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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

Pesqueira aguarda com fé o processo de beatificação e canonização da Irmã Adélia, que foi aprovado pelos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB.

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Pesqueira aguarda com fé o processo de beatificação e canonização da Irmã Adélia, que foi aprovado pelos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB. Agora seguiu para a Congregação para a Causa dos Santos da Santa Sé, no Vaticano.

Pesqueira aguarda com fé o processo de beatificação e canonização da Irmã Adélia, que foi aprovado pelos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB.

Pesqueira aguarda com fé o processo de beatificação e canonização da Irmã Adélia, que foi aprovado pelos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB.

Pesqueira aguarda com fé o processo de beatificação e canonização da Irmã Adélia, que foi aprovado pelos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB.

      A Irmã Adélia pode se tornar a Santa Pesqueirense, a primeira santa nascida em Pernambuco. O processo de beatificação e canonização já foi aprovado pelos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB e seguiu para a Congregação para a Causa dos Santos da Santa Sé, no Vaticano.

      Um memorial foi inaugurado ontem (domingo, 13 de outubro) no Colégio Damas, no bairro das Graças, no Recife, para homenagear a irmã Adélia, do Instituto das Religiosas da Instrução Cristã. A pesqueirense era uma das religiosas que afirmavam ter visto, quando crianças, a aparição de Nossa Senhora, no Sítio Guarda, no distrito da Vila de Cimbres, em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, em agosto de 1936.

      “Foi muito emocionante o momento da entrada da urna com os restos mortais da Irmã Adélia, e toda a solenidade. Agora vamos rezar e ajudar para que o Processo de Canonização seja concretizado”, disse a prefeita de Pesqueira, Maria José, que esteve na inauguração do Memorial, ao lado do esposo João Eudes e de assessores.

      Na solenidade, foram anunciados os detalhes dos trâmites da Igreja, como a abertura do processo de beatificação e canonização de irmã Adélia na Congregação para a Causa dos Santos da Santa Sé, no Vaticano. Antes de seguir para o Vaticano, o processo de beatificação e canonização foi aprovado pela Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

      Segundo informações da Diocese de Pesqueira, três requisitos são necessários para a homologação da candidatura. A fama de santidade, o exercício das virtudes cristãs e a ausência de obstáculos insuperáveis contra a canonização. “Para alguém ser reconhecido santo, existe um longo processo e é necessária a comprovação de dois milagres”, diz documentos da Igreja Católica.

 

CIDADE DA GRAÇA

 

      Pesqueira, o Sítio Guarda, a prefeitura e os moradores estão eufóricos com a possibilidade de Irmã Adélia se tornar uma santa pernambucana e nascida em Pesqueira. A cidade é polo do turismo religioso, de geografia serrana, conta com um casario histórico e clima ameno. É reconhecido potencial turístico e religioso. É sede da Diocese e tem uma história rica de religiosidade e fé. A Catedral de Santa Águeda é uma das mais belas do interior de Pernambuco. Além disso, conta com o Convento dos Franciscanos e igreja centenárias, como a de Nossa Senhora das Montanhas, na Vila de Cimbres, território da tribo Xukuru.

      Depois do apogeu econômico tomateiro e da fabricação em massa de doces e conservas, produzidos pelas fábricas pela Peixe e Rosa, a cidade ficou conhecida como Terra do Doce. A alcunha de Terra da Graça foi inserida devido justamente a abrigar o Sítio Guarda, onde em 1936, duas meninas afirmavam terem presenciado às aparições de Nossa Senhora das Graças.

IRMÃ ADÉLIA, UMA SANTA

      Dom José Luiz Ferreira Salles, Bispo da Diocese de Pesqueira, que congrega 13 cidades, afirmou durante a solenidade que “Que ela é santa eu não tenho dúvida. Pela maneira como viveu, sempre no cuidado com os pobres. O que a gente está querendo é que a Igreja a reconheça como santa, que ela também possa ser elevada aos altares, ser modelo para toda a comunidade cristã”, destacou.

 

Pesqueira aguarda com fé o processo de beatificação e canonização da Irmã Adélia, que foi aprovado pelos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB.

RELÍQUIAS & HISTÓRIA

 

      Irmã Adélia, Maria da Luz Teixeira de Carvalho, morreu aos 91 anos, em 13 de outubro de 2013, há exatos seis anos. Os restos mortais e objetos pessoais da religiosa estão no memorial ao lado da capela do Colégio Damas. A visitação é aberta ao público.

      Maria da Conceição, 16, e Maria da Luz, 13, teriam visto Nossa Senhora durante toda a vida. Logo após as aparições, Maria da Conceição foi forçada pelo pai a se casar, mas foi devolvida pelo marido porque não teria permitido a consumação do casamento: “Depois do ocorrido, passou a maior parte da vida vivendo como freira, se vestindo como uma e fazendo caridades, mesmo sem ser pois, além de ser pobre, era negra e não tinham negras nos conventos daquela época”, conta Maria das Neves, 70, que conviveu por 20 anos com Maria da Luz e que também ouvia dela as histórias da vida de Maria da Conceição.

Pesqueira aguarda com fé o processo de beatificação e canonização da Irmã Adélia, que foi aprovado pelos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB.

      Já Maria da Luz conseguiu alcançar o seu objetivo de ser freira. Como um dos pré-requisitos para entrar no convento era saber ler e escrever, o padre Kehrle resolveu ajudar e deu aulas para a garota. Quando entrou no convento, passou a chamar-se Irmã Adélia e sempre lutou e trabalhou pelo santuário. Além disso, as visões não se resumiram a 1936: “Ela viu Nossa Senhora até quando estava prestes a morrer, no hospital. Ela me contava as aparições, mas não gostava muito de perguntas. Eu a visitava todos os dias, no Colégio Damas, convento onde ela morava, e depois passei a ir três vezes por semana”, conta.

      Relatos ainda afirmam milagres relacionados à Irmã Adélia, como a cura do filho de Maria das Neves: “Meu filho caiu do 5° andar e ficou em estado gravíssimo no hospital. Contei à Irmã Adélia e ela me falou que pediria e rezaria junto com Nossa Senhora pela vida dele e ele ficou curado”.

Pesqueira aguarda com fé o processo de beatificação e canonização da Irmã Adélia, que foi aprovado pelos bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB.

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