Política

Câmara de Vereadores e população se unem em apelo desesperado por segurança: Grávida Assassinada e Clamor por Justiça

Sanharó vive dias de medo e indignação. A cidade do Agreste pernambucano foi abalada pelo brutal assassinato de Adriana Cordeiro, uma mulher grávida e mãe de oito filhos, executada a tiros em plena luz do dia, na Rua Francisco Leite — conhecida como Rua da Lata, no bairro do Salgado.

Por Flávio José Jardim atualizado há 6 meses
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Câmara de Vereadores e população se unem em apelo desesperado por segurança: Grávida Assassinada e Clamor por Justiça

 

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ca (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

O crime, ocorrido em 16 de outubro, mergulhou a comunidade em luto e revolta. Testemunhas relataram uma cena de horror: os estampidos dos disparos ecoaram pelas ruelas estreitas e, em segundos, o corpo da mulher jazia no chão. “Foi uma cena que ninguém esquece”, disse, com voz embargada, um dos policiais que atendeu à ocorrência. O bebê, ainda no ventre da mãe, também perdeu a vida. A crueldade do crime revoltou até os mais experientes agentes de segurança.

 

Diante da comoção, a Câmara de Vereadores de Sanharó, presidida por Guto do Salgado, realizou uma sessão carregada de emoção. O plenário uniu todas as vozes, independentemente de bandeiras partidárias, num único clamor: “Queremos segurança!”. O pedido foi encaminhado ao Governo do Estado, à Secretaria de Defesa Social e ao Ministério Público.

 

Os vereadores Edmilson Valentim, Déa Lotero, Mô do Pagão, Luciano Fernandes, Kleiton de Linda, Iran Batista, Dezo, Irmão Gilson, Ary Sérgio e Ronaldo assinaram conjuntamente o apelo. Foi uma demonstração rara de unidade política e dor compartilhada. “Sanharó não pode se acostumar com o medo”, afirmou Guto, emocionado.

 

A morte de Adriana Cordeiro não é apenas um número nas estatísticas. É um grito coletivo, um símbolo da violência que insiste em assombrar pequenas cidades do interior. No bairro do Salgado, moradores ainda acendem velas no local do crime e pedem justiça.

 

Entre lágrimas e orações, Sanharó se ergue na esperança de que essa tragédia não seja em vão — e que, do sangue inocente, nasça um novo tempo de paz e humanidade.

 

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c (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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