Política

LÍBANO NEGA CONVERSA ENTRE PRESIDENTE E NETANYAHU APÓS CONFIRMAÇÃO DE ISRAEL

A possível conversa direta entre o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ganhou contornos de tensão internacional nesta quinta-feira (16). Depois de uma ministra israelense afirmar que os líderes iriam conversar, a embaixada libanesa nos Estados Unidos tratou de negar a informação, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

Por Flávio José Jardim atualizado há 13 horas
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LÍBANO NEGA CONVERSA ENTRE PRESIDENTE E NETANYAHU APÓS CONFIRMAÇÃO DE ISRAEL

 

libano
libano (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

A declaração que incendiou o noticiário partiu de Gila Gamliel, ministra israelense de Inovação e integrante do gabinete de segurança política. Ela afirmou que Netanyahu falaria com o presidente libanês pela primeira vez após décadas de ruptura total entre os dois países, em uma sinalização que, se confirmada, marcaria um episódio histórico nas relações entre nações que permanecem oficialmente em estado de guerra desde 1948.

 

Mas a expectativa foi rapidamente abalada. A embaixada do Líbano nos EUA negou que Joseph Aoun vá conversar com Netanyahu, jogando um balde de água fria sobre a possibilidade de um contato direto entre os dois líderes. Antes disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também havia dito que Israel e Líbano conversariam pela primeira vez em 34 anos, sem esclarecer detalhes sobre o formato ou os participantes exatos desse contato.

 

O pano de fundo dessa crise é explosivo. O conflito entre Israel e Hezbollah voltou a se intensificar no início de março, após ataques aéreos lançados pelo grupo libanês contra território israelense, em resposta a bombardeios de Israel contra alvos no Irã. Desde então, o Líbano enfrenta uma grave crise humanitária, enquanto o cenário militar segue em escalada.

 

Na terça-feira (14), representantes diplomáticos de Israel e Líbano se reuniram em Washington para discutir um possível cessar-fogo. O encontro contou com a presença do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Após a reunião, o embaixador israelense Yechiel Leiter afirmou que o governo libanês deixou claro que não quer mais o país sob influência do Hezbollah, mas evitou assumir qualquer compromisso concreto com uma trégua entre Tel Aviv e Beirute.

 

Enquanto as negociações seguem cercadas de incerteza, a guerra continua produzindo destruição. Nesta quinta-feira (16), Israel destruiu a ponte Qasmieh, apontada por uma autoridade libanesa como a última ligação entre o sul do Líbano e o restante do país. Já na quarta-feira (15), quatro socorristas libaneses foram mortos em ataques israelenses, segundo grupos de paramédicos. O episódio reforça que, mesmo diante de rumores de diálogo, a realidade na região segue marcada por confronto, tensão e devastação.

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