DESENVOLVIMENTO | Álvaro França recebe prêmio da Câmara de Vereadores de Alagoinha
Um reconhecimento ao trabalho do Engenheiro Agrônomo Álvaro Franco pelo desenvolvimento de Alagoinha e cidades da região. Honraria foi concedida pela Câmara de Vereadores de Alagoinha. Veja também que Ação de Álvaro França foi essencial para instituir a Câmara Setorial de Apicultura em Pernambuco
Por Flávio José Jardim
atualizado há 4 anos
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ALAGOINHA (PE) – A Câmara de Vereadores de Alagoinha, agreste de Pernambuco, homenageou ontem (14 de dezembro), o engenheiro Álvaro Eugênio França com o Voto de Congratulações, em reconhecimento ao trabalho junto aos produtores rurais de Alagoinha.
A solenidade de entrega foi na Casa Manoel Isidoro Sobrinho, com as presenças dos vereadores, líderes políticos e do prefeito Uilas Leal. A homenagem foi de autoria do presidente da Câmara de Vereadores, vereador Flávio Inácio dos Santos Júnior. “Tive a satisfação de poder prestar essa homenagem ao amigo, Álvaro Eugênio, com o Voto de Congratulações, em reconhecimento ao seu trabalho junto aos produtores rurais”, disse o presidente.
ÁLVARO FRANÇA E A REGIÃO
Álvaro Eugênio Duarte de França é Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Trabalhou na Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Agronomia (UNICAMPO) nas cadeias produtivas da cana-de- açúcar e do arroz e tem Mestrado em Agronomia na área de melhoramento genético de plantas.
Atualmente ocupa na ADEPE (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) o cargo de Gerente Geral de Fomento e Arranjos Produtivos, também escreve para o Diário de Pernambuco.
Com sua vasta experiência, sensibilizado e comprometido com o desenvolvimento local, iniciou sua grande contribuição com o município em 2019 quando da sua primeira visita à Alagoinha, mais precisamente em julho do referido ano, visitou algumas de nossas comunidades, dentre elas Laje do Carrapicho, Bonsucesso e Campo do Magé, onde pôde constatar o potencial, a receptividade e a vontade de trabalhar e melhorar de vida do nosso povo.
E foi munido de muito comprometimento, espírito público e de um sentimento de contribuição com a vida das mais diversas sociedades locais que, a partir daí, Álvaro tem dado relevantes contribuições com alguns de nossos arranjos produtivos, assim como em todos os recantos de Pernambuco.
Através do Programa “Força Local” a ADEPE financiou e está financiando melhorias nas cadeias produtivas do leite de cabra e do mel no município de Alagoinha, nesse contexto Álvaro tem atuado como grande parceiro no acompanhamento desses projetos caminhando lado a lado com o Prefeito Uilas no desenvolvimento de setores estratégicos em Alagoinha.
É por isso e por toda a parceria que as comunidades e também o nosso município agradecem a Álvaro sua relevante contribuição, na certeza de que essa parceria irá perdurar e dar muito mais frutos além dos já colhidos.


Alvaro França, gerente geral de Arranjos Produtivos da Adepe na criação da Câmara Setorial da Apicultura e Meliponicultura de Pernambuco Fotos: Antônio Holanda/Adepe
APICULTURA PERNAMBUCANA SE REÚNE PARA INSTITUIR CÂMARA SETORIAL
Produtores, universidades e Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) se reúnem para melhorar ambiente de negócios do setor
RECIFE (PE) - Qualidade e amplitude da apicultura e meliponicultora pernambucana leva setor a instituir Câmara Setorial. A partir de articulação fortalecida pelo Programa Força Local, atores envolvidos no segmento de apicultura e meliponicultura de Pernambuco se reuniram dia 13 de dezembro, na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) para instituir Câmara Setorial, espaço formal de estruturação e fomento da cadeia produtiva do setor.
No Brasil, 60,2% da produção nacional de mel é feita por apicultores de pequeno porte. De acordo com dados da Confederação Brasileira de Apicultura CBA (2019), quase metade dos produtores no País possuem até 50 colmeias. Em 2017, de acordo com o Censo Agropecuário existiam 101.797 estabelecimentos com apicultura no Brasil, sendo 80% da agricultura familiar. Os 24.150 produtores do Nordeste possuíam 674.186 colmeias, majoritariamente no semiárido (94%). Ainda, segundo relatório do Banco do Nordeste do Brasil, o setor movimentou entre 2013 e 2020 mais de R $167 milhões.
Pernambuco, embora tenha produtores em todo o território, com mel produzido na caatinga, no manguezal e até em Fernando de Noronha, ainda não possui um diagnóstico do setor. A câmara setorial poderá levantar dados como estes, que contribuirão para impulsionar a economia do segmento no Estado. Para isso, produtores, representantes da UFRPE, UFPE, UPE, Sebrae, Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Banco do Nordeste e outros uniram esforços para definir os eixos prioritários da câmara setorial, que tem como objetivos identificar desafios do setor, estruturar as demandas coletivas, atrair investimentos e fomentar negócios no setor. A reunião aconteceu na sede da Adepe e entre as linhas de ação para os próximos encontros foram elencados o mapeamento dos produtores, diagnóstico do setor, ampliação da comunicação com estreitamento de laços, entre outros. A próxima reunião está prevista para acontecer na segunda quinzena de janeiro de 2022.
“Para a Adepe, a criação da câmara setorial de Apicultura e Meliponicultura é uma grande conquista. Ver que nossa atuação como fomentadores dos arranjos produtivos locais foi um facilitador para que o setor se articule é ver o objetivo do governo de Pernambuco de desenvolver a economia local sendo alcançado”, pontuou Álvaro França, gerente geral de Arranjos Produtivos da Adepe.
A criação da Câmara Setorial dialoga com ações já realizadas pela Adepe para reforçar o setor. Desde 2019, a Adepe investiu mais de R$1.7 milhões em dez projetos para o fortalecimento do segmento por meio do Programa de Fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais (Força Local). Com mais de 500 beneficiários, a apicultura foi o 5º setor mais apoiado pelo programa, alcançando nove regiões de desenvolvimento do Estado: Sertão do Araripe, Sertão do São Francisco, Sertão do Pajeú, Sertão de Itaparica, Sertão do Moxotó, Sertão Central, Agreste Central, Agreste Setentrional, RMR.
De acordo com a professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Renata Valéria Gomes, os desafios do setor são muitos e a criação da câmara chega para fortalecer o segmento. “Pernambuco possui um mel de qualidade ímpar. A vegetação e o clima da nossa região criam um ambiente favorável, mas há muitos obstáculos a vencer. Pernambuco está virando a chave. Ficamos muito contentes com esses encaminhamentos que foram dados hoje, que são muito importantes porque eles vão direto nos gargalos que a gente tem observado e diagnosticado na apicultura de Pernambuco, então temos que ir diretamente nessas questões”, afirmou Renata.
Davi Calado, professor e coordenador do curso técnico de Agroecologia da Escola Estadual Governador Eduardo Campos em São Bento do Una e apicultor, comemorou a criação da câmara. “Muito louvável a iniciativa, acho que ela nasceu de uma demanda da própria apicultura do Estado porque nós fomos ficando um pouco esquecidos, embora tenhamos uma capacidade grande na produção do mel e de subprodutos. A apicultura é, antes de tudo, uma filosofia de vida, porque se você chega no apiário e não se arrepia, tá fazendo a coisa errada. A relação do apicultor com a abelha é recíproca, se não for assim não dá certo. Eu fico muito feliz com essa aproximação da academia com a produção, é essencial e tem tudo para ambas saírem fortalecidas”, disse.

Atores sociais presentes na primeira reunião da Camara Setorial de Apicultura e Meliponicultura de Pernambuco. Foto: Antônio Holanda/Adepe.
PRESENÇAS – Integraram a reunião representantes da Adepe, da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro); Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa); da UFRPE; UFPE; UPE; do Banco do Nordeste do Brasil (BNB); do Sebrae; da Associação dos Apicultores e Meliponicultores do Cabo de Santo Agostinho (AAMC); Associação dos criadores de Abelha do município de Petrolina (Ascamp); Associação Mirandibense de Apicultores e Meliponicultores (Amiramel); Associação dos Apicultores do Município de Serra Talhada e Adjacências (ASAPMSTA); Associação dos Apicultores e Meliponicultores de São José do Belmonte (Abamel); Centro Diocesano de Apoio de apoio ao Pequeno Produtor de Pesqueira (CEDAPP); Federação das Entidades da Apicultura e Meliponicultura do Estado de Pernambuco (FEAMPE); da Associação dos Apicultores e Meliponicultores de Brejo da Madre de deus (Brejo Mel); e da Associação dos Pequenos Produtores Sítio Riacho Fundo - Araripina (APRAF).
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