa disso tenha sido sempre vista como própria dos eremitas, monges, religiosos.

 

Quer ver como isso funciona? Às vezes você perde o sono, (e lá vou eu entrar na área de trabalho de um grande amigo neurologista), e para facilitar, você precisa esvaziar a mente, não pensar em nada para possibilitar a chegado do sono, tão desejado. Caso contrário é o mesmo que tentar dormir, com um bebê chorão, no colo!

 

Quem disse que você consegue isso facinho, facinho? A mente é como uma criança hiperativa que não consegue ficar parada, hora nenhuma, tempo algum! Quando você pensa que está conseguindo se concentrar, estabelecer um foco, esvaziar a mente de pensamentos inúteis, a mente lhe foge como água pelos dedos, vai brincar em outros assuntos, viajar por outros lugares inapropriados para o momento, que roubam toda a sua concentração, que lhe deu um trabalho danado para conseguir.

 

Cientistas e Neurocientistas, com todo esforço que fazem, conseguem até agora apenas arranhar nesgas de hipóteses. Vamos continuar a pesquisar para saber mais desse organismo – organismo? – humano tão utilizado e tão pouco conhecido.

 

Será mesmo que toda nossa força está na nossa mente? Será que a mente tem o poder de transportar montanhas? Será que o futuro das comunicações será a comunicação mental? Será que...?   

 

Vai que se descobre que a mente é independente do cérebro? Vai que cérebro e mente é uma coisa só e a gente até agora olhou pelo lado errado. Vai que a mente não existe, é tão somente uma sinapse cerebral? De qualquer forma é melhor continuar pesquisando, antes que algum algoritmo se aposse de nossas funções mentais!

AIRTON MONTEIRO: CÉREBRO E MENTE

 

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