Política

HORROR: Mãe suspeita de ordenar a morte da própria filha por herança, e o plano de fuga assustador vem à tona

Ambição, traição e crueldade marcaram o crime que tirou a vida de Allani Rayanne, jovem estudante de pedagogia encontrada brutalmente assassinada no Agreste pernambucano

Por Flávio José Jardim atualizado há 2 meses
Publicado em

HORROR: Mãe suspeita de ordenar a morte da própria filha por herança, e o plano de fuga assustador vem à tona

Caruaru acordou mergulhada em choque e indignação diante de uma das páginas mais sombrias de sua história recente. O que deveria ser um laço sagrado — o vínculo entre mãe e filha — transformou-se em um cenário de horror. Andrea Maria dos Santos, segundo as investigações da Polícia Civil, é a principal suspeita de ter planejado a morte da própria filha, Allani Rayanne dos Santos, de apenas 24 anos, movida por um desejo frio e calculista de se apoderar de uma herança modesta, composta por três imóveis simples deixados pelo avô da jovem.

 

Andrea e Josemi José Santana Filho, apontado como o executor do crime, passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça de Pernambuco. De acordo com documentos judiciais, o plano do casal não terminaria com a morte de Allani. Eles pretendiam vender rapidamente os bens em nome da jovem e fugir para a região Sudeste do país, mais precisamente para São Paulo, numa tentativa de desaparecer e escapar da responsabilização pelas atrocidades cometidas.

 

As investigações revelam ainda um vínculo amoroso entre Andrea e Josemi, confirmado por depoimentos de testemunhas. A Justiça aponta que essa relação serviu de base para a trama macabra. A confiança, que deveria proteger, foi usada como arma. A mãe, que deveria ser abrigo, tornou-se articuladora de um plano que desfez uma vida e destruiu a própria ideia de família.

Allani foi encontrada morta na última segunda-feira (17), no Residencial Neusa Garcia, em Caruaru. Seu corpo estava amarrado e apresentava claros sinais de tortura e extrema violência, marcas de uma ação que deixou a comunidade em estado de comoção profunda. A forma cruel como a jovem foi assassinada gerou um sentimento coletivo de revolta e luto no Agreste pernambucano.

 

Descrita por amigos como uma jovem tranquila, calada e de coração bondoso, Allani era natural de Sirinhaém, na Zona da Mata Sul. Mudou-se para Caruaru em busca de crescimento, novas oportunidades e uma vida mais digna. Cursava pedagogia em uma instituição particular e já atuava como estagiária em uma escola, sonhando em transformar vidas por meio da educação. Sua história, agora interrompida, era marcada por esforço silencioso e esperança.

 

Em entrevista, uma amiga próxima revelou que a relação entre mãe e filha sempre foi difícil. Segundo ela, Andrea nunca exerceu, de fato, o papel materno. A ausência de cuidado, afeto e responsabilidade teria acompanhado Allani desde cedo, envolta em uma infância e juventude marcadas pela carência emocional. A revelação aprofunda ainda mais a dor, pois mostra que a vítima carregava não apenas o peso do crime, mas também o da rejeição.

 

De acordo com a Polícia Civil, Josemi foi até a residência de Allani com o pretexto de realizar um “trabalho religioso”. Dentro do imóvel, a jovem foi submetida a momentos de terror, sendo torturada física e psicologicamente. O objetivo era forçá-la a realizar transferências bancárias. Diante da recusa, e provavelmente do desespero, ele a executou utilizando armas brancas, num ato de brutalidade extrema.

 

O delegado Eric Costa, que acompanha o caso, revelou que o crime ocorreu durante a madrugada. Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito descartou em um matagal uma mochila contendo as armas utilizadas no assassinato — imagens que se tornaram peças-chaves na investigação e que evidenciam a frieza do crime.

 

O corpo foi encontrado ainda na tarde do mesmo dia. A Polícia Militar isolou a área e, logo em seguida, a Polícia Civil iniciou os procedimentos técnicos e investigativos. O cenário encontrado pelos peritos era de uma violência chocante, que deixou até mesmo os profissionais mais experientes consternados.

 

Agora, enquanto a Justiça avança no processo e novas peças vêm à tona, Caruaru chora a perda de uma jovem cheia de sonhos e tenta entender como o amor pode ter sido substituído pela ganância. O caso de Allani Rayanne não é apenas um crime: é uma cicatriz profunda na memória da cidade, uma ferida aberta que exige justiça — e que jamais deverá ser esquecida. 🖤

 

--------------------------------------------

 

h
h (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

Você precisa estar logado para comentar. Por favor, faça login ou crie a sua conta.

Ainda não há comentários para esta notícia. Seja o primeiro a comentar!

Veja também