PAPA LEÃO XIV REAGE A TRUMP, DIZ QUE NÃO TEME O GOVERNO DOS EUA E REFORÇA APELO CONTRA A GUERRA
O embate entre o papa Leão XIV e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou força após declarações públicas sobre guerra, política internacional e o papel da Igreja diante dos conflitos no mundo. Nesta segunda-feira (13), o pontífice afirmou que não teme o governo Trump e deixou claro que seguirá defendendo a paz e a reconciliação.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 4 meses
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Durante conversa com jornalistas a bordo do avião papal a caminho da Argélia, Leão XIV rebateu as críticas feitas por Trump e afirmou que sua mensagem não foi um ataque direto ao presidente americano nem a qualquer outra pessoa. Segundo o papa, seus apelos contra a guerra e sua crítica à “ilusão de onipotência” estão ligados à missão da Igreja e à mensagem do Evangelho.
Em tom firme, o pontífice declarou que continuará anunciando sua mensagem e incentivando caminhos de paz, pontes de reconciliação e esforços para evitar a guerra sempre que possível. Em seguida, reforçou a declaração que mais repercutiu entre os jornalistas: “Não tenho medo do governo Trump”.
Ao desembarcar na Argélia, Leão XIV voltou a endurecer o discurso ao criticar as contínuas violações ao direito internacional. A fala ocorreu depois de Trump atacar o papa em sua rede social no domingo (12), chamando-o de fraco, criticando sua postura diante de temas internacionais e dizendo que não queria um papa que considerasse aceitável que o Irã tivesse uma arma nuclear.
Apesar da acusação feita por Trump, não há registros de que o papa Leão XIV tenha defendido que o Irã possua arma nuclear. O presidente dos EUA também afirmou que o pontífice só ocupa a posição atual por ser americano e chegou a dizer que, se ele não estivesse na Casa Branca, Leão XIV não estaria no Vaticano.
Horas depois, o clima de confronto ganhou ainda mais repercussão quando Trump publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece com túnica branca em uma cena de forte simbolismo. O episódio aconteceu no mesmo contexto em que o papa, no domingo, pediu cessar-fogo no Líbano e destacou que há uma obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra.
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