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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira.

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Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira. Dentro da Semana Nacional de Mobilização contra a Dengue, imprensa foi convidada para “Um dia de Campo”.

Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira.

Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira.

JANEIRO DE 2016.  O Diario de Pernambuco divulga na capa uma notícia trágica sobre Pesqueira: 789 notificações de dengue com 739 casos confirmados e 28 de Chikungunya. Mortes, pânico, Hospital e Casa de Saúde lotados e uma cidade sitiada.

       Pesqueira viveu um clima de terror, caos na Saúde, desespero da população e uma tensão tão grande que toda a imprensa focava negativamente a cidade. Pesqueira chegou a ocupar o 33º lugar no ranking de infestação do mosquito. “Pesqueira refém do mosquito” foi uma das manchetes dos jornais da capital.

NOVEMBRO DE 2018.  A Prefeita de Pesqueira, Maria José, através da Secretaria de Saúde e da Vigilância em Saúde, entra de sola na Semana Nacional de Mobilização Intersetorial de Combate ao Aedes Aegypti, que vai de 26 a 30 deste mês.

       Com uma visão inovadora, a prefeitura decidiu mobilizar e sensibilizar a população a respeito de doenças como a dengue, a Zika e a chikungunya, bem como o combate ao mosquito aedes aegypti.

       Por isso, convidou vários parceiros e a imprensa local para “Um Dia de Campo”, onde os profissionais da comunicação acompanharam os Agentes de Endemias. Eu (Flávio J Jardim), acompanhei o trabalho do agente Ésio, que há 16 anos ajuda a “salvar vidas”. Isso mesmo, na Central, bairro onde atua, ele é considerado quase um herói. Muitas mortes já foram evitadas pela ação efetiva dos 23 agentes de endemias de Pesqueira.

Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira.

       Segundo a Vigilância em Saúde, diversas ações serão desenvolvidas ao longo da semana, a fim de lembrar a importância de combater os focos dos mosquitos nas casas. “A população é integrante indispensável para manter o mosquito longe dos lares, por isso a comunidade é o melhor agente”, disse Joicy Anne Vasconcelos Lech, coordenadora de Vigilância em Saúde em Pesqueira.

Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira. 

AÇÃO

 

       Diante do possível avanço da dengue, chikungunya e do perigoso zika vírus nunca foi tão importante adotar medidas de controle ao mosquito Aedes aegypt. Muitos acham que basta tampar a caixa d’água, colocar garrafas vazias viradas para baixo e evitar deixar água parada nos vasos de flores. Orientações e dicas precisas para deixar o quintal limpo e se livrar do risco podem ser obtidas com os Agentes de Endemias.

       Em Pesqueira, existem 23 agentes e a equipe soma 33 com motoristas, coordenadores e o pessoal de apoio.

       Dentre eles está Sebastião Ésio Ferreira Alves, 41 anos, um agente de endemias que preza pela saúde da população. Os moradores onde Ésio trabalha o respeitam e o conhecem como “um ótimo profissional”, como disse Marcos Antônio da Silva, morador da casa de número 63 da Rua Santo Amaro, na Central.

Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira.

 

       Dedicado e prestativo, ao adentrar nas residências ele observa tudo que possa virar acúmulo de água e possíveis futuros focos. Ele é implacável com seu olhar global do ambiente. Até um pote vazio de margarina que estava num canto da casa, durante uma visita hoje, ele fez questão de revirar.

       Morador de Ipanema, Ésio vem todos os dias para seu trabalho a fim de erradicar focos do mosquito. Revela que cada agente de endemias visita em média 30 a 36 casas por dia. Além de aplicar o larvicida, ele preenche um formulário com os dados da residência, faz um resumo de dicas importantes, mede tanques e caixas de água e sempre diz que “cada morador deve ajudar a livrar Pesqueira do grande surto que a cidade viveu em 2016”.

Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira.

       Na casa de número 81, a moradora fez uma triste revelação: duas vizinhas morreram naquele janeiro fatídico de 2016. “Muitas pessoas adoeceram e todos os dias chegavam ambulâncias aqui no bairro para levar mais pacientes para o hospital”, disse Edileuza de Oliveira Rufino, moradora da Rua Santo Amaro.

       Lúcia Helena da Costa, moradora da casa número 71, disse que o trabalho do agente Ésio é “muito importante e ajuda a evitar doenças”. Ela diz que também ajuda a vizinhança doando alguns peixes betas que já procriaram no seu tanque. Maria das Graças Cintra, que mora na residência de número 75, também doa os peixinhos que se alimentam das larvas para amigos e parentes.

       “Ou seja, a população ajuda. Não temos nada a reclamar”, diz Ésio. Ele, como outros agentes de endemias de Pesqueira, só esbarram literalmente em um problema grave: casas fechadas. Na visita de hoje (27 de novembro), três unidades habitacionais estavam fechadas e o agente Ésio não pode realizar seu trabalho. Ele vai voltar pra tentar entrar nessas casas.

       “Isso traz problemas, por que não adianta eu tratar a maioria das casas e uma ou duas ficarem sem visitas. É aí onde mora o perigo. Os mosquitos criados em focos inacessíveis do nosso trabalho vão contaminar pessoas da própria vizinhança”, alerta Ésio.

       O agente conta que faz um verdadeiro malabarismo para encontrar essas pessoas cujas residências estão vazias e fazer o devido tratamento da água ou eliminar possíveis criadouros do mosquito. “Procuramos as pessoas, pedimos aos vizinhos que peçam a chave dessas casas para poder não deixar nenhum local desassistido”, explica.

Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira. 

ON LINE

 

       As anotações do trabalho dos Agentes de Endemias de Pesqueira são feitas à mão, numa planilha que é entregue na sede da Vigilância em Saúde. Mas, no dia 05 de dezembro, os profissionais devem participar de uma capacitação técnica na Funasa de Caruaru para receber noções de informática. Em breve, os agentes vão baixar um aplicativo em seus celulares para preencher tudo on line. A tecnologia vai atuar também na prevenção.

 

Agente é Gente

 

       Ser agente de Endemias em Pesqueira é saber que o trabalho deve ser diário e eficaz. “Ele se torna um amigo, um parente, uma pessoa da comunidade que vem para ajudar. Sabemos que ele está aqui numa ação importante e por isso sempre abrimos as portas para a chegada do Agente de Endemias. Ele é gente boa e entra nas nossas casas a cada 60 dias”, atesta Francisco da Silva Cruz, que mora no bairro da Central há 4o anos.

Um dia com um Agente de Endemias em Pesqueira. 

PROTAGONISTA DO CUIDADO

 

       O agente de Endemias de Pesqueira é, antes de tudo, um sensibilizador do cuidado. Eles fazem o trabalho de combate ao mosquito da dengue, mas sempre ensinam que é uma tarefa de todos. Todos focam no objetivo de erradicar os criadouros do mosquito da dengue.

       O servidor que acompanhei hoje, Ésio, por exemplo, surpreende como agente multiplicador em prol desse cuidado. Ele realizou esclarecimentos sobre as doenças, desenvolveu ações de prevenção e não se resumiu apenas a dar orientações acerca do controle e combate da dengue, Zika de Chikungunya. Ele tornou-se um membro da comunidade onde atua e, essa interação, segundo ele, “facilita o trabalho”.
       Verdade seja dita, o conheci hoje. Mas notei que os moradores da Central o tratam como um Mobilizador Social, que fala com as pessoas, que é solícito e que se torna um parceiro do povo na luta contra a Dengue. A Semana Nacional de Mobilização Intersetorial de Combate ao Aedes Aegypti em Pesqueira começou com o pé direito.

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