Mpox volta a crescer no Brasil e acende alerta sanitário
Casos quase dobram em poucos dias, mas quadro geral segue sem mortes em 2026
Por Flávio José Jardim
atualizado há 7 meses
Publicado em
O avanço recente da mpox no Brasil colocou autoridades de saúde em estado de atenção. Em menos de uma semana, o número de casos confirmados praticamente dobrou, saltando de 48 para 88 registros em 2026. Apesar da alta, o Ministério da Saúde ressalta que, até agora, não houve mortes neste ano e a maioria dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados.
O cenário atual mostra forte concentração da doença no Sudeste, especialmente em São Paulo, responsável por 62 das confirmações. Outros estados também registraram ocorrências, como Rio de Janeiro, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Paraná. A distribuição geográfica reforça a necessidade de vigilância contínua e resposta rápida das redes estaduais de saúde.
Os números chamam atenção quando comparados ao mesmo período do ano passado. Em 2025, o país contabilizou mais de mil casos e duas mortes, enquanto em fevereiro daquele ano havia 215 registros. Mesmo com a diferença de escala, especialistas destacam que o crescimento acelerado de notificações exige monitoramento constante para evitar novos surtos.
A mpox é uma infecção viral provocada por um vírus da mesma família da varíola e se transmite principalmente pelo contato direto com lesões de pele, secreções respiratórias, fluidos corporais ou objetos contaminados. O aumento de casos reforça a importância da informação e da identificação precoce dos sintomas.
Entre os sinais mais comuns estão febre, dores no corpo, inchaço nos gânglios e o surgimento de lesões cutâneas que podem atingir diferentes partes do corpo. Embora a evolução costume ser leve e autolimitada, pessoas com imunidade comprometida podem desenvolver complicações e demandar atenção médica mais rigorosa.
Diante do crescimento das notificações, o Ministério da Saúde afirma que mantém articulação com as vigilâncias estaduais para acompanhar o cenário epidemiológico e adotar medidas necessárias. O momento, segundo especialistas, é de cautela e informação — evitando pânico, mas reforçando a prevenção e a procura por atendimento diante de sintomas suspeitos.
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