“Fiz e faria de novo”: mulher admite agressão contra companheiro em Campina Grande
Suspeita afirma que agiu após filhos relatarem supostos abusos sexuais; agressão e denúncia contra as crianças são investigadas
Por Flávio José Jardim
atualizado há 13 horas
Publicado em
“Fiz e faria de novo. Não me arrependo. Sei das consequências e assumo meus atos.” A declaração foi atribuída à mulher suspeita de agredir e cortar o órgão genital do então companheiro, de 33 anos, em Campina Grande, na Paraíba.
Em áudios enviados a pessoas próximas, a mulher admitiu a agressão e afirmou que tomou a decisão depois que os filhos teriam relatado que foram vítimas de abuso sexual praticado pelo padrasto. As denúncias, porém, ainda estão sob investigação e não há condenação contra o homem.
O caso aconteceu na noite do domingo (6), no bairro da Catingueira. O homem foi encontrado amarrado, com ferimentos graves e com grande perda de sangue. Ele foi socorrido e levado ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, recebendo alta médica na manhã desta terça-feira (8).
Segundo o relato da suspeita, as desconfianças começaram depois que ela mostrou aos filhos uma reportagem sobre uma criança que havia contado à mãe, por meio de uma carta, que sofria abusos sexuais.
Ainda de acordo com a versão apresentada por ela, após assistirem ao conteúdo, os filhos começaram a chorar e teriam contado que também eram vítimas de abusos cometidos pelo padrasto.
A partir daí, a situação teria culminado na agressão. A Polícia Civil investiga separadamente tanto o ataque contra o homem quanto as denúncias envolvendo as crianças.
De acordo com a Polícia Militar, o homem foi localizado com mãos e pés amarrados e havia perdido muito sangue. O órgão genital não foi encontrado no local.
A Polícia Civil informou que não houve prisão em flagrante e que não havia mandado de prisão contra o homem. Por isso, após receber alta médica, ele deixou a unidade hospitalar.
Boletins de ocorrência foram registrados, e as investigações deverão esclarecer o que aconteceu, verificar as denúncias apresentadas e definir as responsabilidades de cada envolvido.
O caso chama atenção pela gravidade da violência e, principalmente, pela declaração da suspeita de que não se arrepende do que fez. Agora, caberá à investigação e à Justiça estabelecer os fatos, ouvir os envolvidos e apontar as responsabilidades.
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