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VALE DO CATIMBAU: Pesqueirenses exploram os Tesouros do Vale do Catimbau: A Aventura na Caatinga. Veja vídeo

No sertão pernambucano, um grupo de aventureiros provenientes da encantadora cidade de Pesqueira embarcaram em uma jornada extraordinária, repleta de beleza natural, história e espiritualidade.

Publicado em 23 de outubro de 2023 às 20:40
Atualizado há 6 meses
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PESQUEIRA (PE) – Com 26 destemidos membros, e acompanhados por guias locais, incluindo o experiente Ruan, a equipe Olho D’água explorou as maravilhas do Parque Nacional do Catimbau. Junior, como sempre, coordenou tudo com a mais perfeita harmonia.

       Criado em 22 de agosto de 2002, o Parque Nacional do Catimbau é um verdadeiro tesouro no interior do estado de Pernambuco. Sua vasta extensão abrange os municípios de Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga, situados entre o Agreste e o Sertão. Classificado como o segundo maior parque de preservação ambiental de Pernambuco, o Vale do Catimbau desempenha um papel fundamental na conservação de uma das últimas áreas de caatinga, um bioma exuberante e resistente.

Uma Viagem ao Passado: Patrimônio Arqueológico

       O Vale do Catimbau é conhecido não apenas por sua biodiversidade impressionante, mas também por seu valor arqueológico. As paredes de pedra guardam segredos e memórias antigas, com registros de pinturas rupestres e artefatos de ocupação pré-histórica datados de pelo menos 6.000 anos. É considerado o segundo maior parque destruído do Brasil, ficando atrás apenas da Serra da Capivara, no Piauí. Um dos sítios mais notáveis ​​é o de Alcobaça, que está localizado num majestoso paredão rochoso.

TRILHAS PELA CAATINGA: UMA JORNADA DE DESCOBERTAS

       Neste roteiro, os corajosos Pesqueirenses tinham um itinerário repleto de trilhas e paisagens deslumbrantes para explorar. Desde caminhadas leves até aventuras mais desafiadoras, o Catimbau ofereceu uma gama diversificada de experiências.

       A Trilha dos Homens Sem Cabeças foi uma caminhada que levou os viajantes a um local enigmático, repleto de história e lendas antigas. Uma oportunidade para se maravilhar com a fauna e flora local e apreciar a beleza da região.

       A Trilha do Mirante do Chapadão é um ponto alto que proporcionou vistas panorâmicas deslumbrantes, onde o horizonte se perde no horizonte dourado do sertão.

       A Trilha das Torres foi uma jornada que leva os aventureiros através das formações rochosas impressionantes, criadas ao longo de milênios.

       A Trilha do Paredão dos Lapias foi uma aventura desafiadora que levou os mais intrépidos a explorar as incríveis formações rochosas do Catimbau.

Unidos pela Aventura e pela Espiritualidade

       A Caravana de Pesqueira foi dividida em dois grupos, o Olho D’Água e o de Diego, mas todos compartilharam momentos de profunda conexão e espiritualidade. Em um santuário local, uma oração emocionante foi conduzida pela professora Francisca Lima (veja vídeo).

O grupo contou com a participação da professoras Ana Paula, Jaílma, Ana Paula; além do jornalista e Gestor Ambiental Flávio J. Jardim, bem como Francisca Lima, Múcia Soares (professoras aposentadas) e Raquel Lima, uma talentosa nail designer da região.

       Neste momento de reflexão, a oração da professora Francisca Lima ecoou pelas formações rochosas, como um lembrete da importância de preservação não apenas a natureza ao nosso redor, mas também a nossa conexão espiritual com a terra.

PROFESSORA FRANCISCA FAZ REFLEXÃO.

       A jornada dos Pesqueirenses ao Vale do Catimbau foi uma verdadeira epopeia, uma viagem que os mudou da natureza, da história e de si mesmos. O “Mar do Sertão” pernambucano desvendou seus segredos mais profundos, enquanto essa equipe destemida se entregava à aventura, à contemplação e à espiritualidade. E, ao mesmo tempo, eles deixaram uma marca indelével na paisagem e nos corações de todos aqueles que tiveram o privilégio de testemunhar essa jornada incrível.

Uma Jornada ao Passado: Pesqueirenses Visitam o Tesouro Arqueológico do Vale do Catimbau

       No domingo (22 de outubro), o Grupo Olho D’água, acompanhado de 26 pesqueirenses, embarcaram em uma jornada emocionante que os levou às profundezas da história do sertão pernambucano.

       Saindo de Pesqueira, Pernambuco, em um micro-ônibus às 4h30 da manhã, eles retornaram ao entardecer, por volta das 20h. O destino de sua jornada foi o Vale do Catimbau, um verdadeiro patrimônio natural de classe mundial, situado a 288 quilômetros de Recife.

       Ao chegar ao Vale do Catimbau, os viajantes foram imediatamente recebidos por uma visão impressionante, uma parede repleta de pinturas rupestres. Essas pinturas nos levam de volta no tempo, cerca de seis mil anos, quando um grupo de pessoas dançava no sertão pernambucano.

       Ao lado deles, um homem tentava capturar um animal, em uma cena de caça que nos fazia sentir a ligação profunda entre esses antigos habitantes da região e a natureza que os cercava.

       Transformado em Parque Nacional em 2002, o Vale do Catimbau é um tesouro ecológico. É uma das últimas áreas intactas de caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro, e paisagens deslumbrantes que impressionam até os viajantes mais experientes. Além disso, o parque abriga mais de 100 sítios arqueológicos, o que o tornou o segundo maior parque do Brasil, perdendo apenas para a famosa Serra da Capivara, no Piauí.

       O Vale do Catimbau é um lugar que combina beleza, história e ecoturismo. O município de Buíque é uma porta de entrada para este paraíso natural e cultural, abrangendo ainda áreas em Tupanatinga, Ibimirim e Sertânia, municípios pernambucanos. Com um potencial turístico grandioso que atende a uma ampla gama de interesses, desde aventura e estudo científico até experiências ecológicas e culturais, o Vale do Catimbau é uma joia rara.

       Para os amantes do ecoturismo e mochileiros que buscam lugares ainda pouco explorados, o Vale do Catimbau é um achado. O local é deslumbrante o ano todo, mas a melhor época para visitá-lo é durante a estação chuvosa, de dezembro a junho, quando a caatinga está exuberante e repleta de vida.

       O Vale do Catimbau é também o segundo maior parque do Brasil, com 27 sítios contendo pinturas rupestres com até 6 mil anos de idade. Esses registros contam a história dos antepassados ​​e são uma vitrine impressionante da pré-história. Um dos sítios mais populares do parque é o de Alcobaça, conhecido por seu conjunto rico de grafismos rupestres, feitos por diferentes grupos étnicos em épocas distintas.

       O Parque Nacional do Catimbau abriga aproximadamente duas mil cavernas e 28 cavernas-cemitério dos primeiros habitantes da região. Embora a ideia de cavernas-cemitério possa parecer sombria, elas revelam informações valiosas sobre nossa própria história e evolução. Pesquisadores acreditam que os antigos habitantes do parque eram grupos do período holoceno, uma civilização anterior ao desenvolvimento da agricultura, que residia nas cavernas.

       Para realmente compreender a beleza da caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro, você precisa visitar o Parque Nacional do Catimbau. Localizado entre o agreste e o sertão pernambucano, este parque preserva uma das últimas áreas da caatinga no Brasil. Trilhas de baixa dificuldade conduzem os visitantes a grandes monumentos de pedra e sítios do parque, e a disponibilidade para realizá-las depende, em grande parte, das condições climáticas. Viajantes contam com a ajuda de uma associação de guias locais, localizada na Vila do Catimbau, em Buíque.

       Não se pode deixar de conhecer a Pedra Furada, um dos pontos turísticos mais famosos do parque. Acredita-se que é local, que hoje é uma formação imponente rochosa com um furo, foi coberta pelo oceano há milhares de anos. A Pedra Furada é um resultado impressionante da destruição causada pela água das chuvas e pelo vento ao longo de gerações incontáveis.

       Além das maravilhas do Parque Nacional do Catimbau, os visitantes podem viajar pela cidade que abriga a principal porta de entrada do parque, Buíque. Embora seja uma cidade pequena, com aproximadamente 12 mil habitantes, Buíque é charmosa e cheia de pessoas encantadoras. A cidade tem uma história fascinante, pois foi lar do escritor Graciliano Ramos, autor de “Vidas Secas”, durante sua infância. É possível que a cidade e o parque tenham inspirado Ramos a escrever um dos romances mais importantes da literatura brasileira.

       Em resumo, o Vale do Catimbau é um tesouro escondido, um verdadeiro patrimônio brasileiro que merece ser explorado. É um mergulho na história, na natureza e na cultura, tudo em um só lugar. Se você é apaixonado por história e aventura e deseja viajar para locais ainda pouco explorados no Brasil, está na hora de arrumar as malas e visitar o Parque Nacional do Catimbau em Pernambuco, uma experiência que ficará recuperada em sua memória por muito tempo.

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