Execução em Pesqueira
Jovem de 22 anos é assassinado com tiro na nuca
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
Publicado em
Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, amanheceu mais uma vez coberta pelo silêncio da violência. Na noite desta quinta-feira (11), um crime cruel deixou a cidade em choque: um jovem de 22 anos, identificado como Quitério Júnior Filho, foi executado com um disparo certeiro na nuca. O corpo foi encontrado em um terreno baldio, no bairro Pitanguinha.
A cena do crime era de desolação. Vizinhos, assustados, observavam de longe o trabalho da Polícia Militar, que isolou a área para a perícia do Instituto de Criminalística. Ninguém soube dizer quem matou ou por quê. O medo calou as vozes, e o silêncio da comunidade foi ainda mais ensurdecedor do que os estampidos da bala que tirou a vida do rapaz.
A frieza da execução indica planejamento e crueldade. Um tiro na nuca é sinal de sentença, uma marca típica de quem age para calar de forma definitiva. A vida de Quitério foi interrompida sem direito de defesa, sem chance de fuga, apenas o vazio de um terreno baldio como testemunha.
O corpo do jovem foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, onde será submetido a exames necroscópicos. Para a família, restam apenas lágrimas e a incerteza de quando — e se — a justiça será feita.
A Polícia Civil assumirá as investigações, mas em Pesqueira a sensação é de que a violência se aproxima cada vez mais do cotidiano das famílias. Um crime como esse não apenas mata uma vida, mas destrói a paz de toda uma comunidade.
Na memória da cidade, mais um jovem se torna vítima de uma guerra não declarada, onde balas e execuções são a lei. Quitério Júnior Filho não será esquecido, mas sua morte se junta a tantas outras que transformam o Agreste em território de medo.
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