Ameaçou divulgar vídeos de ex-namorada | Violência Digital em Lajedo: A Justiça Não Se Cala
Homem é preso após ameaçar divulgar vídeos íntimos da ex-companheira, desafiando ordens judiciais
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
Publicado em
Em Lajedo, Agreste pernambucano, mais uma mulher foi vítima da crueldade silenciosa da violência digital. Mas, desta vez, o desfecho trouxe justiça: Ruan Carlos Barros de Aquino foi preso nesta quinta-feira (10), após ameaçar expor vídeos íntimos da ex-namorada, afrontando medidas protetivas já determinadas pela Justiça. A operação foi conduzida pela Delegacia de Lajedo, sob o comando do delegado Cledinaldo Menezes.
O acusado já acumulava antecedentes relacionados à violência doméstica, incluindo descumprimento de ordens judiciais, perseguição e ameaças. Mesmo após obter liberdade provisória, ignorou completamente os limites impostos pela Justiça e voltou a assediar a vítima. Sua insistência em manter contato e as ameaças de divulgação dos vídeos foram determinantes para sua nova prisão.
Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, os policiais também realizaram busca e apreensão, recolhendo o celular do acusado. O aparelho será periciado e poderá conter evidências das mensagens enviadas à vítima. O caso reforça a urgência do debate sobre violência digital, um novo campo de abuso que cresce de forma preocupante.
“A conduta do investigado demonstrou total desrespeito às medidas judiciais e à dignidade da vítima. A Polícia Civil está atenta e não vai tolerar comportamentos que atentem contra os direitos e a segurança das mulheres”, declarou o delegado Menezes, com firmeza. O acusado passou por audiência de custódia e foi encaminhado ao sistema prisional.
Casos como esse revelam um padrão cada vez mais comum: o uso da tecnologia como ferramenta de coerção, vingança e dominação. É fundamental que o sistema de justiça, os órgãos de segurança e a sociedade civil atuem de forma integrada para combater essa nova forma de violência.
A prisão de Ruan Carlos é mais do que a aplicação da lei. É um recado claro: não haverá espaço para a impunidade quando o crime atinge a dignidade de uma mulher. A coragem da vítima e a ação firme das autoridades foram essenciais para garantir justiça — e abrir caminho para outras mulheres denunciarem.
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