Política

A Guerreira que sorri para a vida: Os 58 anos de Galba Macêdo

Professora, escritora, imortal da APLA e colunista da Revista Poder, Galba Macêdo celebra o tempo com a força de quem transformou cada lágrima em luz e cada dor em poesia

Por Flávio José Jardim atualizado há 1 ano
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A Guerreira que sorri para a vida: Os 58 anos de Galba Macêdo

PESQUEIRA (PE) - Em tempos onde o tempo parece correr mais rápido do que o coração pode acompanhar, existe uma mulher que o detém. Uma mulher que caminha de cabeça erguida pela estrada da existência, firmando os pés no chão do presente, sem jamais abandonar a poesia do passado ou o brilho esperançoso do futuro. Galba Macêdo, aos 58 anos, é essa mulher. Um farol que ilumina, mesmo quando a noite é escura.

 

No dia em que completou mais um ciclo de vida, Galba não fez apenas uma comemoração — ela escreveu um manifesto. Um texto comovente, profundo, quase sagrado, sobre o que é viver e o que é, de fato, ser feliz. Não foi um desabafo melancólico, tampouco uma ode ao ego. Foi uma carta de amor à própria existência. E foi assim que a professora, escritora, mestre e imortal da Academia Pesqueirense de Letras e Artes (APLA) presenteou o mundo: com palavras vivas, pulsantes, reais.

 

Ela começa dizendo que "envelhecer não é um fardo — é um privilégio". E como é raro encontrar, em meio a tantas queixas cotidianas, alguém que veja o passar dos anos como um presente embrulhado em aprendizados. Galba sabe que cada ruga tem sua história, cada cicatriz carrega um nome, cada fio branco é uma vitória. Nada nela é aleatório. Tudo tem raízes profundas — e voos ainda mais altos.

 

A menina que foi feliz, que teve amor de sobra e afeto em abundância, transformou-se numa adolescente firme e justa, doce e forte. Galba foi forjada com os valores que não se ensinam em livros, mas que se aprendem no olhar dos pais, no aconchego de uma mesa em família, na retidão de quem ama educando. Foi essa base sólida que a fez crescer de maneira ímpar, trilhando uma estrada de sabedoria e bravura.

 

Mas nem mesmo as estruturas mais sólidas escapam aos abalos da vida. Galba enfrentou adversidades — muitas delas profundas, silenciadas. Dores que ela chorou sozinha, em silêncio, longe das câmeras, dos holofotes, do público. Dores que dilaceram, mas não derrubam. Porque ela, mesmo na queda, sempre levantou com o sorriso que escolheu ser sua arma e sua ponte. “O sorriso é meu escudo”, ela confessa — e o mundo precisa aprender com isso.

 

O luto que mais a dilacerou foi a partida precoce de seu pai, aos 55 anos. Um rompimento de almas que jamais se despediram de verdade. Galba e ele eram mais que pai e filha — eram espelhos, almas gêmeas, cúmplices na existência. “Fiquei órfã de uma parte de mim”, escreve. Mas até na dor mais funda, ela encontrou abrigo. Ele ainda mora nela. Vive em cada pensamento, em cada memória, em cada risada herdada.

 

A vida, em sua dança misteriosa, como ela mesma diz, não deixou de sorrir de volta. Galba tem uma mãe que é ternura em forma de gente. Um irmão e sobrinhos que aquecem a alma. Mas sobretudo, duas filhas que são extensões de sua força e doçura — formadas, casadas, firmes no mundo. E agora, um neto: Ricardinho. Um raio de sol que ilumina sua casa e seu coração, dando novo fôlego à sua caminhada.

 

Com 58 anos de uma trajetória marcada por lutas e renascimentos, Galba agradece à vida — e, acima de tudo, à fé. Devota de Nossa Senhora de Fátima, ela se ancora no divino, sem perder o pé no chão. Sua espiritualidade é de verdade, sem disfarces. É o que a guia. É o que a faz seguir.

 

"Porque viver é isso: buscar ser melhor a cada dia — e nunca esquecer que, mesmo quando tudo parece escuro, há sempre um novo sol esperando para nascer dentro de nós." Palavras que parecem arrancadas de um evangelho moderno, escritas com a tinta da alma.

 

Galba é a mulher que não se queixa do tempo — ela o abençoa. É a escritora que não apenas escreve sobre a vida — ela a reinventa. É a professora que não apenas ensina — ela inspira. É a imortal que já venceu o tempo com a eternidade de suas palavras.

 

E como se não bastasse, ainda se curva em gratidão: “Quero agradecer de coração por todas as mensagens, ligações, abraços e demonstrações de carinho que recebi no meu aniversário. Cada palavra me fez sentir especial e me encheu de alegria. Vocês tornaram o meu dia ainda mais feliz.”

 

Em tempos onde muitos esquecem de agradecer, Galba agradece com a alma. Em um mundo onde poucos celebram a vida com verdade, ela a celebra com intensidade.

 

Aos 58 anos, Galba Macêdo não sopra apenas velas. Ela sopra esperança. E acende em nós o desejo de sermos melhores. Porque ela existe. E isso, por si só, já é um presente para todos nós.

 

TEXTOS ORIGINAL DE GALBA:

 

Meus 58 Anos

 

“Completo 58 anos. E, entre tantas coisas que a vida já me ensinou, uma delas é que envelhecer não é um fardo — é um privilégio. Carrego comigo a história de uma menina que foi muito feliz. Fui uma criança cuidada com zelo, com carinho, com tudo o que é preciso para crescer segura do amor ao meu redor.

 

Na adolescência, tive tudo o que os meus pais puderam me dar. E, mais do que bens, recebi valores. Cresci sabendo da importância de ser firme, mas justa; Forte, mas doce.

 

E assim me tornei essa mulher guerreira que sou. Bem resolvida, não porque a vida foi fácil — mas porque aprendi a não me deixar vencer. Passei por adversidades, muitas. Algumas doeram fundo, e eu chorei sozinha, sofri calada. Mas jamais perdi o sorriso. Porque ele, o sorriso, é o meu escudo e também minha ponte para recomeçar.

 

A dor mais profunda da minha vida foi perder meu pai. Ele partiu cedo demais, aos 55 anos. E eu, mesmo adulta, fiquei órfã de uma parte de mim. Porque éramos almas gêmeas — dessas que se entendem no olhar, que têm o mesmo tom de pensamento, o mesmo jeito de rir e de amar. Ele ainda mora em mim, e sempre vai morar.

 

Mas a vida, em sua dança misteriosa, me devolveu motivos para sorrir. Tenho minha mãezinha, meu irmão e sobrinhos... Tenho duas filhas maravilhosas — responsáveis, educadas, estudadas e formadas. Mulheres nas quais vejo o reflexo do que plantei.

 

 Ambas casadas, seguindo seus caminhos. E a mais nova me deu um presente que mudou o rumo dos meus dias: meu neto, Ricardinho. O amor da minha vida. Uma nova geração de amor que pulsa no meu coração.

 

E assim sigo. Com 58 anos de passos firmes, quedas superadas, aprendizados constantes. Agradeço a Deus e à minha doce Nossa Senhora de Fátima por ter chegado até aqui com fé, coragem e o coração inteiro.

 

Porque viver é isso: buscar ser melhor a cada dia — e nunca esquecer que, mesmo quando tudo parece escuro, há sempre um novo sol esperando para nascer dentro de nós.

Galba Macêdo - Julho/2025

 

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galba
galba (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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