CASO DE POLICIA | Vandalismo no Monte da Graça: Presépio destruído e ameaça de fechamento choca Pesqueira
Em um ato cruel e covarde, vândalos atacam símbolo da fé em Pesqueira. Comunidade acorda abalada e santuário clama por ajuda para não fechar as portas.
Por Da Redação
atualizado há 10 meses
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PESQUEIRA (PE) - O amanhecer deste sábado (12 de julho) revelou uma cena desoladora para os fiéis e devotos de Pesqueira: o Santuário do Monte da Graça, erguido no alto do tradicional Cruzeiro, foi alvo de um brutal ato de vandalismo. O presépio do local – símbolo da esperança e do amor cristão – foi covardemente atacado durante a madrugada. Peças do cenário sagrado estavam quebradas, jogadas ao chão, enquanto fios e instalações elétricas foram arrancados e danificados. O silêncio de fé que costuma dominar o santuário foi substituído pelo eco do desrespeito e da indignação.
João Jozinaldo, mais conhecido como João da Bomboniere, empresário e administrador do Santuário há 15 anos, não conteve a emoção ao comentar o ocorrido. “O presépio ainda nem foi pago, estávamos lutando para conseguir recursos... Agora isso. Vai ter ajuda? A população vai vir com a gente para ajudar o santuário ou teremos que fechar?”, desabafou com voz embargada. Suas palavras refletem não apenas a tristeza pela destruição, mas a frustração de anos de dedicação ameaçados pela violência insensata.
Para João, o caso é claro: trata-se de um crime que precisa de resposta urgente das autoridades. “Isso é caso de polícia. Quem fez isso precisa ser responsabilizado. Mas mais do que isso, a sociedade precisa se unir. O Santuário é de todos nós”, declarou, apontando que o descaso da população e a ausência de políticas públicas de segurança colaboram para que atos como esse se repitam. “Não estamos falando só de peças quebradas. Estamos falando de quebrar a fé de um povo”, completou, visivelmente abalado.
O Monte da Graça é mais do que um ponto turístico. É um local de peregrinação, onde famílias inteiras sobem o Cruzeiro para agradecer, rezar, buscar consolo. A destruição do presépio representa uma ferida aberta no coração de Pesqueira. Fiéis que passaram pelo local nas primeiras horas do dia choraram ao ver o estado da estrutura. “É como se tivessem atacado a nossa alma”, disse.
Apesar do golpe sofrido, João mantém acesa a chama da esperança e faz um apelo à comunidade, empresários, à Igreja e ao poder público. “Se não nos unirmos agora, o Santuário pode fechar. E isso não seria só uma derrota para mim, mas para toda Pesqueira”, afirmou.
Enquanto a polícia investiga os responsáveis pelo atentado ao sagrado, a cidade de Pesqueira se vê diante de uma escolha: reagir ou permitir que o símbolo da sua fé e identidade desapareça. A destruição do presépio é mais do que um ato de vandalismo. É um grito de alerta. A fé resiste, mas precisa de mãos que a sustentem.
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