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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

AIRTON MONTEIRO: URGENTE! HORDA DE ROBÔS ATRÁS DE EMPREGO

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AIRTON MONTEIRO: URGENTE! HORDA DE ROBÔS ATRÁS DE EMPREGO. Os robôs fazem parte do lado mais popular e humano da alta tecnologia, como se fossem filhotes.

AIRTON MONTEIRO: URGENTE! HORDA DE ROBÔS ATRÁS DE EMPREGO

AIRTON MONTEIRO: URGENTE! HORDA DE ROBÔS ATRÁS DE EMPREGO

 

       As crianças se identificam com eles e todo mundo considera-os bonitinhos e interessantes. Não é bem assim, e nem todo robô tem a forma humana popularizada, mas deixa pra lá!

       Hoje, muitos pesquisadores já admitem que os robôs sejam a espécie que evolui mais rápido no planeta, que tem um aumento demográfico superior ao humano, em algumas regiões.

       Não é para menos. Hoje eles já nos substituem em muitas atividades, sobretudo naquelas mais perigosas, como desarmar um artefato bélico ou entrar num alto forno de uma metalúrgica, para fazer reparos.

       Já temos um bocado de gente usando membros artificiais, ligados diretamente ao seu sistema nervoso central. Existem ainda os robôs anõezinhos – nanotecnologia - que podem penetrar em nosso corpo, detectar doenças, desentupir artérias e atuar como glóbulos brancos matando as células invasoras e criminosas, de um jeito que nem Sergio Moro imaginou.

       A ARUP, uma empresa britânica de alta tecnologia, desenvolveu algumas hipóteses sobre o impacto da Inteligência Artificial e da robótica na vida da humanidade e fez algumas considerações interessantes. Como por exemplo:

       “A inevitável mudança para formas mais enxutas, inteligentes e flexíveis de produção terá uma série de impactos sobre a forma como fábricas serão projetadas”.

       A ARUP sugere que os humanos não serão substituídos por robôs (como alguns previram), mas que os dois trabalharão juntos. Essa integração seria a marca da quarta revolução industrial – que estamos experimentando atualmente.

AIRTON MONTEIRO: URGENTE! HORDA DE ROBÔS ATRÁS DE EMPREGO

 

       É bem provável que essa interação homem máquina não se dê nos moldes hoje conhecidos e utilizados como mouse, teclado ou joystick. A voz, o gesto, o olhar e expressões corporais seriam as formas mais usuais de interação, entre o homem e o robô, num mundo futuro de produção.

       Todo esse assunto vem à baila hoje, devido a alguns fatos recentemente ocorridos, que deixam os inimigos da alta tecnologia, eufóricos:

       “Após quatro anos de tentativas, a Boeing desistiu de uma de suas incursões mais ambiciosas na automação: os robôs que constroem duas seções principais da fuselagem dos jatos 777 e uma versão atualizada chamada de 777x. Agora, a fabricante de aviões com sede em Chicago vai contar com mecânicos qualificados para inserir manualmente os prendedores nos orifícios perfurados, ao longo da circunferência do avião, usando um sistema conhecido como "ferramenta de automatização flexível", aperfeiçoado durante anos de uso no 787 Dreamliner.”

       E, num outro ramo industrial, Elon Musk, CEO da Tesla, Inc. uma empresa automotiva e de armazenamento de energia que produz e vende automóveis elétricos, afirmou:

       “A Tesla esperava produzir 5.000 novos carros elétricos Modelo 3 a cada semana, em 2018. Até agora, não conseguiu fabricar nem a metade desse número. A automação excessiva foi um erro; os seres humanos foram subestimados”

       É bom a gente não se entusiasmar muito! Não existe evolução para trás. O que está acontecendo são ajustes imprescindíveis nos exageros tecnológicos, principalmente dos tecnólogos ansiosos em substituírem os humanos e se transformarem em deuses criadores. Algo sobre o que a gente vem chamando a atenção, nessa coluna, há algum tempo.

       São milhões de anos no contexto evolutivo da humanidade, e do resto dos animais, que nos fez ser como somos hoje, e que não podem ser macaqueados pelos cientistas da computação, na ânsia de construírem um substitutivo para o homem. Vamos mais devagar! Talvez até se consiga algumas coisas, outras eu ainda duvido.

       Como o cientista cognitivo Gary Marcus enfatiza, “há um monte de coisas que entram na inteligência humana, como a nossa capacidade de cuidar das coisas certas ao mesmo tempo, de raciocinar sobre elas para construir modelos do que está acontecendo a fim de antecipar o que pode acontecer em seguida, e assim por diante”.

       Humanos e animais aprenderam a sobreviver, por dez milhões de anos, em um mundo em constante mudança. Por exemplo, podemos avançar caminhando, nadando, pulando, escalando e rastejando – e podemos fazer isso, mesmo se perdermos o uso de um de nossos membros. Essa dinâmica do nosso sistema biológico nos ajuda a lidar com mudanças radicais em situações altamente complexas e não podem ser imitadas, de uma hora para outra, por um gênio da computação. Foi isso que a Boeing e a Tesla descobriram: a capacidade humana de trabalhar com mão, olhos, criatividade, juntos. Isso ainda vai demorar muito para ser atingido pelos robôs. Se forem!

       Robôs mais complexos, mais flexíveis e adaptáveis, ainda estão muito distantes do que os sistemas biológicos podem fazer.

       “Por mais tentadora que seja a automação - com a promessa de uma força de trabalho mecanizada que nunca fica doente, cansada ou com fome -, fabricantes identificam muitos casos em que a tecnologia não consegue igualar a destreza, a criatividade e a precisão das mãos e olhos humanos. Como no famoso caso da Tesla, que tentou construir uma fábrica de automóveis totalmente automatizada em Fremont, na Califórnia, mas teve que instalar uma barraca do lado de fora para acelerar a produção com trabalho manual.”  Bloomberg, Julie Johnsson e Paul Shukovsky em 14.nov.2019.

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