Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF que conversas com advogados não sejam gravadas em presídio federal
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro informou nesta segunda-feira (9) que protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que as conversas entre o empresário e seus advogados não sejam gravadas ou monitoradas enquanto ele estiver custodiado na Penitenciária Federal de Brasília.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 7 meses
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Segundo os advogados, a solicitação foi apresentada na última sexta-feira (6) e tem como objetivo garantir o pleno exercício do direito de defesa durante o período em que Vorcaro permanece preso na unidade de segurança máxima.
De acordo com a defesa, informações repassadas pela administração do presídio indicaram que as visitas não poderiam ocorrer imediatamente e dependeriam de agendamento para algum momento da semana seguinte. Além disso, os encontros entre o banqueiro e seus advogados ocorreriam com monitoramento por áudio e vídeo.
Em nota, os advogados afirmaram que a comunicação reservada entre cliente e defensor é um direito garantido pelo Estatuto da Advocacia e pela Lei de Execução Penal, sendo considerada uma prerrogativa essencial para assegurar a ampla defesa.
A defesa também solicitou que seja permitida a entrada de cópias impressas dos autos do processo e que os advogados possam realizar anotações durante as visitas, o que, segundo eles, é fundamental para o acompanhamento das investigações.
Caso o presídio federal não consiga garantir essas condições de confidencialidade, os advogados pediram que Vorcaro seja transferido para outra unidade em Brasília que permita a realização das visitas sem monitoramento.
A Penitenciária Federal de Brasília faz parte do sistema de presídios federais de segurança máxima do país, que possui regras rígidas de controle. Entre as medidas adotadas estão vigilância constante por câmeras, deslocamentos monitorados por agentes penitenciários e comunicação restrita com familiares e advogados.
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