Sábado, 04 de dezembro de 2021 hh:mm:ss

LGBTQIA+ | Corpo de Rebeca Sampaio é sepultado em Pesqueira sob protestos contra transfobia

Em entrevista, um ativista do movimento em Pesqueira, Paulinho de Pepê, clama por Justiça e diz que “o mundo precisa de mais amor e menos ódio”.

Publicado em 26 de agosto de 2021 às 19:58
Atualizado há 3 meses

PESQUEIRA (PE) – O corpo da transexual pesqueirense Rebeca Sampaio, 25 anos, foi sepultado na presença de amigos e familiares na manhã desta quinta-feira (26 de agosto), no Cemitério de Pesqueira, agreste de Pernambuco.  

      Rebeca Sampaio, uma mulher trans natural de Pesqueira foi assassinada em Caruaru com dois tiros na cabeça e todo o movimento LGBTQIA+ clama por Justiça.

      Usando palavras de ordem e empunhando a bandeira do movimento, os amigos da vítima ecoavam gritos contra a transfobia e LGBTfobia, pelas ruas da cidade até o cemitério de Pesqueira. Um potente carro de som pedia uma basta para tanta violência.

      A morte de Rebeca aumenta uma macabra estatística no Nordeste, onde dados de associações e movimentos que defendem a igualdade de gênero, apontam um gigante acréscimo de mortes. As investigações do crime continuam.

      De acordo com o boletim semestral da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 80 pessoas trans foram assassinadas no primeiro semestre no Brasil. No ano passado, 237 LGBT+ morreram no país, de acordo com dados do Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil, produzido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).

      “É necessário que a sociedade faça a reflexão. Precisamos de mais amor e menos ódio”, disse Paulinho de Pepê, que estava hoje (26) no protesto em Pesqueira. Ouça a entrevista de Pepê acima.

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