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CHACINA | O LUTO VIROU LUTA: Câmara de Vereadores de Poção se solidariza e apoia mobilização para o Júri da Chacina que abalou o município

Presidência da Câmara e famílias dos conselheiros assassinados unem forças em busca de justiça após quase 9 anos de espera

Publicado em 6 de dezembro de 2023 às 01:05
Atualizado há 5 meses

POÇÃO (PE) – Em uma sessão comovente nesta terça-feira, 05 de dezembro, a Presidência da Câmara de Vereadores de Poção, liderada por Caíque Alberto, manifestou solidariedade às famílias dos conselheiros tutelares brutalmente assassinados na Chacina de Poção.

       Em um ato de comprometimento com a justiça, o presidente anunciou a mobilização da comunidade para o aguardado Júri Popular, marcado para o dia 11 de dezembro no 4º Tribunal do Júri da Capital Recife, às 09h da manhã.

       Dois familiares das vítimas estavam presentes à sessão.

       “Seu Antônio e Dona Cida, subo à Tribuna para me solidarizar com as famílias, com os familiares dos conselheiros tutelares assassinados no crime que ficou conhecido como Chacina de Poção. Na próxima segunda, dia 11, será o JurI”, informou o presidente da Câmara de Vereadores de Poção, Caíque Alberto.

       As famílias de Carmen Lúcia, Daniel Farias e Lindenberg Nóbrega, vítimas dessa tragédia que abalou a pequena cidade pernambucana, aguardam ansiosamente pela justiça. Quase nove anos após a fatídica noite de 6 de fevereiro de 2015, em que três conselheiros tutelares e uma mulher de 62 anos foram brutalmente assassinados, o Júri Popular representa um passo significativo na direção à resolução desse caso marcado pela crueldade.

       “Não descansaremos enquanto a JUSTIÇA não for feita”! Será dia 11.12 no 4º Tribunal do Júri da Capital Recife, às 09h00 da manhã! JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Ó LUTO VIROU LUTA!

       A chacina ocorreu na noite de 6 de fevereiro de 2015, quando os conselheiros tutelares Carmem Lúcia da Silva, José Daniel Farias Monteiro e Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, juntamente com a senhora Ana Rita Venâncio, foram emboscados em uma estrada próxima ao Sítio Cafundó. O ataque resultou na morte dos conselheiros e de Ana Rita, deixando uma criança de três anos como única sobrevivente.

As famílias dividiam a guarda da criança, que estava no carro do Conselho Tutelar do município voltando da casa da avó paterna em Arcoverde. A espera por justiça persistiu por quase nove anos, e o Júri Popular agora representa uma oportunidade para que a verdade seja esclarecida e os responsáveis ​​sejam levados à justiça.

O LUTO VIROU LUTA, e a mobilização da comunidade, aliada aos esforços da Câmara de Vereadores, reafirma o compromisso com a busca incansável pela justiça diante de uma tragédia que marcou profundamente a cidade de Poção.

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