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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. DILEMA DOS PRISIONEIROS

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Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. DILEMA DOS PRISIONEIROS. Um dilema fácil de ser resolvido, mas difícil de ser implementado, porque exige de cada um que pense primeiramente na vantagem para o outro, para poder obter um melhor resultado para si próprio.

Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. DILEMA DOS PRISIONEIROS

Houve um brutal assassinato na noite passada. O Delegado desconfia de dois antigos marginais, mas não tem contra eles qualquer prova, exceto por pequenos furtos. O Delegado então resolve mandar detê-los para averiguações, com base nesses pequenos delitos.   Colocou-os em celas separadas, para que não se comunicassem e resolveu interrogá-los, separadamente, para obter de um deles a confissão necessária para mandá-los a julgamento. Isso, claro, antes da Lei de Abuso de Autoridade. Assim planejado, assim foi feito.

Chamando-os, separadamente, à sua sala, colocou para cada um deles a seguinte situação:

- “A pena por pequenos delitos deverá mantê-los presos por um ou dois anos. Já o crime violento levará ambos para o presídio, por período não inferior a 10 anos”. 

 A questão se resumia a confessar ou não confessar o crime. O Delegado esperto e bom conhecedor das manhas dos marginais mostrou para cada um deles uma série de situações e mandou-os, cada um para sua própria cela, para pensar...

Os prisioneiros, cada um por si, começaram a desenvolver o mesmo raciocínio sobre as promessas que o delegado lhes havia feito. Basicamente, seriam essas as alternativas:

- Se ambos confessassem o crime, ambos seriam condenados, mas receberiam os benefícios da confissão e suas penas seriam reduzidas pela metade;

- Se um confessar e acusar o outro, tornando-se informante ou delator, o outro será punido com a pena máxima e o informante e testemunha ficará em liberdade condicional;

- Se nenhum dos dois confessar o crime (isso o delegado não disse) e ficarem calados, não terão como ser condenados e no máximo receberão a pena de um ano por delitos leves, podendo ser transformada em trabalhos para a comunidade.

 

O que aconteceu:

Cada um deles pensou o seguinte:

- “Se eu confessar meu crime posso ficar preso apenas por cinco anos. Mas quem me garante que o outro não vai me dedurar?”

- “Eu posso dedurar aquele desgraçado e então, ele fica e eu me mando. E se ele me dedurar também, como a gente fica?”

- “Eu posso confessar e minha pena ficar reduzida. Mas se eu fizer isso e o outro não confessar, ele vai ficar um aninho apenas e eu preso por cinco anos”

Qualquer um já deve ter percebido que o melhor para os dois seria ficarem calados e dessa forma, cumprir uma pequena pena por delitos leves. Mas o egoísmo e a desconfiança no outro; a vontade de tripudiar sobre o outro, e, sobretudo, a velha mania de levar vantagem sozinho, fez com que, cada um dos prisioneiros optasse pela pior solução: dedurar o outro pra receber a liberdade condicional prometida pelo delegado.

E como, no presente caso, cada um se transformou em testemunha de acusação para o outro, os dois receberam a pena máxima.

A condenação, mais exatamente, se deu pelos seguintes motivos: por terem cometido um crime bárbaro com testemunha (o outro), o que valeu para cada um a pena máxima; por não terem confessado e assim não se beneficiaram com as vantagens da Lei; por não terem ficado calados, confiando no coleguismo um do outro.

E olha que isso acontece até nas melhores famílias!

Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. DILEMA DOS PRISIONEIROS 

O Dilema dos Prisioneiros, velho conhecido de quem trabalha na área de treinamento (ao tempo em que isso existia de verdade) e bem estruturado por Charles Handy (será que alguém lembra dele?)  É muito comum mesmo nos melhores, mais sofisticados, educados e ricos ambientes – talvez até mais!

Um dilema que cada um de nós já se acostumou a defrontar no dia a dia dos negócios, da família, do lazer e até da religião. Um dilema fácil de ser resolvido, mas difícil de ser implementado, porque exige de cada um que pense primeiramente na vantagem para o outro, para poder obter um melhor resultado para si próprio.

Um dia desses numa discussão sobre ramais telefônicos, necessários para dois parceiros que ficariam separados, em primeiro lugar, o responsável encontrou todas as dificuldades em conseguir isso, importando-se pouco com o problema causado e mais em demonstrar autoridade. O Dilema dos Prisioneiros diz muito sobre aqueles que estão aprisionados em seus quadrados.

Puxa como isso é difícil. Melhor cumprir logo a pena toda!

Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. DILEMA DOS PRISIONEIROS

 

Nota do Site / Primeira Comunhão ANNA BEATRIZ

 

      O Casal Airton e Sônia viveu momentos felizes e marcantes, a poucos dias, na Primeira Eucaristia da amada e neta Anna Beatriz, na Igreja de Casa Forte. “Estou muito emocionada!”, destacou Sônia Monteiro, que ama sua neta. Airton, avô e padrinho, estava reluzente e gratificado por essa linda etapa da sua Anna Beatriz.

Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. DILEMA DOS PRISIONEIROS

 

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