👩🎓 Guila Araújo Brilha em Dois Palcos: Fenearte em Olinda e Consciência Política na Escola de Cimbres
Presidente da Câmara de Pesqueira une arte, identidade e educação cidadã em jornada de protagonismo feminino e social
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
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Guila Araújo, presidente da Câmara de Vereadores de Pesqueira, deu dois passos gigantescos que reafirmam sua trajetória como um dos líderes mais ativos e influentes da cena política e cultural do Agreste. Brilhou em dois cenários distintos — mas igualmente simbólicos: a grandiosa Fenearte, em Olinda, e uma aula viva de cidadania na Escola de Cimbres, em Pesqueira.
Na 25ª edição da Fenearte, Guila não foi apenas um visitante: foi um embaixador das raízes culturais de Pesqueira. Ao circular entre os corredores da maior feira de artesanato da América Latina, destacou com emoção e orgulho o protagonismo da renda renascença e das mulheres que a mantêm viva. “É a alma de Pesqueira bordada à mão”, afirmou diante do estande da Prefeitura, onde doces típicos e bordados se entrelaçam em um abraço de tradição.
De Dona Francisca, no estande das rendeiras Xukuru, à icônica Dona Odete, no Salão dos Mestres, Guila percorreu as ruas da feira como quem caminha por casa. E de fato estava: em cada ponto, uma parte da identidade de Pesqueira pulsava com força. No estande do povo Xukuru, o artesanato indígena reafirmava a resistência ancestral com a mesma força dos fios entrelaçados pelas mãos das rendeiras.
Mas Guila não se contentou em celebrar a cultura — ele levou também a política para onde ela é mais urgente: a juventude. Se encontrou com os alunos da Escola de Cimbres, num momento que foi muito além de uma simples palestra. Foi um verdadeiro despertar político. Ali, na Vila de Cimbres, berço da resistência indígena, falou sobre os movimentos sociais no Brasil e o papel da mobilização popular na construção de direitos.
Com voz firme e olhar afetuoso, ele explicou como os movimentos sociais transformam indignação em ação. Trouxe à tona o histórico de lutas dos povos originários, o surgimento do movimento indígena e a importância do Acampamento Terra Livre como farol de resistência em meio às ameaças contemporâneas. Os olhos dos jovens brilharam — e não foi só de curiosidade, mas de consciência acesa.
Guila costurou o fio invisível que liga a arte à política, a tradição à transformação, a cultura à cidadania. Entre a renda renascença e a luta dos povos, mostrou que Pesqueira tem um representante que não apenas discursa — age. E age com a delicadeza firme de quem sabe que o poder também pode (e deve) ser tecido com empatia, história e coragem.
Seja nos corredores da Fenearte ou nas carteiras escolares de Cimbres, Guila está onde o povo precisa: com o coração na memória e os pés no futuro.
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