Cláudio Almeida: O Pesqueirense que Dará Vida ao Galo da Madrugada 2025
Compositor e Instrumentista, que também é membro da Academia Pesqueirense de Letras e Artes (APLA), Celebra a Tradição Pernambucana em Tema de Carnaval
Por Flávio José Jardim
atualizado há 2 anos
Publicado em
RECIFE E PESQUEIRA (PE) - Em uma emocionante cerimônia realizada na sede do Galo da Madrugada, no Recife, o cantor e compositor pesqueirense Cláudio Almeida foi anunciado como o autor do tema escolhido para o desfile de 2025. Com a temática “Pernambuco: do Galo ao Bacalhau, viva o carnaval”, o evento promete homenagear a rica diversidade cultural do estado, resgatando tradições que fazem do carnaval pernambucano uma das festas mais vibrantes do Brasil.
Um Cidadão do Mundo
Cláudio Almeida, membro da Academia Pesqueirense de Letras e Artes (APLA), é reconhecido não apenas por sua música, mas também por seu profundo amor à cultura pernambucana. “Estou muito feliz. Acho que a gente está passando por um momento difícil para todo mundo e agora é uma hora de alegria, hora de comemorar as coisas bonitas”, declarou emocionado, refletindo o espírito festivo que permeia o carnaval.
A Homenagem ao Bacalhau do Batata
O tema do desfile faz referência ao famoso frevo “Do Galo ao Bacalhau”, uma parceria de Cláudio com Egídio Vieira, composta em 1986. Esta canção, que homenageia a agremiação Bacalhau do Batata, é uma referência a um garçom que, devido ao seu trabalho, só brincava no carnaval após a Quarta-feira de Cinzas. “Essa música sempre foi muito bem aceita. Depois, Geraldo Azevedo gravou, e teve uma dimensão maior. Para mim, é uma emoção muito grande estar aqui”, acrescentou Cláudio, demonstrando a importância de suas raízes e tradições.
Celebrando a Diversidade Cultural
O desfile do Galo da Madrugada, marcado para o dia 1º de março de 2025, contará com a participação de grupos tradicionais de várias regiões de Pernambuco. Entre eles, os Caretas de Triunfo e Os Caiporas de Pesqueira, além do Bacalhau do Batata, prometem abrilhantar ainda mais o evento. Rômulo Meneses, presidente do bloco, enfatizou a intenção de mostrar e fortalecer o carnaval de Pernambuco, traduzindo a diversidade cultural em fantasias, músicas e performances vibrantes.
Um Desfile de Emoção e Alegria
A proposta para o Galo da Madrugada 2025 é não apenas uma celebração do carnaval, mas uma reafirmação da identidade pernambucana. “A beleza, a fantasia, a música, os trios, os cantores e os artistas estarão todos presentes. Será um desfile muito forte em todos os tons”, afirmou Meneses, garantindo que a magia do carnaval será vivida em sua plenitude.
Um Futuro Brilhante à Vista
Cláudio Almeida é um verdadeiro símbolo da música e da cultura de Pernambuco, e sua contribuição ao carnaval de 2025 será um marco para os amantes da festa. Com um tema que celebra as tradições e a alegria do povo pernambucano, o Galo da Madrugada promete ser um evento memorável, unindo todos em torno de um propósito comum: celebrar a vida, a música e a cultura que fazem de Pernambuco um lugar único.
Com a contagem regressiva para o carnaval já iniciada, Venturosa e todo o estado aguardam ansiosamente o que Cláudio Almeida e o Galo da Madrugada trarão para as ruas em 2025. Preparem-se para viver uma explosão de alegria, cores e ritmos que irão ecoar por toda parte!
O BRILHANTE CLÁUDIO ALMEIDA
De 1997 a 2000, foi coordenador de Música da Fundação de Cultura Cidade do Recife.
De 1998 a 2002, acompanhou Cauby Peixoto em shows.
Em 1998, lançou seu primeiro CD solo, “Claudio Almeida”, que, na época, obteve repercussão positiva em veículos midiáticos como O Globo, Gazeta Mercantil, revista Isto É e Folha de Pernambuco, além de jornais de João Pessoa e Natal.
Como violonista, apresentou-se de 1995 a 2001 no Festival Nacional da Seresta, realizado na Praça do Marco Zero, em Recife (PE).
De 1992 a 2001, participou do Festival de Inverno de Garanhuns (PE).
No carnaval de 2002, participou, como convidado especial, do show de Alceu Valença, em Pesqueira (PE).
No mesmo ano, participou do 1º Festival de Serra Negra, em Bezerros (PE).
Em 2003, fez, ao lado de Geraldo Maia, a Abertura do show de Yamandu Costa, no Teatro Santa Isabel, em Recife (PE).
No mesmo ano, fez a abertura do show de Emílio Santiago no Teatro Guararapes, também em Recife (PE).
Ainda em 2003, participou como violonista da gravação da música “Feliz aniversário”, de Villa-Lobos e Manuel Bandeira, que integrou a trilha sonora do filme “Deus é brasileiro”, de Cacá Diegues.
No mesmo ano, lançou outro CD solo, “Alma pernambucana”, com participações de Geraldo Azevedo e Maestro Duda.
Produziu o CD “Carnaval do Recife (ao vivo)”, que contou com a Orquestra Sinfônica do Recife, e participação especial de Dominguinhos, Alceu Valença, Lenine, Antônio Nóbrega, Geraldo Azevedo, Claudionor Germano, André Rio e Naná Vasconcelos.
Produziu, arranjou e participou como músico e compositor do CD “Vamos dar as mãos”, de Ivan Ferraz. O álbum teve participações especiais de Santanna O Cantador, Alcymar Monteiro, Nando Cordel, Dominguinhos, Jorge de Altinho, Flávio José, Maciel Melo e Petrúcio Amorim.
Em 2005, teve sua música “Cheiro no cangote” gravada por Dominguinhos. Com ele, no mesmo ano, gravou uma faixa no “Na nação de seu Luiz”, produzido musicalmente por Xico Bizerra.
Ainda como violonista, participou da gravação de um CD da cantora Haidee Camelo que homenageou o compositor Rui Moraes e Silva.
Na mesma época, sua música “Leme”, integrante do seu primeiro CD, foi escolhida para integrar a trilha sonora de um filme da produtora Heidi Lipsanen no Festival de Cinema na Finlândia.
Também nesse período, teve sua composição “Transcendental” gravada por Antônio Nóbrega, no CD “Nove de fevereiro”.
Em 2006, durante o carnaval, foi o coordenador e o principal músico da Orquestra de Pau e Corda do Bloco Lírico do Pirata José.
No mesmo ano, foi responsável pela abertura musical da Feira Literária de Porto de Galinhas, em Recife.
Em 2012, realizou participação na coleção tripla de CDs “Pernambuco forrozando para o mundo – Viva Dominguinhos!!!”, produzida por Fábio Cabral, cantando a música “A feira de Caruaru”, de Danilo Almeida.
A coletânea trouxe forrós diversos, interpretados por 48 artistas, e que fazem referência aos 50 anos de carreira do seu inspirador: Dominguinhos.
Cantando músicas de compositores em sua grande maioria pernambucanos, fizeram parte do projeto também artistas como Acioly Neto, Adelzon Viana, Dudu do Acordeon, Elba Ramalho, Hebert Lucena, Irah Caldeira, Liv Moraes, Petrúcio Amorim, Geraldo Maia, Sandro Haick, Spok, Jefferson Gonçalves, Chambinho, Joquinha Gonzaga, Maciel Melo, Luizinho Calixto, Silvério Pessoa, Walmir Silva, entre outros, além do próprio Dominguinhos.
Como compositor, teve músicas gravadas por Cauby Peixoto, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, Flávio José, Claudionor Germano, Orquestra do Maestro Duda, Dalva Torres, Bloco da Saudade, Coral Edgard Moraes, Gustavo Travassos, Novinho da Paraíba, Nonô Germano, Almir Rouche, Ângela Barreto, Antônio Nóbrega, Dominguinhos, Irah Caldeira, Maciel Melo, entre outros, além de blocos renomados do carnaval pernambucano, como o Galo da Madrugada, Bloco da Saudade, Guiamum Treloso, Caranguejo no Caçuá e Pára-quedista Real.
Ao longo da carreira, gravou com nomes como Alceu Valença, Dominguinhos, Maestro Duda, Kelly Benevides, Fernando Azevedo, Ivan Ferraz, Zeca Baleiro e Geraldo Azevedo.
LIRA DA TARDE
Ah, também são musicados por Cláudio Almeida os versos do imortal canção: “É o Lira, é o Lira, é o Lira. É o Lira da Tarde a todo Vapor...”. Em 2025, também será o Galo a Todo Vapor.
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