Quarta, 30 de setembro de 2020 hh:mm:ss

“Tempos tristes para Pesqueira”

Internações, mortes de amigos, pandemia. A sociedade pesqueirense vive um momento tétrico

Publicado em 15 de junho de 2020 às 18:08
Atualizado há 4 meses

       Só mesmo o olhar poético e apurado de Edmilton Torres para descrever o atual momento em Pesqueira. Em um comentário nas redes sociais, nosso erudito escritor e poeta desabafou e disse que são “Tempos tristes para Pesqueira”.

       Ele se referia a dor da perda na morte não só de amigos dele, mas de todos de Pesqueira. Ou seja, cada família, cada cidadão deve ter um amigo, parente ou ente querido que se foi nos últimos tempos. Parece que um nimbo plúmbeo paira sobre nosso mundo.

       A cidade ainda chora a morte de grandes personalidades, de grandes amigos. Uns após outros, rapidamente, os falecimentos foram acontecendo e se multiplicaram.

No ar, um sentimento de “quem será o próximo?” O pesqueirense está com um “nó na garganta” só de imaginar o pior quando recebe notícias de alguém adoentado.

LÍDIO REGISTROU

       Empresário do setor securitário, Lídio Carmelo, um dos mais genuínos pesqueirenses, também notou esse período tétrico. Ele postou na sua página do Facebook um rol dos amigos que partiram.

       “Lucilio Mota e Edson Mauro, pai e filho, meus primos, de Pesqueira. Horácio Júnior, meu amigo e cliente de Recife. Mário Pipiu, irmão de Zitão da oficina, de Pesqueira. George Quéops, filho de seu Orestinho (de Pesqueira, morreu em Recife). Geraldo Barrão ou Geraldo de Zé Preto, de Pesqueira, faleceu no Recife). A filha de Valderique, esposa de Tata irmão de Letícia, de Pesqueira. Meu amigo Alexandre Aguiar (de Pesqueira)”, escreveu Lídio.

       Logo após, vieram as mortes de Célio da Caixa, Waldemir Lins e ontem (14 de junho), da empresária Ludgarda Cordeiro, cujo sepultamento foi hoje (15) sob forte comoção.

       Uma cerimônia restrita devido ao isolamento social e um cortejo com veículos. Mais uma vez, a cidade ficou perplexa e triste. A empresária lutava contra o câncer desde 2014 e seu falecimento nada tem com a pandemia, mas o destino assim quis que sua passagem fosse nestes tempos nebulosos. (Veja Vídeo).

       Mas, Edmilton Torres e Lídio Carmelo têm razão: vivemos momentos tristes. Não é atual situação do país, do mundo ou da economia. Estamos chocados porque perdemos amigos e parentes PESQUEIRENSES…  

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