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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. ELEMENTAR, MEU CARO WATSON!

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Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. ELEMENTAR, MEU CARO WATSON! A atividade intelectual está ligada ao funcionamento do próprio organismo, ao desenvolvimento biológico de cada pessoa

Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. ELEMENTAR, MEU CARO WATSON!

      Uma coisa com que todo professor está acostumado a lidar, é o Processo de Aprendizagem dos alunos. Para usar um termo mais apropriado, o Processo Cognitivo, sobre o qual Jean Piaget, o psicólogo suíço desenvolveu grande parte de suas teorias.

      O Aprendizado ou Cognição é a coisa mais importante do seu trabalho de educador.  Envolve fatores diversos, como a linguagem e seus símbolos, a percepção das coisas, dos espaços e dos outros entes do seu convívio, o raciocínio, a memória... e, por falar em memória, a IBM desenvolveu um software chamado Watson que consegue com 500 gigabytes, apreender um milhão de livros por segundo. Um pestinha! Já pensou um moleque desse na sua sala de aula?!

      Além desses fatores acima listados, vale a pena acrescentar: o meio ambiente em que o aluno vive, seu histórico familiar, suas capacidades ou incapacidades físicas, sua personalidade e características de caráter a própria escola, os professores, os colegas, as metodologias usadas ou não, o calor, o frio, e mais um montão de coisas que só quem vive o dia a dia de uma sala de aula pode imaginar. Todos esses fatores são coadjuvantes da cognição ou do aprendizado.

      Segundo o epistemólogo e pensador suíço Jean Piaget, a atividade intelectual está ligada ao funcionamento do próprio organismo, ao desenvolvimento biológico de cada pessoa.

      E então, professores e professoras? Diretores, Secretários, Prefeitos?  Estamos preparados para acompanhar os próximos passos do desenvolvimento tecnológico, da informática, na preparação dos nossos jovens e garotos para um futuro, que está bem pertinho? Aliás, que já chegou?

      Como dizia o detetive Sherlock Holmes: Elementar, meu caro Watson!

      A IBM, uma das maiores fabricantes de computadores, talvez a mais antiga do ramo, já ultrapassou o centenário, não pára de inovar e de se posicionar à frente nessa corrida, no desenvolvimento da inteligência artificial. Ou será a Cognição Artificial?

      A Computação Cognitiva, esse o nome que a IBM lhe deu, ou “Sistema Cognitivo Watson” ou Inteligência artificial - IA.

      Seu objetivo é simular a nossa “maneira de pensar”, de uma forma computadorizada.

      Veja bem, agora já não é mais a máquina cumprindo ordens, obedecendo seus criadores, seguindo o roteiro que lhe foi estabelecido. A máquina agora vai utilizar algoritmos de auto aprendizagem, reconhecimento de padrões, processamento de linguagem. Além dessa memória extraordinária. 

      Agora o computador imita a maneira como o cérebro humano funciona. E em vez de trabalhar com informações estruturadas, tudo arrumadinho, agora ela aprende a lidar com informações e dados desestruturados, bagunçados, como nós costumamos dizer...  É simples de entender: uma coisa é você pegar as informações no livro didático, tudo arrumado, numa sequência lógica, com os exemplos listados a cada passo da matéria que você está estudando, isso é o que chamamos dados estruturados ou informações estruturadas; outra coisa bem diferente, é você sair atrás de informações sobre alguma coisa, em que cada um dá um palpite, ainda aparecem fofoqueiros e mentirosos só pra atrapalhar.

      Em vez de figuras para ajudar no aprendizado, você encontra uns rabiscos e ainda tem o barulho do lugar, as pichações, as ideologias políticas querendo mudar a realidade, as fake news se apresentando como verdades. E ai, você junta tudo, tenta separar o que serve e o que não serve, procura dar um jeito. Arruma e desarruma várias vezes e nunca sabe se vai encontrar a saída, Essas são as informações que nós chamamos desestruturadas.

Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. ELEMENTAR, MEU CARO WATSON!

      Sabe o que é que o Watson faz? Ele arruma tudo. Ele dá a sequência lógica ao que parecia não ter. Cataloga por assunto, por data, por similaridade. Ele faz o que a nossa inteligência costuma fazer, com as coisas do dia a dia. Ele interpreta as reações faciais das pessoas, o timbre da voz, a raiva, o medo, a desconfiança. Compara com outros casos semelhantes.

      Tira suas conclusões em cima de um montão de dados, informações, fatos, e faz isso em questão de segundos. Lembra da capacidade de ler e entender um milhão de livros num segundo? Pois é isso ai. Um software que pode compreender e responder a linguagem humana, que pode transformar textos em voz e vice versa, que muda toda a forma que estamos acostumados a lidar com as maquinas e que será capaz de nos dar a resposta que precisamos, na nossa língua, com nosso sotaque e da melhor maneira que sonharíamos em receber, num brevíssimo espaço de tempo!

      E isso pode acontecer num processo jurídico complicado, com um cem número de interfaces, que deixa os melhores advogados de cabeça fervendo e promovendo um montão de consultas e, às vezes, no final de tudo, descobrir que havia uma jurisprudência, que não havia sido considerada e que é capaz de por todo trabalho a perder. Ás vezes um pequeno fato que passa despercebida, em meio a tantos depoimentos e documentos. Essa visão minuciosa, que não corre o risco de se perder em nenhuma quantidade de informação e que não recebe influência das coisas de nossa cabeça ou do nosso coração, está substituindo profissionais do direito que não estão preparados para os novos tempos, mas que, por outro lado, são bastante úteis para aqueles que não se cansam em se aperfeiçoar.

      Vejamos uma outra aplicação de sucesso do Dr. Watson:  uma doença rara e complicada, difícil de definir toda sintomatologia, que se agrava a cada dia e que às vezes leva o melhor medico a percorrer um caminho inútil quando não errado e definitivo.

      E então surge a possibilidade de estudar todas as alternativas, analisar a maior quantidade de marcadores possível, simular os efeitos do tratamento, estudar todos os sintomas, analisar os mais sofisticados exames, pesquisar o que está acontecendo no mundo inteiro, a opinião dos melhores especialistas, os tratamentos que surtiram bons efeitos...  E ainda é capaz de indicar o melhor tratamento, o mais eficaz medicamento e ainda indicar o local exato onde deve ser aplicado. Alguém consegue ter uma opinião contra isso? Só se o paciente não for você ou alguém de sua família!

      Dessa vez a IBM não criou uma máquina espetacular. O Watson da IBM está disponível nas nuvens, IBM Cloud. Também não é um Robô nem um supercomputador, mas, uma “plataforma” para auxiliar os profissionais das mais diversas áreas a construírem “sistemas cognitivos” para melhorar seus próprios processos de trabalho. Ou melhor, para aumentar, exponencialmente, a sua própria capacidade. Seja em finanças, medicina, direito, segurança, atendimento ao cliente, vendas e marketing e em tudo mais que o gênio humano possa ter carências. 

      Senhores professores: nós temos dois caminhos para enfrentar esse futuro. Ou preparamos nossos alunos, como o fizemos até hoje, para serem obedientes à indústria, à hierarquia, ao cumprimento exato da massificação ou, preparemos pessoas capazes de aperfeiçoar essas maquinas, esses softwares e serem capazes de aperfeiçoar o futuro. Águias ou patos? Cordeiros ou Leões?

      Em tempo: o nome Watson, dado ao Sistema Cognitivo da IBM, não faz homenagem ao assistente do detetive Sherlock Holmes, e sim a Thomas John Watson (1874) Presidente e fundador da IBM.

Coluna da Sexta-Feira. Airton Monteiro. ELEMENTAR, MEU CARO WATSON!

 

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