No Asfalto da BR-232, a Última Corrida
Mototaxista morre após colisão violenta na entrada de bairro em Serra Talhada
Por Flávio José Jardim
atualizado há 8 meses
Publicado em
A BR-232 voltou a ser palco de dor e silêncio na noite desta quinta-feira, quando mais um acidente grave interrompeu uma vida e abalou Serra Talhada. Por volta das 18h30, no trecho que corta a entrada do bairro Vila Bela, o som seco da colisão anunciou uma tragédia que se espalharia rapidamente entre moradores e profissionais do resgate.
A vítima foi o mototaxista Marcos César Pereira da Silva, de 47 anos, homem conhecido na comunidade, trabalhador diário do asfalto e morador do próprio Vila Bela. Ele conduzia sua motocicleta, uma Honda CG Start preta, quando foi atingido violentamente por um veículo de passeio, transformando minutos comuns de deslocamento em um cenário de desespero.
O impacto envolveu um automóvel modelo Celta e a motocicleta conduzida por Marcos. A força da batida foi suficiente para lançar o mototaxista ao chão, provocando ferimentos gravíssimos. Populares que passavam pelo local acionaram o socorro, enquanto o trânsito desacelerava diante da cena marcada por sirenes e tensão.
Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram rapidamente e prestaram os primeiros atendimentos ainda na rodovia. Marcos César foi encontrado com vida, mas em estado crítico. Cada minuto parecia pesar toneladas enquanto os socorristas lutavam para estabilizá-lo antes da remoção urgente ao Hospital Eduardo Campos.
Apesar dos esforços da equipe médica, a gravidade das lesões falou mais alto. Pouco depois de dar entrada na unidade hospitalar, Marcos não resistiu aos ferimentos, encerrando de forma trágica uma história marcada pelo trabalho honesto e pela rotina dura das estradas. O condutor do carro envolvido no acidente não precisou de atendimento hospitalar.
A morte do mototaxista reacende o alerta sobre os perigos constantes da BR-232, uma via que acumula estatísticas de acidentes e histórias interrompidas. Em Serra Talhada, fica o luto de uma família, a comoção de um bairro inteiro e a pergunta que insiste em ecoar: até quando o asfalto continuará cobrando vidas?
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