Política

MÃES ATÍPICAS EM VENTUROSA: Uma rede de cuidado, tecnologia e afeto

Aplicativo TEAjuda e oficinas criam novo capítulo na inclusão infantil no Agreste

Por Flávio José Jardim atualizado há 1 ano
Publicado em

MÃES ATÍPICAS EM VENTUROSA: Uma rede de cuidado, tecnologia e afeto

Num auditório repleto de emoção e esperança, o Hospital Justa Maria, em Venturosa, foi palco de uma iniciativa que vai além da assistência: um verdadeiro abraço social às mães atípicas do município. A reunião, conduzida com empatia e conhecimento, reafirmou o compromisso da gestão com uma saúde pública inclusiva e sensível às necessidades das famílias.

 

Entre os destaques do encontro, estava a presença de Claudia Sorelle, doutoranda e idealizadora do aplicativo TEAjuda, voltado ao suporte de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ferramenta, em processo de validação, promete facilitar o acesso das famílias a terapias, orientações especializadas e acompanhamento digital.

 

Claudia emocionou os presentes ao explicar como o projeto nasceu da escuta e da vivência com mães que enfrentam, muitas vezes sozinhas, o labirinto do diagnóstico e do cuidado. “A tecnologia pode ser um instrumento de empatia, quando nasce da dor real e do desejo de transformar”, afirmou.

 

Complementando o momento, a Coordenadoria da Mulher apresentou uma oficina de feltro desenvolvida especialmente para essas mães. Daniele, coordenadora da pasta, destacou que gerar renda e criar espaços de escuta são formas concretas de empoderamento feminino. “Cuidar do filho e cuidar de si não devem ser caminhos opostos”, pontuou.

 

A reunião foi também um espaço de troca de vivências. Mães compartilharam histórias, dores e conquistas — e ali, entre sorrisos e lágrimas, criaram laços que vão além do institucional. Venturosa, mais uma vez, mostra que sua saúde pública está onde precisa estar: no território do humano.

 

“Seguimos juntos, construindo um futuro onde ninguém fique para trás”, finalizou um dos servidores presentes. E naquele auditório, ficou claro: o futuro começou ali, entre palavras de acolhimento e ações concretas.

 

 

tea
tea (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 


 

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