Dez dias entre a vida e a morte: homem sobrevive após ser picado por cascavel em Capoeiras
João Oliveira de Pontes Belo, de 38 anos, recebeu alta nesta sexta-feira (14), depois de enfrentar um quadro grave e passar parte da internação na UTI em Garanhuns.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 3 horas
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Foram dez dias de internação, momentos de tensão e uma batalha pela vida. O que começou com um encontro inesperado com uma cobra cascavel na zona rural de Capoeiras, no Agreste de Pernambuco, terminou nesta sexta-feira (14) com uma notícia capaz de emocionar familiares e profissionais de saúde: João Oliveira de Pontes Belo, de 38 anos, recebeu alta hospitalar e finalmente pôde voltar para casa.
João foi picado pela serpente no início deste mês, em uma situação que ganhou grande repercussão depois que um vídeo registrou o momento do ataque. Nas imagens, ele aparece tentando afastar a cobra utilizando um pedaço de madeira. Em determinado momento, o animal avança e consegue atingi-lo. O episódio, que poderia ter terminado em uma tragédia, desencadeou uma corrida contra o tempo.
Após ser picado, João foi levado inicialmente ao Hospital Quitéria Alves Vilela, em Capoeiras. Diante da gravidade do quadro, ele acabou transferido para o Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, onde recebeu atendimento médico. A evolução do estado de saúde exigiu uma estrutura ainda mais especializada, e o paciente foi encaminhado para a UTI da Casa de Saúde Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Foram dias delicados. As picadas de serpentes peçonhentas podem provocar manifestações graves e exigem atendimento médico imediato, além da avaliação para utilização do tratamento específico. No caso de João, a gravidade da situação fez com que ele permanecesse sob cuidados intensivos antes de apresentar evolução suficiente para deixar a UTI e, posteriormente, receber alta.
A alta nesta sexta-feira foi marcada pela emoção. O médico Ulisses Pereira, chefe da UTI da Casa de Saúde Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, classificou a recuperação como uma verdadeira vitória da equipe que acompanhou o paciente. Emocionado, João autorizou o registro do momento em que deixou o hospital, transformando a saída em uma espécie de
símbolo de sobrevivência depois de dias de incerteza. O médico também fez questão de reconhecer o trabalho dos profissionais do Hospital Regional Dom Moura, responsáveis pelo atendimento prestado antes da transferência para a unidade de terapia intensiva. A recuperação de João foi resultado de uma cadeia de atendimento que envolveu profissionais de diferentes unidades de saúde.
O caso também deixa um alerta importante para quem vive ou trabalha na zona rural. Ao encontrar uma serpente, a recomendação é manter distância e jamais tentar capturá-la, provocá-la ou afastá-la manualmente. Uma simples tentativa de remover o animal pode desencadear um ataque, como aconteceu com João.
Em casos de picada por animal peçonhento, a orientação é procurar atendimento médico o mais rapidamente possível. Quanto menor o intervalo entre o acidente e a avaliação profissional, maiores são as possibilidades de identificação adequada do caso e início do
tratamento necessário. Medidas caseiras podem agravar a situação e não substituem o atendimento especializado.
A história de João, portanto, termina com um desfecho que poderia ter sido muito diferente. Depois de passar dez dias hospitalizado, enfrentar a UTI e vencer um quadro considerado grave, ele agora retorna para casa com uma experiência que dificilmente será esquecida. A cobra que quase interrompeu sua história acabou se tornando parte de um relato de sobrevivência.
Para as equipes dos hospitais Quitéria Alves Vilela, Regional Dom Moura e Casa de Saúde Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a alta representa mais do que a saída de um paciente: é a confirmação de que o trabalho integrado e rápido pode fazer a diferença entre a tragédia e a vida. João venceu a batalha — e nesta sexta-feira, finalmente, pôde respirar aliviado.
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