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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

Artigo: Airton Monteiro. Educação

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Artigo: Airton Monteiro. Educação. O Brasil corre o risco de perder o trem da História (por falta de educação)

Artigo: Airton Monteiro. Educação

      A vida está tão rápida que, mal terminaram as festas juninas, já estamos preparando o Natal. E, pouca gente se dá conta, das oportunidades e dos riscos que essa correria nos traz, permanecendo sentados ou deitados na rede, esperando que as coisas aconteçam. Que caiam do céu ou que o governo resolva.

      Para não sairmos de Pernambuco, onde provavelmente estaremos nos próximos anos, mesmo com todas as transformações, se alguém for a Recife e olhar o Centro da Cidade com mais apuro, vai ver que o número de casas comerciais fechadas, na Rua da Imperatriz e adjacências vai perceber uma enorme “crise econômica”.

      Ao mesmo tempo vai se deparar, com uma quantidade estúpida de motoqueiros, com bolsas de ifood, Rappi e outros, correndo feito doidos, para entregar mercadorias (?). Oxente, cadê a crise? É só pra uns é? Todo dia na televisão aparece alguém dizendo que temos mais de quatorze milhões de desempregados e ninguém resolve nada? Esse povo vai morrer de fome, mesmo? Ao mesmo tempo aparece filas e filas de gente entregando currículo e falta gente para ocupar um bocado de vagas por ai a fora.

      Pois é gente. À medida que o mundo corre, que as sociedades avançam, que as tecnologias tomam conta da nossa vida – afinal, todo mundo hoje tem nas mãos um pequeno computador que a gente chama de celular – as necessidade mudam, a vida fica mais exigente, e quem não está preparado pra acompanhar essa velocidade vai perder o trem da história e ficar sentado na beira da linha, esperando o próximo trem... que não vai mais passar!

      Onde quero chegar? Na educação, na falta dela, no despreparo ou no desinteresse de mudar. Tem gente querendo manter as coisas, como eram no passado, e, mal feitas, para embarcar nessa nova velocidade. Não vai dar certo. Melhor acordar logo, se não quiser se juntar aos quatorze milhões de desempregados que vão aumentar exponencialmente.

      A culpa é da tecnologia! Gritam os mais radicais. Vão morrer de gritar. Desenvolvimento não para com grito! Lembra do UBER? Pois é. Os velhos taxistas gritaram, gritaram e nada mudou. Alguns foram fazer parte do aplicativo, outros usam o velho e o novo sistema. Será que as casas comerciais estão fechando porque as pessoas deixaram de comprar? Ou será que elas estão comprando outras coisas ou comprando de forma diferente?

      As tecnologias são sempre a extensão de uma capacidade humana. A gente usa o martelo, uma velha tecnologia, para bater prego, para aumentar a capacidade de nossas mãos. Toda máquina é isso! Quando a tecnologia tem como objetivo, aumentar uma capacidade da nossa cabeça, da nossa inteligência, aí as coisas ficam mais complicadas e mais sérias. Se a gente não se preparar, as “máquinas inteligentes” vão transformar nossas cabeças em coisas inúteis!

      Mas nosso assunto não era educação?

      Era não. É!

      Quase todo mundo já ouviu falar em Internet das Coisas. E Internet todo mundo já sabe mais ou menos o que é. Já pensou se as coisas começarem a se comunicar pela internet? Minha geladeira se comunicar com o supermercado pra avisar que a carne está acabando? Ou meu carro se comunicar com o Posto de Combustível para avisar que a gasolina está na reserva e, sem que eu mande, ele encoste na primeira bomba? Mas pra onde nós estamos indo? Esse mundo está perdido!

      E nossos filhos continuam na escola, onde já aprendem muito mal e não estão se preparando pra nada disso? Toinho, meu filho, está com 11 anos, no ensino básico. A professora diz que ele é muito bom. Daqui a dez anos ele vai estar com 21 e o mundo, na carreira que vai, deixará ele na rua da amargura. Pegando frete. Nem pra motorista ele pode se preparar porque tão dizendo que os carros não vão precisar mais de motorista.

Artigo: Airton Monteiro. Educação

      Mas, um amigo meu de Recife, me falou que as máquinas têm uma linguagem. Linguagem de máquina! Já pensou? Esse mundo está perdido!

Ai ele me disse que seria bom que Toinho começasse a aprender essa linguagem para poder enfrentar esses tempos que estão chagando. Num é que é verdade?!

 

      Minha sugestão para Secretários de Educação, diretores e professores de nossas escolas de interior: Coloquem “linguagem de programação” no currículo escolar, desde o primeiro ano de ensino básico. O bê-á-bá da informática. Algoritmo para bebês. Obrigatório que, até o último ano do ensino médio, o aluno saia falando e escrevendo português correto, operando todos os cálculos matemáticos e sabendo pelo menos uma linguagem de programação. Posso garantir que, dificilmente ficarão desempregados ou sem nada para obter renda. Pensem nisso!

 

 

      Airton Monteiro, Professor desde 1967, Responsável pela Metodologia das Escolas de Educação Integral, ao tempo de sua criação. Diretor de escolas de educação integral nos últimos anos e desde 1977 na administração pública do Estado de Pernambuco. Airton é Analista de Gestão de Tecnologia da Informação e Comunicação TI, na ATI.

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