⚖️ INOCENTE PRESO POR ENGANO É LIBERTADO
Anderson ficou 10 meses preso por ter o mesmo nome de um criminoso
Por Flávio José Jardim
atualizado há 10 meses
Publicado em
Um erro grotesco da Justiça quase destruiu a vida de um homem inocente em Pernambuco. Anderson Gabriel da Silva, de 25 anos, passou 10 meses preso no Cotel, em Abreu e Lima, por um crime que nunca cometeu. O motivo: ele tinha o mesmo nome — e a mesma mãe — que o verdadeiro autor do homicídio.
A coincidência absurda levou à prisão injusta. A vítima de um erro de reconhecimento fotográfico foi tratada como criminoso desde o primeiro dia. A Defensoria Pública, após meses de insistência, conseguiu provar que Anderson era inocente.
Durante o processo, a equipe analisou vídeos, fotos e assinaturas, comprovando que o verdadeiro assassino era outro homem com nome idêntico. Ainda assim, o sistema demorou quase um ano para reparar o erro.
A liberdade veio com lágrimas, revolta e o peso de uma marca que o tempo custará a apagar. “Fui tratado como bandido, mas o verdadeiro culpado está solto”, desabafou Anderson, ao deixar o presídio.
Agora, a Defensoria orienta o jovem a buscar indenização pelos danos sofridos. Um erro que não pode ser esquecido — e que revela o quanto a Justiça, às vezes, erra com os que menos podem se defender.
Em Pernambuco, um nome igual quase custou uma vida diferente.
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