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✨ MANTO DE FÉ E ARTE: Poção revestiu a Padroeira do Recife com o Ouro Branco do Agreste

Renda Renascença feita à mão por artesãs poçãoenses emociona fiéis e exalta cultura nordestina em ato histórico de devoção

Por Flávio José Jardim atualizado há 9 meses
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✨ MANTO DE FÉ E ARTE: Poção revestiu a Padroeira do Recife com o Ouro Branco do Agreste

 

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PUBLICIDADE (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

Um manto que não cobre apenas a imagem da Virgem do Carmo — mas envolve o Recife e todo o Agreste pernambucano em uma onda de orgulho, fé e emoção. Na quarta-feira, 16 de julho, dia consagrado à Nossa Senhora do Carmo, Padroeira da capital pernambucana, a imagem da Santa foi revestida com um delicado e majestoso manto confeccionado em renda renascença, feita à mão por artesãs de Poção, cidade que respira tradição, talento e fé.

 

O gesto, que encantou fiéis e especialistas em arte sacra, foi mais do que uma homenagem: foi a consagração da cultura popular nordestina em sua forma mais pura e bela. Cada ponto da renda, tecida com fios de devoção e habilidade ancestral, trouxe à tona a força das mulheres de Poção — rendeiras que mantêm viva uma arte secular com as próprias mãos. O “ouro branco”, como é conhecida a renda renascença, agora repousa sobre os ombros da Santa mais amada do Recife.

 

A secretária de Cultura e Turismo de Poção, Giselly Conrado, falou com emoção: “Ver o ouro branco da nossa terra em um momento tão significativo para a fé do nosso povo é motivo de felicidade imensa. Celebramos não apenas a religiosidade, mas também a valorização do trabalho artesanal que é a alma da nossa cultura.” A fala ressoou como um hino de gratidão a todas as mulheres que fazem da renda renascença um ato de resistência e beleza.

 

A entrega do manto com assinatura da artesã Laudicea Torres foi um dos momentos mais marcantes da celebração religiosa. A própria artista comentou nas redes: “Feita pelas minhas mãos e com o coração cheio de fé, entrego esse manto como um presente da nossa terra à Mãe de todos nós. Que essa renda leve o nome de Poção aos céus e aos corações.” A postagem rapidamente viralizou entre devotos e admiradores da arte manual.

 

Os comentários encheram as redes sociais de brilho, aplausos e comoção. Uma internauta escreveu com orgulho: “Sou rendeira com muito orgulho e gratidão a Deus por me conceder a graça de encher meu coração de felicidade a cada ponto traçado.” Outra completou: “Nosso ouro branco revestindo a Mãe Carmelita. É um sinal de fé.” Foram dezenas de manifestações celebrando a beleza do manto e a grandeza de quem o fez.

 

A comoção foi tanta que até os internautas mais reservados se renderam à emoção. “Lindaaa 😍😍😍😍”, comentou uma usuária. “Muito lindo, a renda e a santa ficaram perfeitas 👏👏”, destacou outra. As palmas virtuais não pararam: “👏👏👏👏👏👏👏” ecoaram como orações digitais, exaltando a perfeição do trabalho poçãoense.

 

E se para os devotos o manto era fé pura, para os defensores da cultura, era resistência bordada. A renda renascença é um dos maiores patrimônios culturais de Pernambuco e sua presença num ato religioso de tamanha relevância é também uma vitória contra o esquecimento. Cada ponto ali é uma história de mulher, de luta, de identidade.

 

O manto foi entregue em meio a uma missa solene com presença de autoridades religiosas e civis. Os sinos da Basílica do Carmo tocaram forte, marcando o instante exato em que o manto da esperança cobriu a Santa. Cânticos e lágrimas tomaram conta do templo. Era como se Poção tivesse estendido as mãos até o Recife e tocado o coração de uma cidade inteira.

 

A renda, meticulosamente bordada, exibia detalhes florais que remetem à pureza, à entrega e ao amor materno. Um trabalho que exigiu semanas de dedicação, sob o olhar atento e experiente de mãos que conhecem os segredos dessa arte delicada. Uma herança passada de geração em geração, agora eternizada no maior altar da fé recifense.

 

“Que alegria! Deus abençoe a todos!”, finalizou a postagem que anunciava a entrega do manto. E esse “todos” é literal. Do chão das casas simples de Poção ao altar sagrado do Recife, essa ação envolveu mulheres anônimas, devotos fervorosos, defensores da cultura, gestores públicos e milhares de corações tocados.

 

O reconhecimento à arte de Poção extrapolou o religioso. Foi cultural, político, humano. Uma usuária escreveu: “Perfeição 😍”. Outro reforçou: “Isso é mais que beleza, é identidade.” E talvez essa seja a maior lição desse momento: a fé não precisa se afastar da arte — ela pode, sim, vesti-la.

 

Em tempos de pressa e superficialidade, ver um trabalho artesanal, delicado e cheio de simbologia sendo reconhecido e exaltado emociona. O manto de Nossa Senhora do Carmo, neste 16 de julho, foi mais que uma vestimenta: foi poesia bordada, fé tangível, cultura viva.

 

E assim, Poção brilhou. Não com holofotes, mas com o brilho silencioso e indestrutível das mãos que sabem fazer o que poucas conseguem: transformar linha e tecido em devoção e eternidade. Poção vestiu a Mãe. Poção emocionou o Recife. Poção, mais uma vez, bordou sua história com fé.

 

 

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renda
renda (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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