I Festival de Cinema Indígena do Nordeste: Uma celebração da cultura e das vozes originárias
Evento destaca a importância da representação indígena no cinema e na cultura nacional
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
Publicado em
O 1º Festival de Cinema Indígena do Nordeste, também conhecido como Mostra Maracá, é uma celebração da riqueza cultural dos povos originários, que terão a oportunidade de apresentar suas histórias e lutas por meio da arte cinematográfica. Entre os dias 28 e 30 de março, o Espaço Mandarú, na Aldeia Pedra D’Água, será palco desse evento, que tem como objetivo dar visibilidade às produções cinematográficas realizadas por cineastas indígenas.
Organizado pela tribo Xukuru, com apoio da APONIME e de outras entidades culturais, o festival vai além da exibição de filmes; será um momento de trocas enriquecedoras entre os povos indígenas e o público em geral. Durante os três dias de evento, o público poderá participar de exibições de filmes, debates e oficinas, todas focadas em temas que envolvem a cultura indígena e suas formas de resistência e expressão.
O presidente da Câmara de Vereadores de Pesqueira, Guila, que também faz parte da tribo Xukuru, destacou a importância do festival para fortalecer a voz dos povos indígenas no cenário cultural do Nordeste. O evento visa valorizar as narrativas indígenas, mostrando que o cinema pode ser uma ferramenta poderosa para promover o diálogo intercultural e o reconhecimento das diversas realidades dos povos originários.
Além de ser uma plataforma de visibilidade para o cinema indígena, o festival é uma oportunidade para o público se aproximar das vivências e das tradições desses povos, conhecendo mais sobre suas histórias, desafios e conquistas. A programação inclui filmes que abordam questões de identidade, resistência e preservação cultural, temas profundamente significativos para os povos indígenas do Brasil.
O 1º Festival de Cinema Indígena do Nordeste é mais do que uma simples exibição de filmes; é uma afirmação de identidade e uma reafirmação do compromisso dos povos indígenas com sua cultura, sua história e sua luta. O evento promete ser um marco importante na promoção da representatividade indígena no cinema e na sociedade brasileira.
Espaço Mandaru
Construído no ano de 2017 e localizado na Aldeia Pedra D’agua no Território Indígena Xukuru do Ororubá, no município de Pesqueira no estado e Pernambuco a 212 km da capital Recife, o pavilhão foi projetado para abrigar a Assembleia Xukuru, encontro que reúne 1500 a 3000 pessoas por dia, durante três dias para debater as questões do Povo Indígena Xukuru do Ororubá. Foi projetado de forma participativa com o Povo Indígena Xukuru do Ororubá juntamente com os arquitetos Daniel Guima e Pedro Paes e executada em formato de mutirão pelos indígenas do território, a partir das técnicas construtivas e dos materiais locais existentes como madeira e palha. Possui forma alongada com 35 metros de comprimento por 15 de largura e sua estrutura se baseia em uma sequência de tesouras em madeira utilizados como pórticos, possuindo frente e fundos em formato arredondado.
Local: Espaço Mandarú – Aldeia Pedra D’Água 📅 Data: 28 a 30 de março 🔹 Aberto para todos os públicos. Nos vemos lá!
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