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FLÁVIO J JARDIM - NOTÍCIA VERDADE

Xicão e Rolim: Na parede da memória de Pesqueira, essa lembrança é quadro que dói mais...

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Xicão e Rolim: Na parede da memória de Pesqueira, essa lembrança é quadro que dói mais... Há 21 anos, o Cacique Xicão era assassinado covardemente. Hoje, 14 de maio, faz 24 anos que o procurador federal Geraldo Rolim foi morto.

Xicão e Rolim: Na parede da memória de Pesqueira, essa lembrança é quadro que dói mais...

Xicão e Rolim: Na parede da memória de Pesqueira, essa lembrança é quadro que dói mais...

      O mês de maio é dedicado à Nossa Senhora, às mães e à lembrança trágica de dois assassinatos que comoveram o município de Pesqueira. Há 21 anos, o Cacique Xicão era assassinado covardemente. Hoje, 14 de maio, há 24 anos, o Procurador Federal Geraldo Rolim foi morto com um tiro no peito.  

      Na parede da memória de Pesqueira, essa lembrança, sem dúvidas, é o quadro que dói mais. Ambos, líderes preocupados com seu povo, sua gente, foram barbaramente assassinados.

      Geraldo Mota Rolim teve tudo a ver com a demarcação das terras indígenas. Foi o mentor desse feito inédito. Foi assassinado em 14 de maio de 1995. Sequer viu Marco Maciel (vice de Fernando Henrique Cardozo), presidente em exercício da República no momento, assinar a demarcação dos 27 555 hectares da reserva indígena Xukuru, em 1996. O legado de Rolim é imenso.

      Já o líder Xukuru, o cacique Francisco de Assis Araújo, Xicão Xukuru, foi assassinado covardemente em 20 de maio de 1998, em frente à Escola João XXIII, no bairro do Xucurus, em Pesqueira.

      Seu assassinato teve repercussão mundial. Na época, eu era o correspondente do Jornal do Commercio e fiz a cobertura do caso. Uma das matérias do JC foi reproduzida parcialmente pelo jornal The Washington Post. Outro texto, da repercussão do caso, foi publicado no The New York Times.

      Na parede da memória de Pesqueira, essa lembrança, sem dúvidas, é o quadro que dói mais. O quadro da injustiça e da investigação “pela metade”, como criticam lideranças indígenas.

      Duas dezenas de anos se passaram e, até agora, não se sabe os reais motivos das emboscadas cruéis. Imagina-se, mas não estão escritos nos autos. Xicão e Rolim eram amigos e defendiam uma causa em comum. Suas lutas tornaram-se símbolos da filosofia guerreira Xukuru. Hoje, Xicão é nome de praça e é considerado “Encantado”. Já Rolim tem o nome grafado numa escola e numa placa de rua. Mereciam mais...

      Neste final de semana, será realizada a 19ª Assembleia Xucuru que, claro, vai enfocar a vida e trajetória de Xicão, um mártir que se tornou encantado para milhares de índios. “Alguém que derramou seu sangue por nossa tribo só pode ser Encantado”, disse o cacique Marquinhos, referindo-se ao seu pai, Xicão.

Um legado

      O principal legado deixado por Francisco de Assis Araújo é a sua humildade e determinação. A certa altura de sua vida, se conscientiza e muda de visão. Ao presenciar seu povo sendo oprimido e sem um líder, Xicão aceita a luta e passa a reivindicar os direitos. A vida de Xicão era pautada no bem-comum e serve de modelo para todos os integrantes da Tribo Xukuru.

      Aliás, Xicão é um símbolo da luta indigenista em todo o mundo. “Era um homem de profunda ação e de amor à vida, profundamente espiritual e ao mesmo tempo comprometido com a justiça, à liberdade e a paz. Um modelo a seguir”, dizem historiadores da causa indígena. 

Xicão e Rolim: Na parede da memória de Pesqueira, essa lembrança é quadro que dói mais...

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