AOS 92 ANOS, DONA MARIÁ GANHA EXPOSIÇÃO INÉDITA E TRANSFORMA CACIMBÃO EM PALCO DA MEMÓRIA E DO ARTESANATO
Aos 92 anos, Maria Pereira da Silva, carinhosamente conhecida como Dona Mariá, vive um momento especial de reconhecimento à sua história e ao seu talento. No próximo sábado, 15 de agosto, o Povoado de Cacimbão, em Pesqueira, será palco da abertura de “Mulheres de Pano”, a primeira exposição dedicada à trajetória da artesã. A mostra, gratuita, nasce como uma homenagem em vida a uma mulher que transformou retalhos, linhas e tecidos em verdadeiras peças de memória.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 13 horas
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As bonecas produzidas por Dona Mariá são o coração da exposição. Feitas artesanalmente e inspiradas, principalmente, em suas filhas e nas mulheres que fazem parte do território, as peças carregam muito mais do que beleza: revelam histórias, afetos, identidade e um conhecimento construído ao longo de décadas. Ao lado das bonecas, o público também poderá conhecer objetos pessoais e instrumentos utilizados pela artesã, aproximando-se do universo onde cada criação ganhou forma.
“Mulheres de Pano” vai além de uma exposição de artesanato. A iniciativa representa um encontro entre passado e presente e valoriza um saber-fazer que atravessou gerações sem perder sua força. Aos 92 anos, Dona Mariá terá sua trajetória colocada no centro das atenções, mostrando que a cultura popular também vive nas mãos de mulheres anônimas que, durante toda uma vida, preservaram tradições e construíram sua própria forma de contar histórias.
E a programação promete transformar Cacimbão em um grande ponto de encontro cultural. A abertura da exposição acontece às 15h e, às 21h, a festa continua com apresentação do cantor Cigano do Nordeste, em show realizado na rua e aberto gratuitamente ao público. A proposta é reunir comunidade, visitantes e admiradores em uma celebração que mistura arte, memória, música e identidade regional.
Com direção e curadoria de Iago Josef e direção executiva e coordenação de produção de Maria Vitória, “Mulheres de Pano” chega como um daqueles acontecimentos que ultrapassam as paredes de uma exposição. É a história de Dona Mariá sendo reconhecida, celebrada e compartilhada com novas gerações. No coração de Cacimbão, suas bonecas de pano ganham voz e passam a contar, ponto a ponto, a trajetória de uma mulher de 92 anos que fez da arte uma maneira de preservar a vida e a memória de seu povo.
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