Sociedade

Luta Antimanicomial | Caminhada tem participação de integrantes do CAPS de Belo Jardim, Pesqueira, Alagoinha, Poção e Sanharó

Evento reuniu mais de 150 pessoas, entre profissionais e pacientes dos CAPS de Belo Jardim, Pesqueira, Alagoinha, Poção e Sanharó.

Por Flávio José Jardim atualizado há 2 anos
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Luta Antimanicomial | Caminhada tem participação de integrantes do CAPS de Belo Jardim, Pesqueira, Alagoinha, Poção e Sanharó

AGRESTE (PE) - Participantes de cinco cidades se uniram em defesa dos direitos e da liberdade dos pacientes com transtornos mentais. Na sexta-feira (17), Belo Jardim foi palco da 1ª Caminhada Alusiva à Luta Antimanicomial, organizada pelo Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS II) da Prefeitura de Belo Jardim.

        O evento reuniu mais de 150 pessoas, entre profissionais e pacientes dos CAPS de Belo Jardim, Pesqueira, Alagoinha, Poção e Sanharó, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do tratamento humanizado e em liberdade para pessoas com transtornos psicológicos.

        A concentração do evento aconteceu na Praça Desembargador João Paes, onde os participantes receberam picolés e água antes de iniciar a caminhada pelas principais ruas da cidade. O percurso se estendeu até o Parque Janelas Para o Rio (Parque do Bambu), onde foi promovido um momento de saúde e lazer com ginástica laboral, karaokê, dança e distribuição de pipoca, algodão doce e cachorro-quente.

        Acidália Grasielly, coordenadora do CAPS II de Belo Jardim, enfatizou a importância da caminhada como uma forma de chamar a atenção para a realidade dos manicômios e a necessidade de tratar os transtornos mentais de maneira digna e inclusiva. "Queremos que a população entenda que transtornos mentais são tratáveis e que os pacientes devem ser inseridos na sociedade, e não isolados em manicômios", afirmou.

        Para Dora Gama, paciente do CAPS II de Belo Jardim, o evento representa mais do que uma simples caminhada. "O CAPS é uma segunda casa para mim. Se não fosse pelo apoio que recebo aqui, eu poderia estar num manicômio, me sentindo presa. Hoje, temos atendimento e liberdade", destacou.

        A caminhada alusiva à luta antimanicomial é uma iniciativa que reforça a importância do tratamento em liberdade, combate à violência contra pacientes com transtornos mentais e a promoção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

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