DOGUINHO: A CRUELDADE QUE CHOCOU PESQUEIRA E DEIXOU UMA CIDADE INTEIRA EM LÁGRIMAS
Filhote teria sido amarrado com bolsas plásticas e queimado vivo em uma figueira; moradores afirmam que outro cão, chamado de “irmãozinho”, também teria sido vítima da violência
Por Flávio José Jardim
atualizado há 7 horas
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As redes sociais de Pesqueira foram tomadas, nesta segunda-feira (10), por uma onda de tristeza, revolta e indignação diante da morte cruel de um pequeno cachorro, carinhosamente chamado de Doguinho. As mensagens publicadas por moradores revelam o tamanho da comoção provocada pelo caso. “Meu Deus, os animais não têm um pingo de paz”, escreveu uma internauta. Outra resumiu o sentimento de muitos: “Gente, que crueldade”.
Entre os comentários, a palavra crueldade aparece repetidamente. Há quem peça justiça, quem cobre a atuação da Polícia e quem não consiga esconder as lágrimas diante da violência sofrida pelo animal. “Inadmissível uma barbaridade dessa, que o culpado seja preso”, escreveu uma pessoa. Outra declarou: “Vamos pra cima para tentar descobrir quem fez isso”.
A revolta aumentou ainda mais diante dos relatos de que Doguinho seria apenas um filhote, um animal indefeso que, segundo moradores, não oferecia qualquer ameaça a ninguém. “Um animal só quer carinho”, escreveu uma internauta. Outros questionaram que tipo de adultos podem se tornar pessoas capazes de praticar tamanha violência contra um ser vivo.
A indignação tomou proporções ainda maiores quando moradores passaram a mencionar a possibilidade de que Doguinho não tenha sido a única vítima. Segundo relatos publicados nas redes sociais e informações repassadas por moradores, um suposto “irmãozinho” do filhote também teria sido queimado. Essa informação, entretanto, ainda precisa ser oficialmente esclarecida e confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Foi nesse clima de dor que um inetgrante da equipe responsável pela causa animal, Igor Feitosa, foi até a localidade para acompanhar de perto a situação. O que se encontrou, segundo os relatos é uma cena que provoca tristeza e revolta e que levanta questionamentos sobre até onde pode chegar a crueldade humana.
O caso aconteceu no bairro Santo Antônio, em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco. Um cachorro foi encontrado morto na comunidade e, de acordo com informações repassadas, existem fortes suspeitas de que o animal tenha sido queimado ainda vivo.
Segundo os relatos, o filhote teria sido amarrado utilizando bolsas plásticas e colocado em uma fogueira, onde teria sido submetido às chamas. A descrição é extremamente dolorosa e, justamente por sua gravidade, deve ser tratada com cautela enquanto as circunstâncias exatas da morte são apuradas.
O episódio causa ainda mais preocupação porque, segundo moradores, este seria o segundo registro recente de extrema crueldade contra animais com características semelhantes naquela comunidade. A repetição de situações desse tipo aumenta o sentimento de insegurança entre moradores e provoca uma pergunta inevitável: quem está praticando tamanha violência contra animais indefesos?
Mais do que a morte de um animal, o caso de Doguinho expõe uma realidade que provoca indignação: animais abandonados e vulneráveis podem se tornar vítimas fáceis da violência. Para muitos moradores, é impossível assistir a uma situação como essa e permanecer indiferente.
Nas redes sociais, uma das cobranças mais fortes foi justamente pela identificação dos responsáveis. “Capturem esses marginais”, escreveu um internauta, enquanto outro questionou onde estariam as autoridades. Também houve apelos para que qualquer pessoa que tenha informações procure as autoridades e contribua para esclarecer o caso.
A legislação brasileira prevê punição para maus-tratos contra cães e gatos. A Lei Federal nº 14.064/2020 aumentou as penas para esse tipo de crime, podendo haver reclusão quando comprovada a prática de maus-tratos contra cães e gatos. Cabe agora às autoridades investigar, reunir provas, identificar eventuais responsáveis e esclarecer todas as circunstâncias.
Doguinho morreu, mas sua história provocou uma reação que ultrapassou as ruas do bairro Santo Antônio. O pequeno animal se transformou em símbolo de uma pergunta que ecoa pelas redes sociais de Pesqueira: até quando seres indefesos serão vítimas da crueldade humana? A cidade pede respostas, investigação e justiça — não pelas próprias mãos, mas pela força da lei.
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