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CHACINA DE POÇÃO | 74 ANOS DE PRISÃO: Condenado por Crime Bárbaro em Poção, Pernambuco

Justiça finalmente é feita após anos de espera angustiante para as famílias das vítimas

Publicado em 28 de fevereiro de 2024 às 13:55
Atualizado há 2 meses

POÇÃO, PERNAMBUCO – Após um doloroso processo de dois dias de julgamento, a 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital anunciou nesta terça-feira (27) a sentença que abalou as estruturas de Poção, no Agreste de Pernambuco. Wellington Silvestre dos Santos, o réu no caso dos brutais assassinatos de três conselheiros tutelares e da avó materna de uma criança de apenas 3 anos, foi condenado a um total de 74 anos e 8 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

A DECISÃO QUE ENCERRA UMA DÉCADA DE DOR E ANGÚSTIA

Após nove longos anos de espera, os familiares das vítimas finalmente encontraram algum alívio com a condenação do primeiro dos sete acusados pelo crime hediondo que abalou a pacata comunidade de Poção em fevereiro de 2015. O Ministério Público de Pernambuco destacou a gravidade do crime e expressou sua satisfação com a decisão do júri popular.

“Todas as provas colhidas pela investigação corroboravam para demonstrar a culpabilidade do réu Wellington e a população do Recife sinalizou, de forma positiva, a gravidade do fato que foi objeto do processo de hoje. Como dissemos em plenário, o Ministério Público atuou na defesa daqueles que, por paixão e vocação, se dedicam a proteger os Direitos Humanos das crianças”, afirmou o Promotor de Justiça Daniel de Ataíde.

O CRIME QUE ABALOU UMA COMUNIDADE

O terrível incidente ocorreu em 6 de fevereiro de 2015, no Sítio Cafundó, localizado na zona rural da cidade de Poção, no Agreste de Pernambuco. Nesse fatídico dia, uma criança de apenas três anos, que estava sob os cuidados da avó materna, Ana Rita Venâncio, de 62 anos, deveria retornar para a casa dos avós maternos após uma breve estadia na cidade de Arcoverde, no Sertão do Estado.

No entanto, o que deveria ser uma viagem de volta rotineira se transformou em um massacre brutal. Ana Rita e os conselheiros tutelares Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, Carmem Lúcia da Silva e José Daniel Farias Monteiro foram vítimas de um ato de violência sem precedentes, resultando em suas mortes trágicas, deixando a criança como única sobrevivente desse terrível episódio.

O julgamento de Wellington Silvestre dos Santos pode ter trazido um senso de justiça para as famílias das vítimas, mas o trauma e a cicatriz desse ato de barbárie continuarão a assombrar Poção e todos aqueles que lutam pela proteção dos Direitos Humanos, especialmente das crianças, em todo o Brasil.

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