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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

Coluna Airton Monteiro. Um Pequeno Relato da Viagem ao Vale do Silício (sic)

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Coluna Airton Monteiro. Um Pequeno Relato da Viagem ao Vale do Silício (sic). Os agrônomos e veterinários tradicionais que se cuidem! Computadores interligados com as lavouras e com os animais, vão identificar larvas e pragas e controlar o uso de pesticidas.

Coluna Airton Monteiro. Um Pequeno Relato da Viagem ao Vale do Silício (sic)

Li há poucos dias, no site cuiabanonews, um artigo do empresário Judiney Carvalho de Souza, que é o CEO, ou seja, o Presidente do Grupo AMAGGI, da família de Blairo Maggi, ex governador, ex senador e ex Ministro, um dos maiores exportadores de soja e criador de um grupo empresarial de grande importância no agronegócio. O artigo me deixou bastante grilado, para usar um termo bem em voga na galera de hoje.

 

Diz o Presidente Articulista, que juntou os principais diretores do seu Grupo Empresarial para visitar o Vale do Silício, nos Estados Unidos e prospectarem o que está acontecendo por lá, para terem uma melhor ideia do que vai acontecer no futuro, principalmente nas suas áreas de interesse, produção de alimentos, exportação de grãos etc....

 

O artigo é muito interessante, pois é apresentado por um executivo que entende bem do assunto e que ainda nos traz observações pessoais sobre algumas coisas muito importantes, podemos dizer até, curiosas. Vou deixar para expor os meus grilos só no final.

Segundo Judney, desculpe a intimidade, já estão no mercado, de lá claro, produtos da Beyond Meat especializada em produção de alimentos substitutivos da carne animal, seja de frango, vaca ou porco. O impossible hamburguer que seria um hambúrguer impossível de ser feito, mas que eles fizeram, é produzido com uma carne feita de vegetais, que até sangra, antes de ser assada. Diz ele que a tecnologia utilizada, a partir de produtos geneticamente modificados, mantém o gosto real do hambúrguer e que ele mesmo testou todos e gostou do sabor.

“O mais impressionante, diz ele, é a carne feita à base de célula tronco, onde tiram a pena de uma galinha, por exemplo, e a multiplicam em laboratório. Então, criam a carne artificial de galinha, dando aminoácido e açúcar para que a bactéria, a assimile até se transformar em carne”.

Coluna Airton Monteiro. Um Pequeno Relato da Viagem ao Vale do Silício (sic)

Dessa forma podem reproduzir qualquer tipo de carne que quiserem, a partir de uma célula de qualquer animal. Podendo escolher, por exemplo, se serão reproduzidas as partes traseiras ou dianteira do animal ou, quem sabe, um filé mignon.

 

Num artigo lá atrás, falei que nossas crianças correm o risco de imaginar que leite de vaca dá em caixinha e que a casca de ovo é apenas uma embalagem industrial.

E não é que isso já é realidade por lá?!

Tanto o leite artificial, quanto o ovo artificial já fazem parte do cardápio diário do pessoal do Vale do Silício. E, a produção leiteira animal já foi reduzida em 20% na região. Os bezerros mamadores agradecem!

Como o autor do artigo é um especialista na área, nos traz alguns dados, com números, bastante interessantes:

“Estão produzindo hortas verticais, num ambiente muito pequeno, com capacidade para alimentar milhares de pessoas, não precisando mais da terra, usando 5% de água que uma planta comum precisa. E crescem 18 horas por dia, tendo 400% ou 500% mais eficiência que a planta normal; pode ser cultivada o ano inteiro, com o mesmo sabor e qualidade e sem nenhum agrotóxico (tudo é feito por computador, do plantio à colheita)”.

Imaginem essa produção em nosso semiárido!


E ele completa, indicando além de todas essas vantagens para a produção de alimentos:

“Ao leite e à carne podem ser adicionados ainda vitaminas, antibióticos, vacinas para crianças etc. Ou seja: o produto pode ser feito sob medida para cada região do mundo”.

Ou, quem sabe, para cada estado do Brasil, agregando-lhe, quem dera, os sabores prediletos e os costumes culinários de cada região. Seja um churrasco gaúcho, um tutu à mineira ou uma rabada nordestina. Para minha preferência uma boa cabidela com xerém. Olha aí pessoal: precisa criar o sangue artificial de galinha! E livrá-las daquela morte horrível!

Segundo as previsões locais Os agrônomos e veterinários tradicionais que se cuidem! Computadores interligados com as lavouras e com os animais, vão identificar larvas e pragas e controlar o uso de pesticidas. Liberar a irrigação e controlar o fluxo solar nas estufas, de produção de verduras e flores.

 

As vacas terão sua prenhez, gestação e desenvolvimento dos fetos, pré-natal controlado por computador e a Internet das coisas se espalhará por toda a área de lavoura e pecuária, incluindo silos, o controle da alimentação dos animais e seus medicamentos; e, claro, os estoques e sua distribuição.

 

Como a turma também teve seus momentos de lazer, descobriram as lojas da Amazon Go em que você entra e não tem ninguém pra lhe atender, compra o que quiser, pode até esconder alguma coisa no bolso e nem precisa se preocupar com o pagamento. Quando sair, tá tudo debitado no seu cartão de crédito, até aquilo que você tirou escondido! Sacanagem!

 

No aeroporto encontraram uma máquina de delivery de roupas. Acabou-se o velho e simples prêt-à-porter, você aperta os botões e vão saindo calça, camisa e paletó, cuecas e lenços, sem a menor cerimônia. Ele não falou, mas já existem máquinas que você entra numa cabine, e são tiradas suas medidas. Você escolhe modelos e tecidos e impressoras 3D completam o serviço em poucos instantes. E ai voaram no pau, as lojas de tecidos e boutiques de roupa, as compras pela internet e as vendedoras de repartições públicas.

Mas, o que mais me impressionou, foram as observações do início do artigo:

“O que vi aqui, diz Judiney, todos esses dias, foi um pouco preocupante, (...). Quase todas as profissões que existem hoje vão ser substituídas por máquinas, no futuro. Não é coisa de ficção, vi isso ao vivo e a cores”.

A nova geração, que aqui chamam de Milenius, ou seja, pessoas que nasceram depois do ano 2000, estão transformando o mundo, com o novo jeito de pensar e os novos costumes.

 

“Há uma campanha mundial contra o corte de árvores e abate de animais. (...).

“É discurso que os jovens adoram. Defendem a igualdade de gênero (alguns banheiros já são unissex, por aqui), E o objetivo final é o bem estar (jovens não querem mais ter carro, trabalhar cedo, se preocupar com família, ter filhos etc.).

A homossexualidade é bem vista por aqui. “E a maconha já está liberada (qualquer um pode comprar nas lojas), cuja quantidade de venda já supera a de cerveja entre os jovens”.

E aqui terminam meus grilos! (ou começam!) Já estou bastante crescido para me escandalizar com essas coisas; e bastante vivido para alertar os mais jovens e os mais velhos que perderam a capacidade de pensar.

Não são ou pelo menos não foram até agora, bombas atômicas que dizimaram sociedades, (exceção das duas cidadezinhas japonesas), durante a história humana.

O que destrói sociedades é a degradação Moral e Social. É o excesso de luxo e conforto que deprimem e embotam a mente; é a falta de esforço que degrada os sentidos; é o luxo, o fausto e os prazeres que enfraquecem a vontade!

Quem ainda tiver tempo e coragem, leia O Discurso sobre as Ciências e as Artes, que o Filosofo Suíço, iluminista, apresentou na Academia de Dijon, na França. La pelos idos de 1750, em que ele foi premiado e aclamado, tornando-se conhecido e celebrado em todo mundo, e além de tudo tornando-se um dos inspiradores da Revolução Francesa.

Um pequeno trecho, deste Discurso de Rousseau, cai bem, para ser repensado hoje:

Enquanto se multiplicam as comodidades da vida, as artes se aperfeiçoam e o luxo se espalha, a verdadeira coragem se debilita e as virtudes militares desfalecem: é ainda a obra das ciências e de todas as artes que atuam nas sombras dos gabinetes. Todos os exemplos nos ensinam que, nessa política marcial e em todas as que lhe são semelhantes, o estudo da ciência é muito mais adequado a afrouxar e afeminar a coragem do que a fortalecê-la e a animá-la”.

“Que nossos políticos se dignem, pois, a suspender seus cálculos para refletir sobre esses exemplos e que aprendam, de uma vez por todas, que com dinheiro se tem tudo, salvo moral e cidadãos”. Rousseau, Jean Jacques. Discours sur les Sciences et les Arts”.

Quanto a empregos ou sua falta, ninguém precisa se preocupar. A produção não vai se multiplicar se não houver mercado consumidor. Mercado consumidor é formado por pessoas que trabalham, produzem e ganham dinheiro. Quanto aos pobres, podem ficar descansados (sempre os tereis entre vós) eles têm uma capacidade extraordinária de sobreviver, desde a Idade da Pedra!

O que faltará será mão de obra qualificada para operar tanta tecnologia e superá-la; pessoas criativas e inventivas, para gerar riquezas, ganhar dinheiro e, sobretudo PENSAR!

Com essa juventude entregue à esbórnia qualificada pela tecnologia, não sobrarão cérebros úteis para nada.

Com as Universidades propalando a preguiça mental e não exigindo que cérebros se desenvolvam, não teremos futuro avançado. Nossos jovens desaprenderam ou não foram ensinados a pensar; são incapazes de criar e fracos para fazer! Mentes flácidas em corpos flácidos em vez de mens sana in corpore sano. Ou se cuida disso agora ou não haverá futuro ou se houver, será péssimo! Vamos acordar enquanto é tempo:

1. Nenhuma dessas invenções será viável se não houver quem as use ou quem compre seus produtos. Para que tanta produção, se não houver mercado?

 

2. O avanço tecnológico não garantira nem a moral nem a existência de cidadãos. Formar cidadãos fortes e capazes é missão para gênios e não para políticos corruptos e imorais.

 

3. A degradação moral e social, se não for contida, levará ao chão todos os avanços que, há muito custo, estão sendo desenvolvidos. Em vez de uma geração perdida, teremos um futuro inútil.

Coluna Airton Monteiro. Um Pequeno Relato da Viagem ao Vale do Silício (sic)

 

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