Política

Célia: Um Anjo que Partiu para o Céu

Homenagem de Macirajara Freitas a uma Amiga Ímpar

Por Flávio José Jardim atualizado há 3 semanas
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Célia: Um Anjo que Partiu para o Céu

 

Em Pesqueira, o céu ganhou uma estrela mais brilhante quando Célia, essa alma serena e única, deixou nossa terra para abraçar a eternidade. Macirajara Freitas, a intelectual e educadora de palavras impecáveis, teceu uma homenagem que corta o coração como uma lâmina afiada de saudade, mas aquece a alma com a luz indelével de quem foi anjo na terra. Seu texto, puro rio de lágrimas e sorrisos, nos transporta para os dias em que Célia caminhava entre nós, deixando pegadas de bondade em cada canto dessa cidade que a chora.

 

Que força há na simplicidade de Célia, essa mulher calma e ponderada, cujo amor transbordava para a família, amigos e para todos que ousavam se aproximar de seu coração generoso. Macirajara evoca com maestria o sorriso doce que iluminava rostos, as atitudes nobres tecidas no dia a dia humilde, a fidelidade inabalável às amizades que forjavam laços eternos. Ler suas palavras é sentir o peito apertar com o vazio da ausência, mas também sorrir ao lembrar como ela vivia, plena e radiante, um farol de serenidade em meio às tempestades da vida.

 

Ah, como Célia amava o pulsar da natureza! Suas plantas floresciam sob seus cuidados ternos, as aves cantavam mais alto em sua presença, e os cachorros encontravam refúgio em seu colo acolhedor. Macirajara Freitas, com sua pena de educadora e poeta, pinta esse quadro vivo, cheio de cor e vida, fazendo-nos reviver a alegria pura de quem via beleza no simples. Seu texto pulsa com essa emoção visceral, um lamento que se transforma em celebração, pois Célia não se foi – ela floresce agora nos jardins celestiais, livre e eterna.

 

No centro de tudo, pulsava seu amor pela família: o marido companheiro de jornadas, os filhos tesouros de seu ventre, e a netinha Sara, o xodó que fazia seus olhos brilharem como estrelas. Macirajara captura essa devoção com palavras que emocionam até a alma mais endurecida, misturando o peso do adeus com a gratidão por dias vividos em plenitude. É um texto de pesar profundo, mas entrelaçado de alegria, pois Célia viveu para amar, e nesse amor, encontrou sua imortalidade.

 

"Está com Deus!", exclama Macirajara em sua homenagem, e nessas palavras ecoa a certeza de uma fé que transcende o visível. Sempre esteve com Ele, mas agora contempla Sua face em glória plena, um anjo que intercede por nós do colo da Mãe Santíssima. O texto de Freitas é um bálsamo para corações partidos, um obrigado cósmico aos céus por terem nos emprestado tamanha joia, e um adeus que não é fim, mas ponte para o reencontro.

 

Obrigada, Célia, por ter cruzado nossos caminhos com lealdade e amor, pelas conversas que aqueciam a alma, pelas risadas que ecoam ainda em nossas memórias, pelo companheirismo que nos tornava melhores. Macirajara Freitas, com seu texto impecável, nos lega esse tesouro de emoção: um luto que dança com a esperança, um pesar que se curva à alegria eterna. Em Pesqueira, sua saudade é ponte para o céu, onde você sorri para sempre.

 

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célia
célia (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

MACIRAJARA
MACIRAJARA (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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