CHACINA | O LUTO VIROU LUTA: Câmara de Vereadores de Poção se solidariza e apoia mobilização para o Júri da Chacina que abalou o município
Presidência da Câmara e famílias dos conselheiros assassinados unem forças em busca de justiça após quase 9 anos de espera
Por Flávio José Jardim
atualizado há 2 anos
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POÇÃO (PE) - Em uma sessão comovente nesta terça-feira, 05 de dezembro, a Presidência da Câmara de Vereadores de Poção, liderada por Caíque Alberto, manifestou solidariedade às famílias dos conselheiros tutelares brutalmente assassinados na Chacina de Poção.
Em um ato de comprometimento com a justiça, o presidente anunciou a mobilização da comunidade para o aguardado Júri Popular, marcado para o dia 11 de dezembro no 4º Tribunal do Júri da Capital Recife, às 09h da manhã.
Dois familiares das vítimas estavam presentes à sessão.
"Seu Antônio e Dona Cida, subo à Tribuna para me solidarizar com as famílias, com os familiares dos conselheiros tutelares assassinados no crime que ficou conhecido como Chacina de Poção. Na próxima segunda, dia 11, será o JurI", informou o presidente da Câmara de Vereadores de Poção, Caíque Alberto.
As famílias de Carmen Lúcia, Daniel Farias e Lindenberg Nóbrega, vítimas dessa tragédia que abalou a pequena cidade pernambucana, aguardam ansiosamente pela justiça. Quase nove anos após a fatídica noite de 6 de fevereiro de 2015, em que três conselheiros tutelares e uma mulher de 62 anos foram brutalmente assassinados, o Júri Popular representa um passo significativo na direção à resolução desse caso marcado pela crueldade.
"Não descansaremos enquanto a JUSTIÇA não for feita"! Será dia 11.12 no 4º Tribunal do Júri da Capital Recife, às 09h00 da manhã! JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Ó LUTO VIROU LUTA!
A chacina ocorreu na noite de 6 de fevereiro de 2015, quando os conselheiros tutelares Carmem Lúcia da Silva, José Daniel Farias Monteiro e Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, juntamente com a senhora Ana Rita Venâncio, foram emboscados em uma estrada próxima ao Sítio Cafundó. O ataque resultou na morte dos conselheiros e de Ana Rita, deixando uma criança de três anos como única sobrevivente.
As famílias dividiam a guarda da criança, que estava no carro do Conselho Tutelar do município voltando da casa da avó paterna em Arcoverde. A espera por justiça persistiu por quase nove anos, e o Júri Popular agora representa uma oportunidade para que a verdade seja esclarecida e os responsáveis sejam levados à justiça.
O LUTO VIROU LUTA, e a mobilização da comunidade, aliada aos esforços da Câmara de Vereadores, reafirma o compromisso com a busca incansável pela justiça diante de uma tragédia que marcou profundamente a cidade de Poção.





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