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👵 Longevidade impressionante: alagoana de 116 anos pode ser a mais velha do mundo

Joana do Espírito Santo vive em Rio Largo e guarda histórias que atravessam gerações

Por Flávio José Jardim atualizado há 1 ano
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👵 Longevidade impressionante: alagoana de 116 anos pode ser a mais velha do mundo

Entre as vielas de Rio Largo, na região metropolitana de Maceió, mora uma senhora que carrega em si mais de um século de Brasil. Joana do Espírito Santo, de 116 anos, pode ser reconhecida como a pessoa mais velha do mundo. Seus documentos indicam nascimento em 2 de fevereiro de 1909, o que a colocaria à frente da britânica Ethel Caterhan, atual recordista segundo a LongeviQuest.

 

Nascida em Capela, no interior de Alagoas, Joana construiu uma família numerosa: filhos, netos e bisnetos que hoje passam de 50. A rotina, apesar da idade avançada, ainda guarda peculiaridades. Dona Joana gosta de cantar durante a madrugada e só acorda perto do meio-dia, para espanto dos vizinhos e encanto dos familiares.

 

Suas lembranças são tão valiosas quanto raras. Ela recorda o casamento, festejado por três dias ao som de Luiz Gonzaga, e ainda narra o encontro com Virgulino Ferreira da Silva, o temido Lampião. Entre o medo e a fascinação, descreve o brilho do chapéu do cangaceiro e o cheiro da carne que ele elogiou em sua casa. Histórias que atravessam o tempo e parecem saídas de um romance.

 

O maior obstáculo para o reconhecimento internacional é burocrático: a certidão de nascimento original foi perdida em uma enchente em 2010. O cartório de Murici, onde estava registrada, também teve documentos destruídos pela força do rio Mundaú. A ausência de provas impede, por enquanto, o registro oficial do Guinness Book.

 

Ainda assim, dona Joana recebe atenção especial da equipe do programa municipal "Melhor em Casa", que garante visitas médicas semanais, medicamentos e cuidados essenciais. A saúde, apesar da idade, segue estável.

 

Enquanto os papéis não chegam, a família insiste em lutar pelo reconhecimento. Para os filhos e netos, não é apenas uma questão de recorde, mas de justiça: a vida de Joana, marcada por simplicidade e resistência, é também um retrato da história do povo nordestino.

 

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ve (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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