DÓLAR CAI ABAIXO DE R$ 5 PELA PRIMEIRA VEZ EM MAIS DE DOIS ANOS E BOLSA BATE RECORDE
O mercado financeiro começou a semana em ritmo eletrizante e com um marco que chamou atenção em todo o país. Nesta segunda-feira (13), o dólar fechou em queda de 0,29%, cotado a R$ 4,9969, ficando abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. Ao mesmo tempo, o Ibovespa avançou 0,34%, aos 198.001 pontos, e cravou um novo recorde.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 4 meses
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O movimento foi impulsionado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que mexeram fortemente com o humor dos investidores ao longo do dia. Pela manhã, o clima era de tensão após o fracasso nas negociações por um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, cenário que pressionava os mercados e elevava a cautela global.
Mas o jogo virou com novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou ter recebido uma ligação das “pessoas certas do Irã” e disse que elas “querem muito fechar um acordo”. Ao mesmo tempo, fez um alerta duro ao afirmar que, sem entendimento, o resultado “não será agradável” para os iranianos.
Antes disso, o discurso já indicava uma escalada perigosa. Trump chegou a declarar que destruiria qualquer navio iraniano que se aproximasse do bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz. Durante a manhã, também entrou em vigor o bloqueio anunciado pelos americanos a embarcações que circulavam pela rota de ou para portos iranianos, elevando ainda mais a tensão em uma das regiões mais sensíveis do planeta.
O impacto foi imediato no petróleo. Dois petroleiros associados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico nesta segunda-feira, enquanto outras embarcações passaram a evitar o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Com isso, o Brent subia 3,27% por volta das 16h, cotado a US$ 98,31 por barril, enquanto o WTI avançava 1,35%, a US$ 97,87.
No Brasil, os investidores também reagiram a novos sinais da economia. O Boletim Focus mostrou que a projeção de inflação pelo IPCA para 2026 subiu de 4,36% para 4,71%, na quinta alta seguida e novamente acima do teto da meta, de 4,5%. Além disso, o mercado acompanhou declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em eventos promovidos pelo Banco Mundial e pelo FMI, em um dia marcado por tensão internacional, recorde na bolsa e um dólar que rompeu uma barreira histórica.
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