Política

Jorlan Lopes: a fuga, o disfarce e o mistério das 80 mortes

Maior serial killer do Brasil”. Suspeito de 16 homicídios foi preso na Paraíba após uma caçada policial. Durante o interrogatório, teria afirmado que matou cerca de 80 pessoas, número ainda não confirmado

Por Flávio José Jardim atualizado há 6 horas
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Jorlan Lopes: a fuga, o disfarce e o mistério das 80 mortes

MULUNGU, AGRESTE (PB) - Uma caçada que durou mais de 30 horas terminou com a prisão de Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, em Mulungu, no Agreste da Paraíba. Investigado pela participação em múltiplos homicídios, ele foi localizado depois de uma operação que mobilizou diferentes forças de segurança.

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A prisão aconteceu no dia 13 de setembro e encerrou uma fuga marcada por cenas impressionantes. Para tentar despistar os policiais, Jorlan teria usado vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas. Mas havia outro detalhe ainda mais inesperado. Durante a fuga, o suspeito teria carregado no colo uma criança de aproximadamente dois anos, que não seria sua parente. A estratégia teria permitido que ele passasse próximo a policiais sem ser imediatamente reconhecido.

O disfarce, porém, acabou sendo descoberto. Ao sair novamente do local onde estava escondido, uma tatuagem teria ficado exposta, ajudando os policiais a identificar o suspeito. Jorlan ainda estaria armado com um revólver. A investigação aponta que ele estaria relacionado a pelo menos 16 homicídios ocorridos em aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape, depois de deixar a prisão no final de maio. Um dos casos investigados envolve o assassinato de dois comerciantes em Rio Tinto, em agosto.

Durante o interrogatório, veio a declaração que provocou choque entre os investigadores. Jorlan teria afirmado que começou a matar aos 13 anos e que, ao longo da vida, teria assassinado aproximadamente 80 pessoas. O número, entretanto, ainda não foi confirmado. A Polícia Civil trata a declaração como uma informação que precisa ser confrontada com provas, registros, perícias e inquéritos. A investigação agora tenta descobrir quantas mortes podem realmente estar relacionadas ao suspeito.

A polícia também apura uma possível ligação de Jorlan com uma organização criminosa e verifica sua participação em outros crimes. Entre eles está o furto de armas históricas ocorrido em uma fazenda de Capim, em setembro. Depois da audiência de custódia, Jorlan foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Sílvio Porto, em João Pessoa. Agora começa uma nova fase do caso. Investigadores deverão revisar homicídios ainda sem autoria definida e confrontar cada declaração do suspeito com evidências concretas.

Por enquanto, a história tem duas certezas: Jorlan Lopes está preso e é investigado por múltiplos homicídios. A cifra de 80 mortes, porém, continua sendo apenas uma declaração atribuída a ele.

E é justamente essa pergunta que permanece no ar: quantos crimes realmente podem ser ligados ao homem que tentou desaparecer vestido de mulher durante uma das maiores caçadas policiais recentes da Paraíba?

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