GOVERNO VAI LIBERAR FGTS PARA AJUDAR BRASILEIROS ENDIVIDADOS
O governo federal anunciou que vai permitir o uso de recursos do FGTS para ajudar brasileiros endividados, em uma medida que promete mexer diretamente com o bolso de milhões de famílias. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e integra um novo pacote para enfrentar o avanço das dívidas no país.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 14 horas
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O cenário é alarmante: atualmente, 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Diante desse quadro, o governo decidiu retomar uma proposta que já havia sido deixada de lado após entraves jurídicos, recolocando o FGTS no centro da estratégia para aliviar a pressão financeira.
O pacote prevê, de forma geral, a liberação do uso do FGTS e a renegociação de dívidas ligadas ao cartão de crédito, ao crédito direto ao consumidor e ao cheque especial. O foco recai justamente sobre modalidades que pesam fortemente no orçamento, especialmente o crédito rotativo do cartão, apontado como um dos principais motores do endividamento no Brasil.
Embora o recorte oficial ainda não tenha sido detalhado pelo governo, a apuração aponta que o programa de renegociação deve ser voltado a brasileiros com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105,00. A medida surge como uma tentativa direta de atingir a parcela da população mais pressionada pelas contas e pelos juros elevados.
A proposta do governo é reduzir o comprometimento da renda das famílias e dar fôlego ao orçamento doméstico. Segundo Dario Durigan, a diretriz central é atacar dívidas de cartão de crédito, CDC e cheque especial, três frentes que se tornaram símbolos da escalada do sufoco financeiro vivido por milhões de brasileiros.
Além disso, o programa prevê descontos na renegociação e condições mais favoráveis de pagamento, com potencial para cortar significativamente o valor das dívidas. Em alguns casos, a redução pode chegar a cerca de 90%, segundo o governo. O ministro afirmou ainda que discutiu a medida com presidentes dos principais bancos do país, incluindo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, em busca de apoio para viabilizar a iniciativa.
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