Impactos da duplicação da BR-232 entre São Caetano e Arcoverde serão debatidos em audiências públicas
A duplicação de um importante trecho da BR-232, em Pernambuco, será tema de duas audiências públicas programadas para esta terça-feira (10). Os encontros fazem parte do processo de licenciamento ambiental do projeto e têm como objetivo apresentar à população os estudos técnicos que analisam os impactos da obra entre os municípios de São Caetano, no Agreste, e Arcoverde, no Sertão do estado.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 mês
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As audiências serão realizadas em dois locais diferentes para facilitar a participação da população. Pela manhã, às 9h, o debate ocorrerá na Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA). Já no período da tarde, às 15h, a reunião acontecerá no Hotel Lacazzona, localizado na cidade de Belo Jardim.
Durante os encontros, serão apresentados o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), documentos que analisam os possíveis efeitos da duplicação da rodovia sobre o meio ambiente, a economia e as comunidades que vivem próximas ao trecho da estrada.
O projeto prevê intervenções em aproximadamente 109 quilômetros da rodovia federal, abrangendo seis municípios pernambucanos: São Caetano, Tacaimbó, Belo Jardim, Sanharó, Pesqueira e Arcoverde. Juntas, essas cidades possuem uma população estimada em mais de 295 mil habitantes, segundo dados do Censo de 2022.
Além da duplicação, o projeto também inclui a restauração de trechos da rodovia e melhorias na infraestrutura viária. A obra é considerada estratégica para a região por se tratar de um dos principais corredores logísticos que ligam o Agreste ao Sertão pernambucano.
De acordo com estimativas preliminares, o investimento necessário para a execução da obra é de cerca de R$ 272,3 milhões. A expectativa é que a duplicação traga benefícios econômicos e sociais, como redução no tempo de deslocamento, diminuição dos custos de transporte de mercadorias e aumento da segurança para motoristas e pedestres.
Durante as audiências públicas, moradores, lideranças comunitárias, representantes de instituições e qualquer cidadão interessado poderão apresentar sugestões, questionamentos e observações sobre o projeto, contribuindo para o processo de licenciamento ambiental da obra.
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