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O TERÇO NA ÁGUA: UM SINAL DIVINO NO BATISMO EM PINHALZINHO

Uma imagem que atravessou o tempo e a razão, tocando corações e reacendendo a fé em meio à simplicidade de um gesto sagrado.

Por Flávio José Jardim atualizado há 11 meses
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O TERÇO NA ÁGUA: UM SINAL DIVINO NO BATISMO EM PINHALZINHO

 

Foi em uma manhã aparentemente comum, na pequena cidade de Pinhalzinho, interior de Santa Catarina, que o sagrado decidiu se revelar de forma silenciosa e inexplicável. Durante o batismo de um bebê, na Paróquia Santo Antônio, um fenômeno raro e tocante aconteceu: ao cair sobre a cabeça da criança, a água benta formou nitidamente a figura de um terço. O instante, congelado em uma fotografia, se transformou em um símbolo de fé que percorre o país.

 

A cena, capturada sem intenção, só seria descoberta dias depois, quando a família escolhia as imagens para imprimir. Foi ali, no brilho líquido que escorria do sacramento, que algo divino se fez visível. O terço — formado por gotas e reflexos — parecia flutuar, como se a própria fé tivesse decidido se materializar. Desde então, a foto se espalhou pelas redes sociais, com milhares de pessoas se dizendo comovidas, inspiradas e renovadas.

 

Luciano Henrique da Costa, o ministro que realizou o batismo, ainda fala com emoção sobre aquele instante. “Foi um momento simples, de rotina pastoral. Mas Deus escolhe o comum para revelar o extraordinário”, disse ele. “Quem viu primeiro foi a fotógrafa e a família. Isso é o mais bonito — a sensibilidade de perceber o que está ao redor. Às vezes, a presença de Deus está tão próxima e nós não enxergamos.”

 

O acontecimento, segundo Luciano, não é apenas uma curiosidade, mas um convite à reflexão. Ele acredita que a imagem serve como um lembrete silencioso de que o divino se manifesta nas pequenas coisas, na água, na fé, no olhar atento de quem crê. “As pessoas comentam, compartilham, se emocionam. Isso é bom. Nos faz parar para pensar. Nem tudo precisa de explicação lógica — há sinais que são simplesmente sinais de Deus.”

 

O registro aconteceu no dia 21 de setembro, durante uma cerimônia coletiva em que 13 crianças foram batizadas. Naquele momento, ninguém notou nada fora do comum. Mas o invisível, talvez, não precise ser notado para existir. O terço só se revelou depois, quando a fé se misturou à fotografia, transformando a lembrança em milagre.

 

Nas redes sociais, o impacto foi imediato. Comentários e mensagens de fé se multiplicaram. “A água formando um terço! É a presença viva de Deus!”, escreveu uma internauta. Outro seguidor afirmou: “Um rosário, um sinal do céu em meio a um batismo. O mundo precisa ver isso.” A fotografia, agora compartilhada em paróquias e comunidades católicas de todo o país, ganhou o status de símbolo.

 

Para muitos fiéis, o episódio é um lembrete de que o sagrado não está distante, nem preso aos templos, mas se derrama sobre o cotidiano. “Às vezes, Deus se manifesta de formas simples, e é a nossa sensibilidade que nos permite enxergar”, reflete Luciano. “Talvez o verdadeiro milagre seja esse: perceber que Ele está sempre perto da gente, mesmo quando não notamos.”

 

A imagem do terço na água ultrapassa fronteiras religiosas e toca o coração humano em sua essência. Não se trata apenas de um fenômeno físico ou espiritual, mas de uma revelação poética sobre a fé — essa força silenciosa que transforma o ordinário em eterno.

 

E assim, no batismo de um bebê em Pinhalzinho, um simples jato d’água tornou-se mensagem. Um gesto humano se converteu em testemunho divino. E o mundo, por um breve instante, voltou a olhar para o mistério com os olhos da fé.

 

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rt (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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t (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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