LUTO NA ARTE BRASILEIRA: Morre o ator Felipe Back Selau, o eterno “Paulo” de Malhação
O artista gaúcho, que brilhou na TV, na música e na gastronomia, é lembrado por sua luz e sensibilidade
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
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O Brasil amanheceu mais cinzento nesta terça-feira (14). Foi confirmada a morte do ator e produtor Felipe Back Selau, conhecido por sua marcante participação na novela “Malhação: Sonhos”, exibida pela Rede Globo entre 2013 e 2014. Ele foi encontrado sem vida em seu apartamento, na cidade de São Paulo, e a notícia foi divulgada pela irmã, Priscila Back Selau, jogadora de futebol do Cruzeiro.
A causa da morte não foi revelada, mas a comoção tomou conta das redes sociais e dos bastidores da arte. Felipe, que adotava o nome artístico Felipe Céu, era um artista múltiplo — ator, músico, produtor e apaixonado pela vida. Natural do Rio Grande do Sul, começou como modelo, estudou medicina, mas seguiu o chamado da arte, onde encontrou seu verdadeiro lugar.
Além do sucesso em “Malhação”, o artista também se destacou por sua veia empreendedora, atuando como produtor executivo de uma marca de óculos. Em 2019, encantou o público ao participar da seletiva do MasterChef Brasil, onde revelou outro talento: a gastronomia. Cozinhar, para ele, era outra forma de criar arte e transmitir afeto.
A música também foi parte essencial de sua jornada. Sob o pseudônimo Felipe Céu, escreveu e cantou canções autorais que falavam sobre amor, angústia e liberdade — temas que tocavam profundamente quem o ouvia. Seus shows em festivais independentes sempre reuniam amigos, admiradores e artistas da cena alternativa paulista.
Nas redes, colegas e fãs se despediram com palavras de dor e carinho. “Felipe era luz. Que sua arte e sua memória sigam vivas”, escreveu a atriz Bruna Hamú, sua parceira de cena. Outras figuras públicas também lamentaram, ressaltando seu carisma e generosidade.
Felipe Back Selau partiu cedo, mas deixa uma constelação de lembranças. Um artista completo, que viveu intensamente e transformou sua existência em expressão, emoção e verdade. A arte chora — e o Brasil se despede de uma de suas almas mais luminosas.
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