Política

DEPUTADO FEDERAL | Sanharó espalha votos entre 141 candidatos a deputado federal

Eleição revela forte pulverização do eleitorado, com candidaturas de diferentes partidos e perfis conquistando votos no município

Por Flávio José Jardim atualizado há 7 horas
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DEPUTADO FEDERAL | Sanharó espalha votos entre 141 candidatos a deputado federal

A eleição para deputado federal em Sanharó revelou um cenário de forte pulverização do voto. Nada menos que 141 candidatos a deputado federal receberam pelo menos um voto no município, segundo a relação apresentada. O número mostra o tamanho da diversidade de escolhas feitas pelos eleitores sanharoenses e transforma a disputa proporcional em um verdadeiro mosaico político.

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Entre os 141 candidatos que conseguiram votos, há nomes conhecidos da política pernambucana, lideranças regionais, representantes de diferentes correntes ideológicas e candidaturas com atuação mais localizada. A votação também mostra que o eleitorado não ficou restrito a um pequeno grupo de candidatos.

No topo da lista apresentada aparece Renildo Calheiros, do PCdoB, com 5.189 votos, resultado que se destaca de forma expressiva. Na sequência aparecem Fernando Filho, do União, com 743 votos, e Pedro Campos, do PSB, com 713 votos. Outro desempenho de destaque foi o de Charlles de Tiringa, com 534 votos, seguido por Carlos Veras, com 367; Augusto Coutinho, com 363; Miguel Duque, com 355; e Jones Manoel, com 308.

A lista dos candidatos que ultrapassaram a marca de 100 votos também inclui Gilson Machado, com 191; Waldemar Oliveira, com 186; Rosa Amorim, com 157; Iza Arruda, com 154; Anderson Ferreira, com 131; Clodoaldo Magalhães, com 105; e Clarissa Tércio, com 102.

Mas a força da eleição em Sanharó não está apenas nos candidatos que conseguiram grandes votações. O dado mais revelador talvez esteja justamente na quantidade de nomes que conseguiram entrar na urna eleitoral do município: 141 candidaturas receberam votos, enquanto outras dezenas não registraram nenhum voto na relação apresentada.

Entre os candidatos com votação intermediária aparecem Felipe Carreras, com 63; Fabio Gomes, com 57; Miguel Coelho, com 53; João Prudêncio, com 49; Silvio Costa Filho, com 48; Danubio Vieira, com 38; Eduardo Moura, com 36; Ossésio Silva, com 33; Dayse Juliana, com 31; Daniel Coelho e Rinaldo Júnior, ambos com 30.

Também aparecem candidaturas com votação próxima ou inferior a 30 votos, como Juliana de Chaparral, Edilson Tavares, Miguel Kazan, Zé Guri Jr., Marcelo Gouveia, Jorge Alexandre, Maurício Rands, Delegado Lessa, Bergue Júnior, Som Monteiro, entre outras. A lista se torna ainda mais extensa quando entram os candidatos que receberam entre um e dez votos. São dezenas de nomes que conseguiram conquistar pelo menos uma parcela do eleitorado e passaram a fazer parte da fotografia eleitoral de Sanharó.

Esse fenômeno revela uma característica importante da eleição proporcional. O eleitor não necessariamente concentra sua escolha nos candidatos mais conhecidos ou naqueles que possuem maior estrutura política. Relações partidárias, identificação ideológica, vínculos regionais, amizade, atuação profissional e diferentes formas de representação podem influenciar a decisão diante da urna.

Em Sanharó, essa diversidade ficou evidente. A relação reúne candidatos de partidos como PSB, PSOL, PL, Podemos, União, Republicanos, PT, PCdoB, PP, PSD, Novo, Avante, PV, MDB, PDT, Solidariedade, Missão, PRD, PSDB, Rede, Cidadania e Democracia Cristã, entre outras legendas.

É uma fotografia eleitoral bastante diversificada. De um lado, candidatos com votação de milhares de votos. De outro, nomes que conquistaram apenas uma ou poucas dezenas. Entre esses extremos, existe uma enorme faixa de candidaturas que conseguiu algum grau de presença nas urnas.

O resultado também mostra que a política para deputado federal ultrapassa os limites da disputa exclusivamente municipal. Muitos candidatos que não possuem uma liderança política dominante em Sanharó conseguiram conquistar votos e inserir seus nomes no mapa eleitoral da cidade.

A mesma lógica se aplica aos candidatos que receberam 20, 10, cinco, três, dois ou até mesmo apenas um voto. Cada número representa uma escolha individual e ajuda a compor o retrato da diversidade política existente entre os eleitores.

A pulverização também produz uma leitura interessante sobre a força das estruturas eleitorais. Alguns candidatos conseguem transformar sua presença política em centenas ou milhares de votos, enquanto outros aparecem de maneira muito mais discreta.

Na eleição proporcional, entretanto, os votos não devem ser analisados apenas individualmente. A distribuição das cadeiras da Câmara dos Deputados considera também a votação das legendas e federações, dentro das regras do sistema proporcional.

Por isso, a fotografia de Sanharó não conta somente a história dos candidatos mais votados. Ela revela também a multiplicidade de escolhas feitas pelos eleitores. O número de 141 candidatos com pelo menos um voto é, por si só, um dos dados mais expressivos desse levantamento.

É como se a urna de Sanharó tivesse se transformado em um grande mapa de preferências políticas, reunindo candidatos conhecidos nacionalmente, nomes tradicionais de Pernambuco, lideranças regionais e candidaturas menos conhecidas.

A distância entre os primeiros colocados e aqueles que receberam apenas um voto é enorme. Mesmo assim, todos integram a mesma fotografia eleitoral.

No fim das contas, a eleição para deputado federal em Sanharó não foi uma disputa de poucos nomes. Foi uma eleição pulverizada, com 141 candidatos conseguindo pelo menos um voto e uma quantidade ainda maior de candidaturas disputando espaço na urna.

Os números mostram que o eleitorado sanharoense distribuiu sua confiança entre uma ampla variedade de opções.

E, quando todos esses votos são colocados lado a lado, surge um retrato singular: Sanharó não escolheu apenas alguns candidatos. Sanharó espalhou seus votos por 141 caminhos diferentes.

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