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MAROCAS EM CHAMAS DE CULTURA: 56ª festa de Belo Jardim celebra o encanto do Agreste com música, emoção e patrimônio vivo

Com três palcos, homenagens memoráveis e um trio elétrico inédito, festa segue nesta segunda e se despede nesta terça com Sirano e Sirino arrastando multidões pelas ruas

Por Flávio José Jardim atualizado há 1 ano
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MAROCAS EM CHAMAS DE CULTURA: 56ª festa de Belo Jardim celebra o encanto do Agreste com música, emoção e patrimônio vivo

Belo Jardim está em ebulição! Desde o dia 4 de julho, a cidade vive dias de pura magia, forró e tradição com a 56ª edição da Festa das Marocas, um dos eventos culturais mais importantes do calendário junino de Pernambuco. Reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado, a festa carrega nas veias a alma do povo do Agreste — alegre, resistente, vibrante.

 

Nesta segunda-feira, dia 7, os festejos seguem com força total e uma programação arrebatadora no Polo Principal. O forrozeiro Ramon Ferraz sobe ao palco trazendo romantismo e pé-de-serra de raiz. Em seguida, é a vez do consagrado Flávio Leandro, que promete levantar poeira com seus clássicos e versos nordestinos de identidade forte. O ápice da noite, no entanto, está reservado para ele: Zé Vaqueiro, fenômeno da vaquejada e um dos maiores nomes do forró atual, que deve arrastar uma multidão ao som de seus hits apaixonados.

 

A Festa das Marocas não é apenas uma maratona de shows. Ela é um celeiro de memória e identidade cultural. Dividida em três polos — o Polo Principal, o Polo Cultural e o Polo Maroquinhas (dedicado ao público infantil) —, o evento abrange todas as idades, gostos e histórias. É uma celebração plural, democrática e afetiva, onde cada canto da cidade pulsa com arte e tradição.

 

Este ano, a grande novidade vem com o encerramento histórico: pela primeira vez, a festa será finalizada com um trio elétrico na terça-feira, dia 8 de julho. E os responsáveis por comandar esse momento inédito são ninguém menos que Sirano e Sirino, ícones da música nordestina que prometem transformar as ruas de Belo Jardim em um corredor de pura emoção e saudade.

 

A 56ª edição presta ainda uma homenagem comovente a três figuras que ajudaram a moldar o cenário artístico da cidade: o músico Zé do Pife, símbolo do som agrestino; o fotógrafo José Salis Moura (in memoriam), que eternizou momentos da festa com seu olhar sensível; e a produtora cultural Alba Leite, incansável guardiã das raízes belo-jardinenses.

 

O brilho desta edição também se deve à diversidade de atrações que já passaram pelos palcos. Nomes como Dilsinho, Priscila Senna, Fulô de Mandacaru e Maciel Melo iluminaram as noites anteriores, misturando ritmos, gerações e sotaques em um grande mosaico sonoro que emociona e representa a força da cultura nordestina.

 

A expectativa para esta terça-feira é de um encerramento histórico. O trio Asas da América abre o caminho, seguido pela força de Sirano e Sirino, que prometem levar o público ao delírio pelas ruas da cidade. Belo Jardim está vivendo, mais uma vez, seus dias de ouro, onde passado e presente dançam juntos ao som da sanfona e do coração.

 

A Festa das Marocas não é apenas um evento. É um manifesto de amor ao Agreste, à música e ao povo. E nesta edição, mais do que nunca, Belo Jardim canta alto, dança forte e escreve mais um capítulo inesquecível de sua gloriosa história cultural.

 

marocas
marocas (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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